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segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Trabalhinhos de "Raabe"

Na hora de imprimir, deixa como está aqui, se você dividir a imagem e imprimir separadamente você pode não conseguir encaixar as partes.



terça-feira, 29 de setembro de 2015

"Um Grito Poderoso"


 OBJETIVO: Saber que Jesus luta pelos seus nos momentos de desafios.

VERSO PARA MEMORIZAR:
 “Pela fé caíram os muros de Jericó,
 depois de rodeados por sete dias.” 
Hebreus 11:30.  

RECURSOS NECESSÁRIOS: 
Conquistando a atenção: chapéus de jornal (dobradura); 
Lição: caixas encapadas com papel pardo, plaquinha de papel com o nome Jericó, casa de brinquedo para ser colocada sobre o muro, cordão vermelho, arca do concerto, trombetas, roupas dos tempos bíblicos (especialmente de sacerdotes), chapéus (dobradura em jornal); 
Memorizando: muralha de caixinhas de fósforo ou pilha de copos descartáveis; 
Revisando: cópias das figuras abaixo; placa de metal, imãs; 
Aplicando: oito cópias da figura da muralha (parte A, do jogo); 
Contando aos Outros: Opção 1: peças para montar uma muralha (biscoitos, peças de monta-monta, caixas de fósforo encapadas, etc.), saquinho, fitilho; Opção 2: duas cópias das mesmas atividades de Revisando para cada criança, lápis de cor.

COMO PREPARAR OS RECURSOS NECESSÁRIOS
  
Lição: 
Fazer uma muralha de caixas de papelão (se o cenário for grande), de caixas de leite ou de fósforo, se o cenário for pequeno (para ser colocado sobre a mesa). As caixas da parte do muro onde vai ficar a casa de Raabe devem ser coladas umas às outras. As outras caixas devem ficar soltas. Colar a ponta de um cordão por baixo das caixas que sustentam a “muralha” (menos da pilha que sustenta a casa de Raabe) e deixar as pontas todas juntas, escondidas atrás das caixas. Quando for contar que o muro caiu, alguém deve puxar estes cordões com força (sem que as crianças percebam) para que a muralha caia.
IDEIA: Se usar a maquete pequena, encapar algumas caixinhas de suco de frutas em embalagem longa vida e misturar com as outras caixas. Depois que a muralha cair, entregar as caixas de suco  para as crianças e ajudá-las a tomarem o suquinho. Pode-se fazer o mesmo com caixinhas de barras de cereais. Vai ser muito divertido.

Revisando: 
Fazer duas cópias das figuras abaixo. Colar o círculo e a seta em papel cartão e recortá-los. Fazer o mesmo com os tijolos. Fixar a figura A (da muralha) em uma placa de metal, usando pedacinhos de imã. Colar pedacinhos de imã atrás dos tijolos (se fizer os tijolos em EVA ficarão lindos...) Colocar os tijolinhos no respectivos lugares. Os que sobrarem, colocar na parte da figura onde está escrito “pátio dos tijolos”. Obs.: Se não tiver a placa de metal, pode-se fazer só no papel mesmo, sobre uma mesa, com todas as crianças em volta.



Aplicando: 
Tirar as cópias da parte A do jogo. Recortar somente a muralha. Escrever em cada muralha uma das palavras ou frases a seguir: DESOBEDIÊNCIA, IRA, CIÚME, EGOÍSMO, MEDO DO ESCURO, MEDO DE CANTAR NA IGREJA, MEDO DE FALAR DE JESUS, PREGUIÇA DE AJUDAR À MAMÃE. Usar rolinhos de fita crepe para fixar as figuras das muralhas em copos descartáveis ou caixinhas de papelão pequenas (de remédio, por exemplo), para que fiquem em pé.

CONQUISTANDO A ATENÇÃO: 
[Dar um chapéu de soldado para cada criança. Dizer:]  Hoje vamos brincar de soldados. Vocês estão com seus capacetes e agora vão aprender a se comportar como soldados. [Ensinar algumas ações usadas por soldados: posição de sentido, continência, marchar, etc. Treinar com eles até que estejam bem acostumados. Depois, elogiá-los e dizer-lhes que na história de hoje o exército israelita vai marchar bem bonito, como eles marcharam na sala.]

