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sexta-feira, 26 de maio de 2023

"É interessante observar..."


           É interessante observar como grande parte das Sagradas Escrituras está ocupada com o tema oração, seja fornecendo exemplos, reforçando o mandamento ou anunciando promessas. Ao abrirmos a Bíblia nós lemos: "Então se começou a invocar o nome do Senhor "(Gênesis 4.26), e, quando estamos prestes a fechá-la,  o "Amém " ( Apocalipse 22.21) de uma súplica sincera chega aos nossos ouvidos.  Exemplos são abundantes.  Aqui,  encontramos a luta de Jacó; lá um Daniel que orava três vezes ao dia; um Davi que, com todo seu coração,  clamava pelo seu Deus; na montanha vemos Elias; no calabouço Paulo e Silas.  Temos multidões desse mandamento e miríades de promessas. 

          O que isso nos ensina senão a sagrada importância e necessidade da oração? Podemos estar certos de que tudo aquilo que Deus faz proeminente em sua Palavra.  Sua intenção é ser visível em nossas vidas. Se ele falou muito sobre a oração é porque Ele sabe que temos muita necessidade de orar. Tão profundas são as nossas necessidades que até antes de entrarmos no céu, não devemos deixar de orar. Tu não queres coisa alguma? Então creio que não conheças tua pobreza. Porventura não deverias clamar a Deus por Sua misericórdia? Então que a misericórdia do Senhor mostre a tua miséria! Uma alma sem oração é uma alma sem Cristo. 

          A oração é o balbuciar do crente pueril,  o grito do crente guerreiro,  o réquiem de morte do santo adormecido em Jesus; a respiração, a palavra de ordem, a força,  a honra de um cristão. Se tu és um filho de Deus, deves buscar sua face e viver no amor do teu Pai. Ore para que,  este ano, possas ser santo, humilde,  zeloso e paciente; para que possas ter uma comunhão mais íntima com Cristo e entrar mais vezes no  pavilhão do Seu amor . Ore para que possas ser um exemplo e uma benção para outros,  e viver mais e mais para glória do teu Mestre. O lema para esse ano deve ser: " Perseverai em oração ".

                                                                                                             Charles Spurgeon



terça-feira, 9 de janeiro de 2018

* Algumas citações do livro "PESCADORES DE CRIANÇAS"


“Tenho encontrado por vezes 
uma experiência espiritual mais profunda em crianças de 10 e 12 anos 
do que em muitas pessoas de 50 e 60 anos.”
 – página 24

“Oh, 
mestres, 
vejam o que podem fazer! 
Em suas escolas estão sentados nossos futuros evangelistas.
 Naquela classe dos menorzinhos está sentado um apóstolo
 para alguma terra distante.
 Poderá vir sob sua mão de treinamento,
 minha irmã, 
um futuro pai em Israel. 
Virão sob seu ensino, 
meu irmão, 
aqueles que carregarão as bandeiras do Senhor no grosso da batalha.” 
– página 66

“Creia na conversão de crianças quando crianças;
 creia que o Senhor pode chamá-las por sua graça,
 pode renovar seus corações, 
pode dar-lhes um papel 
e uma sorte dentre seu povo 
muito antes de chegarem à plenitude da vida.” 
– página 80

“Os ensinos de nossa infância 
deixam impressões definidas e distintas na mente,
 que permanecem depois que setenta anos já se passaram.
 Cuidemos que tais impressões sejam feitas para os mais altos propósitos.” 
– página 108

“Então a criança abriu os olhos
e arriscamos dizer
 que Eliseu pensou que nunca antes tinha visto olhos tão lindos. 
Não sei que espécie de olhos era, 
castanhos ou azuis, 
mas sei que qualquer olho que Deus o ajudar a abrir 
será para você um olho lindo.”
Pág. 153

Charles H. SPURGEON


sexta-feira, 7 de julho de 2017

"Romanos 1.7"


