terça-feira, 21 de outubro de 2014

Lucas 12:13-21


          "E disse-lhe um da multidão: 
Mestre, 
dize a meu irmão que reparta comigo a herança.
 Mas ele lhe disse: 
Homem,
 quem me pôs a mim por juiz
 ou repartidor entre vós? 
E disse-lhes:
 Acautelai-vos
 e guardai-vos de toda a avareza; 
porque a vida de qualquer
 não consiste na abundância do que possui.
 E propôs-lhes uma parábola,
 dizendo:
 A herdade de um homem rico 
tinha produzido com abundância;
 e arrazoava ele consigo, 
dizendo:
 Que farei? 
Não tenho onde recolher os meus frutos.
 E disse: 
Farei isto: 
derribarei os meus celeiros,
 e edificarei outros maiores, 
e ali recolherei todas as minhas novidades
 e os meus bens.
 E direi à minha alma:
 Alma,
 tens em depósito muitos bens 
para muitos anos; 
descansa,
 come,
 bebe e folga.
 Mas Deus lhe disse:
 Louco! 
Esta noite te pedirão a tua alma,
 e o que tens preparado,
 para quem será?
 Assim é aquele que entesoura para si
 e não é rico para com Deus."
 Lucas 12:13-21

          A passagem começa com uma interrupção. Um homem, preocupado com questões de herança e dinheiro, tenta arrastar Jesus para um tribunal familiar. A resposta de Jesus é um ponto de virada crucial: Ele Se recusa a ser um "repartidor de bens" e imediatamente ataca a raiz do problema: a avareza.
          Jesus nos adverte: "A vida de qualquer não consiste na abundância do que possui" (v. 15). Esta é a tese central. A crise da vida não é a falta de dinheiro, mas a ilusão de que a vida é o dinheiro.
          Jesus conta então a parábola do homem rico. Este homem teve uma colheita recorde. Seus pensamentos são um monólogo de auto-satisfação e controle:
           "Que farei?" (v. 17) — Ele pensa em problemas de abundância, nunca na possibilidade de compartilhar.
           "Derribarei... e edificarei outros maiores..." (v. 18) — Seu projeto de vida é aumentar o armazenamento. Mais celeiros para mais bens.
          "Direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens... descansa, come, bebe e folga." (v. 19) — Seu futuro é focado em si mesmo, na segurança material e no hedonismo. O "eu" aparece cinco vezes nos versículos 17-19, mas Deus não aparece nenhuma vez.
          O maior erro do homem não foi ter dinheiro, mas sim construir todo o seu futuro e a identidade de sua alma em torno do dinheiro. Ele tratou sua alma como se ela fosse um cofrinho a ser preenchido com bens materiais.
          A resposta de Deus é um choque dramático: "Louco! Esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será?" (v. 20).
          A palavra "Louco" (em grego, Afron) não significa burro ou estúpido, mas sim insensato ou alguém que vive sem a devida consideração por Deus. 
          Ele foi insensato porque ignorou a morte. Ele planejou "muitos anos", mas não estava no controle do seu tempo. O seu agora era urgente, mas o seu depois era inexistente.
           Ele foi insensato porque ignorou a eternidade. Seus celeiros não tinham portas para o Céu. Sua riqueza era totalmente terrena e, portanto, totalmente temporária.
          Ele foi insensato porque ignorou o propósito. Ele foi um bom agricultor, mas um péssimo mordomo. Seus bens não serviram a ninguém mais além de si mesmo.
          Jesus resume a lição: "Assim é aquele que entesoura para si e não é rico para com Deus" (v. 21).
          Ser "rico para com Deus" não significa necessariamente ser pobre em bens, mas sim ter um coração que não é escravizado por eles. É usar os recursos que Deus nos dá (tempo, talento e tesouro) para Seus propósitos, investindo em coisas que terão valor na eternidade:
          * Relacionamentos: Amor, perdão e serviço.
          * Obras de Misericórdia: Ajudar o próximo e os necessitados.
          * O Evangelho: Apoiar e propagar a mensagem da Salvação.
          Não troque a vida eterna por um celeiro cheio.
          Reflita:
          Se Deus me pedisse a alma esta noite, o que do meu "celeiro" de hoje teria valor no Céu?

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