APRESENTANDO A LIÇÃO: 
[Vestir algumas crianças com roupas de sacerdotes para carregarem a arca e as trombetas. As outras devem usar o chapéu de soldado. Dizer:] “É muito grande!” “É muito forte!” “É poderosa!” “Ai, que medo!” Sabem quem estava falando estas palavras? O povo de Israel. Eles estavam admirados com o jeito da cidade que eles teriam que vencer. O nome daquela cidade era Jericó e ela era muito forte mesmo. [Apontar para a placa com o nome da cidade.]               “Olhem os muros! Como são fortes!” Josué olhava e olhava para aqueles muros e ficava pensando como ele poderia derrotar aquela cidade. Lá moravam pessoas muito malvadas, que faziam coisas terríveis e Deus já tinha dado muitas oportunidades para eles se arrependerem, mas eles não paravam de fazer as maldades deles. Todos em Jericó sabiam que Deus havia tirado o povo de Israel do Egito com muitos milagres, sabiam que outras cidades já tinham perdido batalhas contra Israel e sabiam que o rio Jordão fora aberto milagrosamente para o povo passar. Eles sabiam também que para entrar em Canaã os israelitas teriam que tomar a cidade deles. Mas eles achavam que os deuses deles de pau e de pedra poderiam protegê-los do Deus dos israelitas. Então eles faziam coisas terríveis para tentar agradar aqueles deuses que nem falam, nem pensam. Faziam orações e pedidos para as estátuas. Que tolos, não?
Josué mandou dois rapazes darem uma olhada na cidade para descobrirem se tinha algum jeito de entrar nela. Eles foram até lá e olharam por toda parte. Mas alguém acabou desconfiando deles e eles tiveram que se esconder. Uma mulher chamada Raabe, que morava em cima do muro [mostrar a casa de Raabe]escondeu os espias e não deixou que ninguém os encontrasse. Ela já tinha perdido a confiança naquelas estátuas que seus vizinhos adoravam e acreditava que o Deus de Israel é o verdadeiro Deus. Por isso ela ajudou os rapazes israelitas a se esconderem e pediu a eles que não deixassem acontecer nada com ela e com sua família quando Jericó fosse destruída[mostrar a corda vermelha]. Ela amarrou uma corda vermelha na janela da casa dela e eles desceram pela corda para escaparem da cidade. Ficou combinado que ela deixaria aquela corda lá para os israelitas saberem qual era a casa dela e não destruí-la.
Logo eles estavam de volta no acampamento. Lá eles falaram para Josué como a cidade era grande, forte e cheia de ídolos. Josué buscou a ajuda de Deus e o Senhor disse para Josué tudo que os israelitas deveriam fazer para destruir a cidade. Eram ordens um pouco estranhas, mas Josué estava acostumado a confiar em Deus e obedecer a tudo que Ele mandava. Então, na manhã seguinte, Josué chamou todo o povo e combinou com eles o que deveriam fazer para alcançar a vitória. O povo também acreditou no que Deus disse e resolveu obedecer. Eles sabiam que só conseguiriam vencer se obedecessem direitinho às ordens de Deus. Na manhã seguinte todos acordaram cedo e marcharam para a cidade em perfeita ordem [as crianças devem se posicionar, conforme o que a professora disser]: primeiro os guerreiros escolhidos, a seguir os sacerdotes tocando as trombetas, depois a arca de Deus carregada pelos sacerdotes e por último o exército israelita marchando em perfeita ordem, cada tribo com sua bandeira. E ninguém falava uma palavra! [As crianças devem marchar em silêncio e dar uma volta na muralha.] Só se ouvia o barulho dos passos e das trombetas.
Quando o povo de Jericó viu aquilo foram logo pedir aos seus deuses de pau e pedra para livrarem a cidade, pensando que seriam atacados. Mas eles ficaram muito surpresos porque os soldados de Israel apenas deram uma volta em torno da cidade e pronto: voltaram para o acampamento. [As crianças devem sentar-se.] As pessoas de Jericó ficaram admiradas, pensando naquele jeito estranho do povo de Israel agir. No outro dia, bem cedinho, Josué chamou os soldados e os sacerdotes e eles fizeram a mesma coisa. [Repetir o processo.] Deram a volta na cidade e voltaram ao acampamento, sem falar uma palavra. Deus pediu que eles fizessem tudo isso para provar se eles realmente tinham fé e para dar oportunidade para que essa fé crescesse a cada volta que eles davam na cidade. Fizeram isso por seis dias. No sétimo dia, Deus mandou que eles fizessem uma coisa diferente: eles precisavam dar sete voltas ao redor de Jericó. E eles deram uma, duas, três voltas. [Não é preciso dar todas as voltas, se não quiser.] E o povo de Jericó, começou a ficar mais preocupado. Quatro, cinco. Será que eles não iam mais parar? Seis voltas. Quando estavam completando a sétima volta. Josué disse: Povo de Deus, gritai, porque o Senhor vos entregou a cidade!” E eu imagino os soldados gritando bem alto: “O Senhor nos entregou a cidade!” [As crianças devem gritar. Enquanto as crianças gritam alguém deve puxar as cordas da “muralha” e fazer o muro cair.] Houve um grande estrondo e o muro começou a cair! Os anjos de Deus, sem que ninguém pudesse ver, destruíram o grande muro. Que incrível! Todos ficaram admirados! Deus destruiu aquela fortaleza! Assim, os soldados israelitas conseguiram entrar naquela grande e poderosa cidade e o que parecia ser impossível aconteceu.
Mas olhem bem. Tem uma parte do muro que não caiu! [Apontar para a casa de Raabe.] Por que será? Ah! É a parte onde estava a casa de Raabe! Deus cuidou daquela mulher, porque ela acreditou nEle e abandonou seus ídolos, do mesmo modo como Ele cuidou dos israelitas que acreditaram e obedeceram a Ele.
“É muito grande!” “É muito forte!”; “É poderoso!” Sabem quem estava falando estas palavras? Eram os israelitas depois que Deus deu a vitória para eles. Desta vez eles não estavam com medo, nem admirados com o tamanho da cidade. Eles estavam louvando ao Senhor, bendizendo seu Santo nome. Era o grande poder e amor de Deus que deixava todos admirados. Porque o nosso Deus realmente é grande, forte e poderoso. E nós também podemos confiar nEle.