Versículo do dia: 
"Chamados para serdes santos."
Romanos 1.7
  Nós tendemos a considerar os santos da era apostólica como pessoas mais santas do que os outros filhos de Deus. Todos eles são santos chamados pela graça de Deus e santificados pelo Espírito Santo; mas somos inclinados a olhar os apóstolos como seres extraordinários, raramente sujeitos às mesmas fraquezas e tentações que enfrentamos. Contudo, ao fazer isto, esquecemos a verdade de que quanto mais próximo um crente vive de Deus, tanto mais intensamente ele lamenta a malignidade de seu próprio coração. Quanto mais o Senhor honra tal crente em sua obra, tanto mais a carne maligna desse crente o importuna todos os dias. O fato é que, se houvéssemos visto o apóstolo Paulo, nós o teríamos visto como alguém muito semelhante aos demais membros da família dos eleitos. Se tivéssemos conversado com ele, diríamos: “Achamos que as experiências dele são muito semelhantes às nossas. Ele foi mais fiel, mais santo e teve maior conhecimento do que nós o temos; contudo, ele suportou as mesmas provações que nós suportamos. Em alguns aspectos, ele é muito mais tentado que nós”.
           Não olhe para os crentes do passado como pessoas isentas de fraquezas ou pecados. Não os veja com aquela reverência mística pela qual chegamos quase a idolatrá-los. Podemos atingir a santidade deles. Somos chamados para ser santos pela mesma voz que os constrangeu à sua sublime vocação. O dever do crente é esforçar-se para dirigir seu viver dentro do círculo da santidade. E se estes santos eram superiores a nós em suas realizações, como eles certamente eram, que os sigamos; tentemos exceder o seu ardor e santidade. Temos a mesma luz dada aos apóstolos, e a mesma graça nos está acessível. Por que devemos viver tranquilos, enquanto não somos semelhantes aos apóstolos no caráter celestial? Eles viveram com Jesus e para Jesus. Portanto, tornaram-se semelhantes a Jesus. Vivamos pelo mesmo Espírito que eles viveram, olhando para Jesus (ver Hebreus 12.2); assim, logo nossa santidade se tornará evidente.
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"Provérbios 1.33"


Versículo do dia:
O  que  me  der  ouvidos  habitará  seguro, 
tranquilo  e  sem  temor  do  mal."
Provérbios 1.33
O amor divino é expresso visivelmente quando brilha em meio aos julgamentos. Formosa é aquela estrela solitária que brilha através das fendas das nuvens que trazem trovoadas. Luminoso é o oásis que floresce no deserto arenoso. Tão formoso e tão luminoso é o amor em meio à ira. Por meio de sua contínua idolatria, os israelitas provocaram o Altíssimo. Ele os castigou privando-os da chuva e do orvalho, de modo que a terra deles foi visitada pela fome. Mas, enquanto Deus fez isso, Ele teve o cuidado de que seus próprios eleitos ficassem seguros. Se todos os outros ribeiros estão secos, haverá um reservado para Elias. E, quando esse ribeiro secar, Deus ainda preservará para Elias um lugar de sobrevivência. O Senhor não tinha ape­ nas um Elias, e sim um remanescente, de acordo com a eleição da graça, escondido, em grupos de cinquenta, em uma caverna. Embora toda a terra estivesse subjugada à fome, os cinquenta que estavam na caverna eram alimentados, da mesa de Acabe, por Obadias, o fiel e temente servo do Senhor.
Destes acontecimentos, devemos inferir que, aconteça o que acontecer, o povo de Deus está sempre seguro. Que os terremotos abalem toda a terra, e os próprios céus se rasguem ao meio; em meio à destruição final, o crente permanecerá tão seguro como se estivesse em um momento de descanso! Se Deus não salvar o seu povo na terra, Ele os salvará no céu. Se o mundo se tornar insuportável para os filhos de Deus, então, o céu lhes será o lugar de aceitação e segurança. Mantenha-se confiante quando ouvir falar de guerras e rumores de guerra (ver Mateus 24.6). Não importa o que aconteça na terra, você está seguro, visto que se encontra abrigado sob as asas de Jeová. Aguarde as promessas dEle e descanse em sua fidelidade. Resista ao mais negro futuro, pois nele não há nada medonho para você. Sua exclusiva preocupação deveria ser mostrar ao mundo a bem­ aventurança de ouvir a voz da sabedoria.

