"Heróis da Fé"

Hebreus 11. 1-12 
"Ora,
 a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam,
 e a prova das coisas que não se vêem. 
 Porque por ela os antigos alcançaram bom testemunho.
 Pela fé entendemos que os mundos foram criados pela palavra de Deus;
 de modo que o visível não foi feito daquilo que se vê.
 Pela fé Abel ofereceu a Deus mais excelente sacrifício que Caim,
 pelo qual alcançou testemunho de que era justo, 
dando Deus testemunho das suas oferendas,
 e por meio dela depois de morto,
 ainda fala.
 Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte; 
e não foi achado, 
porque Deus o trasladara;
 pois antes da sua trasladação 
alcançou testemunho de que agradara a Deus. 
Ora, 
sem fé é impossível agradar a Deus; 
porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus 
creia que ele existe, 
e que é galardoador dos que o buscam. 
Pela fé Noé,
 divinamente avisado das coisas que ainda não se viam,
 sendo temente a Deus,
 preparou uma arca para o salvamento da sua família; 
e por esta fé condenou o mundo, 
e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé.
 Pela fé Abraão,
 sendo chamado, 
obedeceu,
 saindo para um lugar que havia de receber por herança; 
e saiu, 
sem saber para onde ia.
 Pela fé peregrinou na terra da promessa, 
como em terra alheia, 
habitando em tendas com Isaque e Jacó,
 herdeiros com ele da mesma promessa; 
 porque esperava a cidade que tem os fundamentos,
 da qual o arquiteto e edificador é Deus. 
 Pela fé, 
até a própria Sara recebeu a virtude de conceber um filho,
 mesmo fora da idade,
 porquanto teve por fiel aquele que lho havia prometido.
 Pelo que também de um,
 e esse já amortecido, 
descenderam tantos, 
em multidão,
 como as estrelas do céu, 
e como a areia inumerável que está na praia do mar."
Hebreus 11. 1-12 




















"A Repreensão de Cristo"


"Conheço as tuas obras, 
que nem és frio nem quente; 
quem dera foras frio ou quente!
Assim, 
porque és morno,
 e não és frio nem quente,
 vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: 
Rico sou,
 e estou enriquecido,
 e de nada tenho falta;
 e não sabes que és um desgraçado, 
e miserável, 
e pobre, 
e cego, 
e nu;"
Apocalipse 3:15-17


            O Problema da Temperatura: "Nem Frio, nem Quente"
            Jesus utiliza uma metáfora geográfica e prática que os moradores de Laodicéia entendiam perfeitamente. As águas de Laodicéia, diferente de Hierápolis (conhecida por suas fontes termais medicinais) ou Colossos (conhecida por suas águas frias e refrescantes), Laodicéia recebia água por aquedutos que chegava "morna", carregada de sedimentos e com um sabor nauseante.
          O "quente" é útil para curar; o "frio" é útil para refrescar. O "morno", no entanto, é inútil. Cristo prefere oposição direta (frio) ou fervor dedicado (quente) à indiferença religiosa. A mornidão é o estado de quem conhece a verdade, mas não é transformado por ela.
          A Reação de Cristo: "Estou a Ponto de Vomitar-te"
          A linguagem aqui é intencionalmente forte e visceral, de rejeição absoluta. O termo grego emesai indica uma reação instintiva de repulsa. A mornidão espiritual causa náuseas no Senhor. E a sua causa não é o pecado grosseiro que gera essa reação, mas a apatia. É o cristianismo de fachada, que mantém os ritos mas perdeu a paixão e o compromisso.
          O Engano da Autopercepção - Apocalipse 3. 17.
          A dureza da repreensão está no contraste entre o que a igreja dizia de si mesma e o que Cristo via. Laodicéia era um centro financeiro e têxtil próspero, e essa riqueza cegou a visão espiritual da comunidade.
          Enquanto Laodiceia dizia "Rico sou", Cristo via miséria e pobreza pela falta de tesouros eternos e dependência de Deus.
          Enquanto Laodiceia dizia "estou enriquecido", Cristo via cegueira, a incapacidade de enxergar a própria condição pecaminosa.
          Enquanto Laodiceia dizia "de nada tenho falta", Cristo via nudez pela ausência das vestes de justiça que só Ele concede.
          A consequência foi a queda de Laodicéia onde o orgulho humano tomaram o lugar da presença de Deus:
          Orgulho Financeiro: A confiança nas riquezas materiais eliminou o senso de necessidade de Deus.
          Autossuficiência Intelectual: Acharam que já "chegaram lá" e não precisavam de mais instrução ou correção.
          Conforto Local: A paz externa e a prosperidade da cidade geraram uma igreja que não queria "incomodar" nem ser "incomodada".
          A repreensão de Cristo nos versículos 15 a 17 não visa a condenação final, mas o despertar. Ele expõe a nudez e a cegueira da igreja para que ela sinta a necessidade de buscar n'Ele os verdadeiros tesouros descritos em suas promessas como Ele sugere no versículo seguinte. A mensagem é clara: o maior inimigo da fé não é necessariamente a perseguição externa, mas a *ilusão interna de que estamos bem sem uma dependência constante de Cristo.*