REVISANDO: 
[Dividir a sala em dois grupos. Escolher um representante de cada grupo e tirar par ou ímpar entre eles. Quem ganhar responde à primeira pergunta (abaixo). Se acertar, pode girar a seta e deve tirar do muro o número de tijolos que a seta mostrar. Se errar vai ter que colocar o número de tijolos que a seta apontar. Ganha quem conseguir tirar todos os tijolos primeiro.]

1. Como era Jericó? Forte e poderosa.
2. Como era o povo da cidade de Jericó? Adoravam estátuas de pau e pedra e eram muito maus.
3. Quem protegeu os espias que foram à cidade? Raabe, uma mulher que morava em cima do muro da cidade.
4. O que os espias prometeram a ela? Que ela não seria destruída.
5. Que sinal deveria ter na casa dela? Uma corda vermelha.
6. O que os israelitas fizeram por seis dias? Marcharam em silêncio, em volta de Israel.
7. O que os israelitas fizeram no sétimo dia? Deram sete voltas.
8. O que aconteceu à cidade? Os anjos destruíram o muro e os israelitas invadiram a cidade.
9. Qual parte do muro não caiu? A parte onde Raabe morava.
10. Quem era mais forte que a cidade e deu a vitória aos israelitas? Deus.

MEMORIZANDO: 
[Ler o verso escolhido na Bíblia. Explicá-lo e ensiná-lo usando os gestos explicados na lição:]
Pela fé caíram os muros de Jericó - [juntar as mãos, encenar algo caindo.]
Depois de rodeados por sete dias -  [mostrar o número sete com os dedos.]
Hebreus 11:30 -  [desabrochar uma flor e formar um livro.]