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sábado, 24 de junho de 2017

"Salmos 126.3"


Versículo Diário: 
“Com efeito,
 grandes coisas fez o SENHOR por nós; 
por isso, estamos alegres.”
Salmos 126.3
          Infelizmente, muitos crentes são propensos a olhar para o lado obscuro de todas as coisas e a gastar muito tempo pensando no que eles têm passado, em vez de pensar no que Deus tem feito por eles. Faça-lhes perguntas sobre as impressões deles a respeito da vida cristã, e descreverão seus permanentes conflitos, suas profundas aflições, suas tristes adversidades e a pecaminosidade de seus corações, sem qualquer referência à misericórdia e à ajuda que Deus lhes tem dado.
          No entanto, um crente cuja alma se encontra em estado saudável se apresentará com alegria e dirá: “Falarei não a respeito de mim mesmo, e sim a respeito da honra de meu Deus. Ele me tirou ‘de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus’ (Salmos 40.2,3). O Senhor tem feito grandes coisas por mim; por isso, estou alegre”. O relato de experiências como estas é o melhor que todo filho de Deus pode oferecer em resposta.
          É verdade que sofremos provações, mas também é verdade que somos libertos delas. É verdade que temos nossa depravação, e pesarosamente sabemos disto, mas igualmente é verdade que temos um Salvador todo-suficiente, que vence estas corrupções e nos livra de seu domínio. Ao olharmos para trás, seria errado negar que temos estado no Pântano do Desânimo, e que temos nos arrastado pelo Vale da Humilhação, mas também seria impiedade esquecer que temos passado por eles com segurança e proveito. Não temos permanecido neles, graças ao nosso poderoso Ajudador e Líder que nos trouxe a um lugar espaçoso (ver Salmos 66.12). Quanto mais profundos forem os nossos problemas, tanto mais elevada será nossa gratidão a Deus, que nos conduziu através de todos eles e nos preservou até agora. Nossa tristeza não pode estragar a melodia de nosso louvor; nós o consideramos o tom da música de nossa vida
“Com efeito,
 grandes coisas fez o SENHOR por nós; 
por isso, estamos alegres”.

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quinta-feira, 22 de junho de 2017

"Cântico dos Cânticos 2.15"


Versículo do Dia: 
“Apanhai-me as raposas, 
as raposinhas, 
que devastam os vinhedos.”
Cântico dos Cânticos 2.15
          Um pequeno espinho pode causar muito sofrimento. Uma nuvenzinha pode ocultar a luz do sol. Raposinhas destroem vinhas; de modo semelhante, pequenos pecados causam engano ao coração melindroso. Os pequenos pecados abrigam-se na alma, deixando-a repleta daquilo que Cristo odeia, de tal modo que Ele não manterá comunhão alegre e intimidade conosco. Um grande pecado não pode destruir um crente, mas um pequeno pecado pode tornar infeliz a vida do crente. Jesus não andará com seu povo, a menos que este povo expulse todo pecado conhecido. Ele disse: “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e no seu amor permaneço” (João 15.10).
          Alguns crentes raramente desfrutam da presença de seu Salvador. Por que isto acontece? Com toda a certeza, estar separado de seu pai é uma grande tristeza para um filho afeiçoado. Você é filho de Deus e mesmo assim tem satisfação em prosseguir sem ver o rosto de seu Pai? Como você pode ser a noiva de Cristo e se contentar em estar sem a comunhão com Ele? Certamente caiu num triste estado, pois a virtuosa esposa de Cristo chora como uma pomba sem seu companheiro, quando este a deixa. Pergunte-se a si mesmo: “O que me afastou de Cristo?” O mar é composto por gotas e as rochas são compostas por grãos; o mar que separa você de Cristo pode ser cheio das gotas de seus pecados pequenos, e a rocha que quase fez naufragar seu fraco barco pode ter sido feita pelo trabalho diário dos corais de seus pecados pequenos. Se você deseja viver por Cristo, ande com Ele, veja-O, tenha comunhão com Ele, acautele-se das raposinhas que devastam os vinhedos. Nossos vinhedos têm uvas delicadas. O Senhor Jesus o convida a andar com Ele e capturar as raposinhas. Com certeza, Ele, tal como Sansão, as apanhará fácil e imediatamente. Acompanhe-O nesta caçada.