VARIAÇÃO - 
[Dizer:] O verso para decorar diz: “Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de rodeados por sete dias.” Hebreus 11:30. O que fez as muralhas de Jericó caírem? Foi o exército dos israelitas? Foram as trombetas ou o grito? Não foi nada disso. Foi a fé. Mas o que é fé? Fé é ver o que não dá pra ver. Por exemplo, os israelitas não podiam ver os exércitos do céu cercando-os enquanto eles marchavam ao redor da cidade. Podiam ter dito: “Que tolice marchar ao redor desta cidade cada dia. Não vamos fazer isso!” Mesmo não podendo ver, ouvir ou sentir os anjos do Céu, eles escolheram obedecer ao mando de Deus. Isto é fé. Os israelitas creram que Deus lutaria por eles. Sua obediência e fé fez as muralhas caírem. [Colocar uma “muralha” de caixas de leite encapadas com papel pedra ou pardo sobre o chão. Pedir para as crianças rodearem a muralha enquanto recitam o verso. Repetir o processo várias vezes. No final, se quiser, derrubar a muralha.]
Obs.: Se preferir, desenhar em cartolina uma muralha inteira e outra destruída. Quando terminar as sete voltas, trocar a figura da muralha inteira pela muralha destruída.

APLICANDO: 
[Dizer:]  Precisamos ser como os israelitas: ter fé em Deus e no Seu poder para nos ajudar a vencer. Ele quer nos ajudar como ajudou os israelitas, mas é preciso acreditar nEle e obedecer todas as suas ordens. Tenho aqui algumas muralhas que atrapalham a vida de muitas crianças. [Mostrar as muralhas de papel com as palavras (explicado em Como Preparar os Recursos Necessários). Explicar, com poucas palavras, o significado de cada coisa e dizer:] Se você tem que derrubar algumas dessas muralhas, tem que confiar em Deus, obedecer às suas ordens e lutar contra elas. [Chamar uma criança e perguntar:] Como podemos derrubar a muralha da desobediência? [Se necessário ajudá-la a responder (obedecendo aos pais assim que eles mandarem). Depois ajudá-la a derrubar aquela muralha. Chamar outras crianças para fazer o mesmo em cada “muralha”.]

CONTANDO AOS OUTROS:
Opção A (para alunos menores): muralha de biscoitos, muralha de pecinhas para montar, muralha de caixas de fósforo, de bloquinhos de madeira, etc. Colocar as pecinhas e um cartãozinho com o verso para memorizar em um saquinho e amarrar com arame. Dizer que a criança deve montar a muralha para contar a alguém sobre a história de hoje.

Opção B (para alunos maiores): Fazer duas cópias do jogo para cada criança. Uma cópia para elas e outra para algum amiguinho. Se achar que dá tempo, deixar que recortem e pintem as peças do jogo na sala (se não der tempo, será uma ótima atividade para fazerem no sábado à tarde). Elas devem jogar enquanto contam a história para o coleguinha com quem estão jogando.

de http://evangelismoinfantil.blogspot.com.br


sábado, 8 de agosto de 2015

"Os Incompreensíveis Caminhos de Deus - Raabe"





          Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou o rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão [...] e [...] Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que Se chama o Cristo. Mateus 1:5-16
          Deus nos aceita assim como somos, mas, logo a seguir e no momento oportuno, Ele dá início a um trabalho de aprimoramento espiritual através da obra regeneradora do Espírito Santo. Assim foi com Raabe e, talvez, tenha sido também comigo e com você.
          É desnecessário falar da vida pregressa dessa mulher. Ela foi tudo o que você, talvez, esteja pensando a seu respeito, mas Deus a transformou e seu nome, hoje, faz parte da galeria de pessoas ilustres mencionadas em Hebreus 11, como heroína da fé.
          Quando ela escondeu os espias, mentindo aos soldados que eles já tinham ido embora, salvando, assim, a vida daqueles dois homens, não havia tempo de doutriná-la sobre as normas da religião. Mas, quando Jericó já havia sido conquistada e a normalidade voltou ao arraial, chegou o momento da doutrinação. Tanto Raabe como seus familiares tiveram que passar por uma espécie de quarentena, fora do acampamento (Js 6:23), e ali eles foram instruídos na religião de Jeová. Abandonaram as práticas pagãs, inclusive a mentira, sendo então, recebidos como integrantes da comunidade hebraica, ou seja, recebidos como membros da igreja de Deus.
          Segundo o Comentário Bíblico, tudo indica que só então Raabe casou-se com Salmom, príncipe de Judá, tornando-se mãe de Boaz e passando a prefigurar entre os antepassados de nosso Salvador.
          Eis outra lição sobre Raabe: Se ela quisesse se salvar, deveria colocar, na mesma janela por onde os espias desceram, um fio de escarlata, que ali deveria permanecer até a destruição de Jericó. Seria uma demonstração de confiança numa promessa. Quem estivesse dentro da casa onde estava o cordão de escarlata não seria morto (Js 2:18, 19), à semelhança do sangue colocado nos batentes da porta das casas dos israelitas quando foi instituída a Páscoa, ao saírem do Egito. Ninguém deveria sair da casa até o dia seguinte, para não morrer ao passar o anjo destruidor (Êx 12:22). Tanto num caso como no outro, o simbolismo apontava para o sangue de Cristo, como segurança, proteção e salvação.

REFLEXÃO: 
“Então, 
os despediu; 
e eles se foram;
 e ela atou o cordão de escarlata à janela”
Josué 2:21

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"Raabe - O Cordão Vermelho"


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"Os homens lhe disseram [a Raabe]:
 “Estaremos livres do juramento 
que você nos levou a fazer se, 
quando entrarmos na terra, 
você não tiver amarrado 
este cordão vermelho na janela.”
Josué 2:17, 18 

As cores têm seu significado e seu mistério. Quando seu time ganha, você empunha e desfralda orgulhosamente a bandeira dele. Ou veste a camisa, seja ela vermelha, branca, verde, tricolor ou azul. Na maioria dos países, o vermelho ou escarlata é olhado com reverência e como cor sagrada. No caso de Raabe, o cordão vermelho contrastava com a cor clara da casa sobre os muros de Jericó.
O que significou para Raabe colocar aquele cordão na janela? O cordão significava um concerto de libertação; significava liberdade dos velhos deuses. Um novo Deus passou a ser o Senhor da vida dela. Ela não mais precisava continuar submissa ao antigo senhor. O cordão dizia: você está livre para servir a Deus pelo resto de sua vida.
Essa liberdade foi proclamada por Jesus em Seu primeiro sermão: “O Espírito do Senhor está sobre Mim. [...] Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos [...], para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor” (Lucas 4:18, 19). Ele estava dizendo: Eu vou abrir os portões para todos aqueles que não tenham para onde ir, que se encontram num labirinto sem saída, rejeitados, presos pela bebida, acostumados à mentira. Você que se sente preso a hábitos prejudiciais, a fita escarlate pode representar um concerto de libertação.
O cordão era sinal de um encontro futuro. Por aquele cordão, a casa estava marcada entre todas as casas da cidade. Era um sinal de acordo entre ela e o povo de Israel. E era também um sinal para os espias, para Raabe e sua família. “Vou pertencer ao povo do Deus vivo.” Ela escolheu se tornar parte do povo de Deus.
O cordão vermelho era uma declaração de confiança na salvação. Representava a redenção por meio do sangue de Cristo. Semelhante à colocação do sangue nos portais das casas dos hebreus, por ocasião da Páscoa, protegendo todos os que estivessem ali abrigados, assim também o cordão era um sinal de que Raabe estaria protegida do perigo quando a cidade fosse sitiada. Todas as vezes que ela olhava para aquele cordão, o coração se enchia de expectativa confiante. Ela exerceu fé e foi salva.
Tudo isso foi para ela um novo começo. Era a oportunidade de salvar a si mesma e sua família. Deus foi ao encontro de uma jovem que disse “eu quero mudar”, e sua fé foi recompensada.