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"Salmos 45.7"


Versículo do Dia: 
“Amas a justiça
 e odeias a iniquidade.”
Salmos 45.7
          “Irai-vos e não pequeis” (Efésios 4.26). Não pode haver bondade em um homem, se ele não sente ira contra o pecado. Aquele que ama a verdade tem de odiar todo caminho de falsidade. Como o nosso Senhor odiou a iniquidade, quando a tentação Lhe sobreveio! Três vezes ela O assaltou, em formas diferentes. Porém, Ele a enfrentou com “Arreda, Satanás” (Mateus 16.23; Marcos 8.33). Nosso Senhor odiou a iniquidade quando a tentação sobreveio a outros. Ele demonstrou seu ódio mais por meio de lágrimas de piedade do que por palavras de repreensão. Todavia, que palavras poderiam ser mais severas, do que as palavras de nosso Senhor dirigidas aos fariseus: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque devorais as casas das viúvas e, para o justificar, fazeis longas orações” (Mateus 23.14.)? O Senhor odiou tanto a iniquidade que derramou seu sangue, na cruz, para destruí-la. Ele morreu para que ela morresse. Ele foi sepultado para que pudesse enterrá-la em sua sepultura e ressuscitou a fim de aniquilar a iniquidade para sempre. Cristo está no evangelho, e o evangelho se opõe à iniquidade em todas as suas formas. A iniquidade se veste com roupas lindas e imita a linguagem da santidade. Mas os preceitos de Jesus, assim como o seu famoso chicote de cordas curtas, expulsa a iniquidade do templo e não a tolera na Igreja. Então, também no coração onde Jesus reina, que guerra há entre Cristo e Belial! Quando nosso Redentor vier para ser o Juiz, estas palavras trovejantes: “Apartai-vos de mim, malditos” (Mateus 25.41), que são, realmente, uma continuação do ensino que deu sobre o pecado enquanto estava na terra, demonstrarão como Ele odeia a iniquidade. Assim como caloroso é o seu amor pelos pecadores, é quente o seu ódio pelo pecado. Assim como é perfeita a justiça de nosso Senhor, assim também a destruição de toda forma de iniquidade será completa. Ó glorioso Campeão da santidade e Destruidor da iniquidade, por esta razão, Deus, “o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros” (Salmos 45.7).

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"Salmos 97.10"


Versículo do Dia: 
“Vós que amais o SENHOR, 
detestai o mal.”
Salmos 97.10
          Você tem uma boa razão para odiar o mal. Considere quanto dano e ruína o mal lhe trouxe. Oh, que mundo de injúria o pecado trouxe ao seu coração! O mal o cegava, de modo que você não podia ver a beleza do Salvador. O mal o tornou surdo, para que não ouvisse os amáveis convites do Redentor. O pecado colocou os seus pés no caminho da perdição e derramou veneno na própria fonte de seu ser. Ele contaminou o seu coração, tornando-o “enganoso… mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jeremias 17.9). Oh, que criatura era você quando o pecado fez o pior com você, antes da graça divina intervir! Você era herdeiro da ira, assim como os demais. Você seguia a multidão na prática do mal (ver Êxodo 23.2). Assim éramos todos nós. Todavia, Paulo nos recorda: “Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Coríntios 6.11).
          Temos boas razões para detestar o mal, se olharmos para trás e traçarmos todas as suas realizações mortais. Nossa alma teria se perdido, se o amor do Onipotente não tivesse interferido e nos redimido. O mal é um inimigo que está em atividade agora mesmo, sempre atento para nos causar danos e nos arrastar para a perdição. Portanto, crente, odeie o mal, a menos que você deseje aflição. Se você quer ter seu caminho coberto por espinhos e seu travesseiro cheio de urtiga no de seu leito de morte, então negligencie o odiar o mal; mas se deseja ter uma vida feliz e uma morte tranquila, então, ande em todos os caminhos da santidade, odiando o mal, até à morte. Se você ama realmente o seu Salvador e deseja honrá-Lo, deteste o mal. Não conhecemos outra cura para um cristão que ama o mal, do que a comunhão abundante com o Senhor Jesus. Se você gasta bastante tempo com Jesus, não pode ficar em paz com o pecado.

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"Gênesis 7.16"


Versículo do Dia:
 “E o SENHOR fechou a porta após ele.”
Gênesis 7.16
          Com mãos de amor, Noé foi fechado, separado de todo o mundo. A porta da eleição vem entre nós e o mundo onde aquele que é mau existe. Não somos do mundo, assim como o nosso Senhor não era do mundo (ver João 17.14). Não podemos entrar no pecado e nas buscas da multidão. Não podemos brincar nas ruas da Feira da Vaidade, com os filhos das trevas, visto que o nosso Pai celestial nos fechou do lado de dentro. Noé estava fechado com seu Deus. “Entra na arca” (Gênesis 7.1), foi o convite do Senhor por meio do qual deixou evidente que Ele mesmo tencionava habitar na arca, com seu servo e sua família. Deste modo, todos os escolhidos habitam em Deus e Deus neles. Os eleitos estão encerrados no mesmo círculo onde se encontra Deus, na Pessoa do Pai, o Filho e o Espírito Santo. Oh! que jamais sejamos desatenciosos à chamada graciosa!
          Vem, povo meu, entra em tuas câmaras. Fecha as portas atrás de ti e esconde-te por um momento, até que passe a indignação. Noé foi fechado de tal modo que nenhum mal podia atingi-lo. As águas do Dilúvio tão-somente elevaram a Noé, colocando-o mais perto do céu; e as rajadas de ventos apenas o conduziram em seu caminho. Do lado de fora da arca, tudo era ruína; no seu interior, tudo era sossego e paz. Sem Cristo, perecemos, mas em Cristo há segurança perfeita. Noé estava tão fechado na arca, que nem mesmo desejou sair dali. Aqueles que estão em Cristo Jesus, estão n'Ele para sempre. Nunca mais sairão, pois a fidelidade eterna os encerrou e a malícia infernal não pode arrastá-los para fora. O Príncipe da casa de Davi tem a chave “que fecha, e ninguém abrirá” (Apocalipse 3.7).
          Nos últimos dias, o Senhor da casa se levantará e fechará a porta. Em vão, os meros filósofos hão de bater e clamar: “Senhor, Senhor, abre-nos a porta”. Aquela mesma porta que fechará no interior as virgens prudentes, deixará do lado de fora os tolos, para sempre. Senhor, fecha-me em teu reino por meio de tua graça.

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"I Crônicas 4.23"


Versículo do Dia:
 “Estes foram oleiros,
 e habitavam nas hortas e nos cerrados; 
estes ficaram ali com o rei na sua obra.”
1 Crônicas 4.23 
ARC
          Os oleiros não constituíam a classe mais nobre de trabalhadores, todavia, o rei precisava deles. Por isso, estavam a serviço do rei, embora o material com o qual trabalhavam era a argila. Nós também podemos estar envolvidos na mais humilde parte da obra do Senhor, mas é um grande privilégio fazer qualquer coisa para o Rei; portanto permaneceremos em nosso chamado, com a esperança de que, embora nos encontremos “entre as cercas dos apriscos”, ainda seremos como “as asas da pomba … cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (Salmos 68.13). Aqueles que habitavam nas hortas e nos cerrados tinham a realizar um trabalho desgastante, árduo, isolador e envolvido com sujeira de fossos. Eles talvez desejassem viver na cidade, em meio à sociedade e aos seus refinamentos, porém, se mantiveram em seu lugar designado, porque, também estavam fazendo a obra do rei. O lugar de nossa habitação está fixado. Não devemos abandoná-lo por capricho, e sim procurar servir ao Senhor onde residimos, sendo uma bênção para aqueles entre os quais vivemos.
          Esses oleiros e jardineiros tinham a companhia do rei, pois ficavam ali com ele. Apesar de viverem entre cercas e plantas, moravam com o rei. Nenhum trabalho humilde pode nos impedir de ter comunhão com nosso divino Senhor. Ao visitar domicílios, locais de trabalho e prisões lotadas, podemos ir com o Rei. Em todas as obras da fé, podemos estar certos de que temos a companhia de Jesus. Quando estamos envolvidos em seu serviço, estamos confiantes de sua aprovação. Vocês, trabalhadores desconhecidos, que estão ocupados na obra de seu Senhor, em meio à sujeira e à insignificância dos mais humildes, tenham bom ânimo, pois já se encontrou joias na esterqueira, vasos terrenos foram enchidos com tesouros celestiais e ervas daninhas foram transformadas em flores preciosas. Esteja com o Rei, para realizar a obra dele. E, quando Ele escrever as suas crônicas, o seu nome será registrado.