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"Raabe - A meretriz"


"Pela fé [...] Raabe,
 a prostituta,
 não morreu com todos os outros da sua cidade 
quando eles se recusaram a obedecer a Deus, 
pois ela deu uma acolhida amigável aos espiões.
 Hebreus 11:31

Deus aceitou Raabe assim como ela era naquele momento, mas Ele iria transformá-la. Para nossa felicidade, Deus não pede que primeiro nos tornemos santos para depois nos aceitar. Ele nos recebe assim como somos e estamos.
Ali estava Raabe, aquela mulher que não conhecia o Deus de Israel. Ela era pagã. E mentir fazia parte da cultura do seu povo. Mas Deus conhecia seu coração. Havia nela a intuição de que existia algum Deus mais poderoso que o seu. O coração dela era sensível à atuação do Espírito Santo, mesmo não o sabendo. Deus a transformaria e ela seria um instrumento nas Suas mãos para um plano muito especial, pois a linhagem de Jesus passaria por ela.
Então, apareceram os espias. Eles cumpriam uma missão muito perigosa na estratégia para a tomada de Jericó. Após a espionagem, eles foram para a casa de Raabe, que os acolheu. Mas foram descobertos e o rei enviou homens armados em busca daqueles dois estranhos. Percebendo a situação, Raabe os escondeu por entre as canas de linho que estavam secando em cima, no telhado de sua casa. E, ao ser interpelada a respeito dos espias, ela mentiu dizendo-lhes que eles já haviam ido.
Os soldados vasculharam toda a casa e, não encontrando ninguém, saíram em perseguição deles pelas montanhas afora, pois ela lhes dera uma falsa informação, dizendo-lhes que possivelmente não estariam longe e que os alcançariam bem logo. Ela mentiu várias vezes. E, com esse procedimento, salvou a vida dos servos de Deus.
Será que Deus aprovou o procedimento de Raabe ao mentir? Não. Mas aquele não era o momento oportuno para os espias darem a ela um estudo bíblico e repreendê-la por ter mentido. Aquele era um momento de extrema emergência e perigo. Os ensinamentos e orientações de como servir ao Deus de Israel viriam mais tarde, quando as condições permitissem, como veremos mais abaixo.
Tudo indica que Raabe não estava satisfeita com seu deus. Havia nela alguma intuição de que existia um Deus mais poderoso que o seu.
Deus pode transformar vidas, não importa quem seja, desde que se disponha a ouvir a voz da consciência ao toque do Espírito Santo.

REFLEXÃO:
“Em ninguém mais há ânimo algum, 
por causa da vossa presença;
 porque o Senhor, 
vosso Deus é Deus
 em cima nos Céus e em baixo na Terra”
Josué 2:11

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"Raabe - Adotada pela esperança"



Como você responderá quando a esperança bater a sua porta?

Jericó era uma cidade de cananeus vendidos à idolatria e à iniquidade. Os habitantes dessa cidade “haviam-se entregado ao mais detestável e aviltante paganismo ... viviam para blasfemar do Céu e contaminar a Terra” (Patriarcas e Profetas), página 492. E Deus tinha ordenado a Moisés, dizendo: “Porém, das cidades destas nações que o Senhor, teu Deus, te dá em herança, não deixarás com vida tudo o que tem fôlego. Antes, ... destruí-las-ás totalmente: os heteus, os amorreus, os cananeus, os ferezeus, os heveus e os jebuseus” Deuteronômio 20:16 e 17. Nessa ocasião, Jericó era a primeira grande fortaleza a ser conquistada pelos israelitas em sua marcha para a Terra Prometida. E, juntamente com todos os seus habitantes, estava destinada à total destruição.

Semente da esperança 

Ali morava Raabe, uma meretriz cuja casa era conjugada ao compacto muro de proteção da cidade. Provavelmente, ela também era hospedeira; por isso, acolhia forasteiros. Além disso, trabalhava tingindo tecidos, razão pela qual estocava hastes de linho, espalhadas no telhado para secar. Sendo ela prostituta, alguém poderia corretamente supor que também era menosprezada, rejeitada, marginalizada e abandonada pela comunidade. Poderia ser dito que sua vida era nada menos que cheia de desespero. As manchas causadas por seu estilo de vida marcaram sua existência, e ainda permanecem, através das referências que lhe são feitas ainda hoje como prostituta.
Porém, como todos os demais habitantes de Jericó, ela ouviu sobre como o Deus de Israel guiou Seu povo e lhe garantiu vitórias sobre as nações que tiveram de enfrentar em sua jornada a partir do Egito. Todos ouviram da abertura do Mar Vermelho, aproximadamente 40 anos antes, e das pragas que caíram sobre os egípcios antes do Êxodo. A história daquela marcha e dos atos miraculosos do Senhor era conhecida por todos em Jericó (Josué 2:10). Por isso, temeram pela própria vida, agora que os israelitas estavam a poucos quilômetros distantes da cidade.
Os relatos sobre o Deus de Israel geraram grande temor entre os habitantes de Jericó, levando-os a não aceitar o senhorio divino. Porém, aparentemente, o temor de Raabe era diferente. O relatório que ouvira pintou em sua mente um Deus com o qual ela desejou relacionar-se. Seu temor era quanto a se esse Deus iria aceitá-la, ou não. Foi através daquelas histórias que uma semente de esperança foi lançada em sua vida. A medida que os contos eram reiterados, um desejo intenso de Deus foi crescendo em sua alma.
Sua crescente paixão de pertencer ao Deus de Israel pôde ser notada quando os espias entraram na cidade. Esses indesejados estrangeiros eram uma ameaça ao povo de Jericó, mas Raabe lhes deu boas- vindas em sua casa, mesmo correndo o risco de ser desprezada e odiada por seus conterrâneos. A escolha que os espias fizeram por sua casa foi vista como a oportunidade áurea para satisfazer o profundo anseio de sua alma: pertencer ao Deus de Israel e receber dEle a salvação. Assim, quando os temíveis e desafiadores soldados de Jericó invadiram sua casa em busca dos espias, ela fugiu da verdade: “ verdade que os homens vieram a mim, porém eu não sabia de onde eram. ...sendo já escuro, eles saíram; não sei para onde foram..:’ Jos. 2:4 e 5. Ela se encarregara de escondê-los, mesmo que esse gesto pudesse ser considerado traição à sua pátria.
A esperança bateu à porta de Raabe, e ela, em desespero, a aceitou.
Raabe poderia ter impedido que os espias entrassem em sua casa. Ou poderia ter usado a oportunidade para obter favor daqueles que a desprezavam, simplesmente entregando-lhes os espias. Ao contrário disso, voluntariamente, dirigiu-se a estes, como informante, dizendo: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra, e que o pavor que infundis caiu sobre nós, e que todos os moradores da terra estão desmaiados:” Josué 2:9. Os homens e mulheres em Jericó sofriam o temor da morte, bem como da perda de ânimo e paz. Por outro lado, a esperança deu coragem, ânimo e paz a Raabe, fazendo com que ela experimentasse o que outros, naquela cidade, imaginassem impossível. A esperança libertou-a do temor.

Uma árvore da esperança 

Raabe agarrou a oportunidade que surgira em seu caminho e, ao mesmo tempo, corajosamente declarou sua crença: “Bem sei que o Senhor vos deu esta terra’ Assim, permitiu que a semente de esperança, lançada em seu coração, crescesse e se transformasse em uma árvore de fé no Deus de Israel.
A esperança bateu à porta de Raabe, e ela agarrou-a com as duas mãos.

Raabe demonstrou sua fé e esperança, através das seguintes atitudes:

1. Pediu que os espias jurassem pelo Deus de Israel, não pelos deuses aos quais ela servira durante toda a vida. Na verdade, a esperança levou-a a suplicar, persistentemente, uma promessa impossível: “assim como usei de misericórdia para convosco, também dela usareis para com a casa de meu pai” (v. 12). Era uma promessa impossível, porque Deus ordenara que ninguém deveria ser poupado em Jericó.
2. Sua confiança na liberdade provida pelo Senhor de Israel foi revelada em seu apelo por salvação, para si e sua família. Ela acreditou que o Deus de Israel salva todos os que escolhem ser salvos. Essa esperança lhe deu coragem para interceder pela salvação de outros.
3. Sua insistência por um “sinal certo” (v. 12) de que seria poupada, indicava sua crença em que o Senhor Deus de Israel era confiável naquilo que prometia.