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terça-feira, 20 de junho de 2017

Frase de "Charles Spurgeon"



"Romanos 8.30"


Versículo do Dia: 
“E aos que justificou,
 a esses também glorificou.”
Romanos 8.30
          Crente, esta é uma verdade preciosa para você. Talvez você seja pobre e esteja sofrendo, mas, para seu encorajamento, medite novamente em sua “chamada” e nos resultados que fluem dela – especialmente o bendito resultado mencionado neste versículo. Tão certo como você é um filho de Deus hoje, todas as suas provações chegarão ao fim. Espere um pouco e a sua cabeça fatigada vestirá a coroa de glória, e sua mão de labor segurará as palmas de vitória. Não lamente as suas aflições; pelo contrário, regozije-se porque em breve você estará onde “não haverá luto, nem pranto, nem dor” (Apocalipse 21.4).
          O carro de fogo está à sua porta, e apenas um momento será suficiente para levá-lo à companhia dos glorificados. O cântico eterno está quase em seus lábios. As portas do céu estão abertas para você. Não pense que você pode falhar em entrar no descanso. Se Deus o chamou, nada pode separá-lo do amor dele. A aflição não pode romper o vínculo. O fogo da perseguição não pode aniquilar a união. O martelo do inferno não pode quebrar as algemas. Você está seguro. Aquela voz que o chamou no início o chamará novamente da terra para o céu, da obscura melancolia da morte para os indizíveis esplendores da imortalidade.
          Crente, descanse tranquilo, pois o coração d'Aquele que o justificou pulsa em seu íntimo com infinito amor por você. Em breve, você estará com os glorificados, onde está o seu quinhão. Você está aqui apenas aguardando ser preparado para a herança. Quando isso estiver consumado, asas de anjos o levarão para bem longe, ao monte da paz, da alegria e da bem-aventurança, onde longe de um mundo de tristeza e pecado, você descansará para sempre e sempre, com Deus sempre ao lado.
          Longe de um mundo de pecado e dor, Guardado pra sempre, com Deus, em amor.
de http://voltemosaoevangelho.com


"Samuel 9.13"


Versículo do Dia:
 “Morava Mefibosete em Jerusalém,
 porquanto comia sempre à mesa do rei.
 Ele era coxo de ambos os pés.”
2 Samuel 9.13
          Mefibosete não era um belo ornamento para a mesa de um rei; apesar disso, ele tinha lugar permanente nas refeições de Davi, porque este podia ver no rosto de Mefibosete os traços do amado Jônatas. Assim como Mefibosete, podemos clamar ao Rei da Glória: “Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu?” (2 Samuel 9.8). Mas Deus nos favorece proporcionando-nos a comunhão consigo mesmo, porque vê em nós a semelhança de seu mui amado Jesus. O povo do Senhor é querido por causa de Outro. Esse é o amor que o Pai tem para com o seu Filho unigênito.
          Por amor a Jesus, Deus exalta os humildes irmãos dele, retirando-os da insignificância para o companheirismo celestial, outorgando-lhes suprimento real e posição de nobreza. A imperfeição deles não os impedirá de desfrutarem seus privilégios. O aleijado é herdeiro, do mesmo modo como se pudesse correr à semelhança de Asael “era ligeiro de pés, como gazela selvagem” (2 Samuel 2.18). Nossa justiça não manca, embora nossa força possa mancar. A mesa de um rei é um esconderijo nobre para pernas coxas, e no banquete do evangelho aprendemos a nos alegrar nas enfermidades porque o poder de Cristo repousa sobre nós. Entretanto, defeitos graves podem manchar a personalidade dos mais amados santos de Deus. Os santos cuja fé é fraca e cujo conhecimento é escasso são grandes perdedores. Estão expostos a muitos inimigos e não podem seguir o Rei aonde quer que vá.
          Esta enfermidade frequentemente surge a partir de quedas. A má nutrição no início da vida cristã geralmente faz com que os novos convertidos caiam em um tipo de desânimo do qual nunca se recuperarão, e pecados, em outros casos, faz com que ossos sejam quebrados. Senhor, ajuda o manco a saltar como um veado e satisfaz todo o teu povo com o pão da tua mesa.

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