Frutos da esperança 

A esperança tornou voluntária e deleitosa a obediência de Raabe. Esperar, agora, era um grande prazer. Antes que os espias deixassem a casa, eles responderam positivamente ao pedido de Raabe: “A nossa vida responderá pela vossa” (v. 14). Sua fé foi recompensada; os espias prometeram que seriam responsáveis pela vida de qualquer membro da família de Raabe. Mas, também requereram fidelidade da parte deles no acordo: obediência.
Assim, com grande esperança, Raabe fez os espias descerem, amarrados por uma corda, o muro posterior de sua casa, pondo-os no caminho da segurança. Como sinal de proteção, ela pôs o “cordão de fio escarlata” na janela, convidou seus familiares à sua casa e esperaram todos, pacientes e fèlizes, o cumprimento da promessa de Deus. Creio que todas as vezes em que ela olhava aquele fio carmesim na janela, ficava mais esperançosa.
A esperança bateu à porta de Raabe, e ela a aceitou, agarrou e viveu.
No sétimo dia, os israelitas rodearam a cidade pela última vez. Enquanto os muros da cidade ruíam, os dois espias apressadamente executaram as ordens de Josué e salvaram a vida de Raabe e seus familiares. Ao passo que todos em Jericó corriam perigo, Raabe e sua famiia encontraram graça aos olhos do Senhor. Sua esperança foi recompensada, e sua vida foi poupada. “Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias” Heb. 11:31.
Em adição a essa bênção, Raabe foi adotada na família de Israel com o direito de desposar um israelita. Isso a colocou na linha genealógica que a fez não apenas ancestral do rei Davi, mas também de Jesus — o Messias. Ela é uma das três mulheres mencionadas na genealogia de Cristo (Mat. 1:5 e 6).
Que jornada! A esperança levou -a espiritualmente de Jericó a Canaã, de meretriz a ancestral do Messias, de inimiga do reino a verdadeira filha do reino. Para essa prostituta, a jornada começou com uma semente de esperança plantada em seu coração. A semente cresceu e se tornou árvore de fé, frutificando em grande recompensa.
Está você conservando fielmente a esperança?

(Geoffrey G. Mbwana)


de
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"Raabe - Adotada pela esperança II"


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Por um ato de fé, Raabe, a prostituta de Jericó, deu as boas-vindas aos espias, e escapou da destruição que veio sobre aqueles que se recusaram a confiar em Deus. Hebreus 11:31, The Message

Há pessoas que atraem para si um cognome ou epíteto que as acompanha até mesmo depois da morte: Ivan, o terrível; Ricardo, coração de leão; Átila, o flagelo de Deus; e outros.
Foi mais ou menos o que aconteceu com Raabe. Ela era cananita. Fora criada num ambiente pagão. Era uma namoradeira. Uma “dama da noite”. Por que o escritor de Hebreus foi tão rude não omitindo esse detalhe ao falar de Raabe, dizendo que fora prostituta? Se ela fosse apresentada hoje dessa maneira em qualquer igreja, a irmandade de “gosto mais refinado” não aprovaria a participação dela entre os membros.
No passado, é verdade, ela havia sido prostituta, mas passou a fazer parte do povo de Deus. De seus herdeiros vieram reis e também o próprio Jesus. Paulo diz que ela não era sacerdotisa, nem era de linhagem real. Como uma “dama da noite”, dificilmente esperaríamos que fosse usada por Deus. Ao apresentar Raabe dessa maneira, Deus estava querendo dizer: “Vejam, que surpresa! Olhem só como a graça é maravilhosa! Vejam como Deus olha as pessoas de maneira diferente de vocês. Que mudança a graça pode realizar na vida de uma pessoa!”
No caso de Raabe, Deus levou em conta a fé dela, não sua “profissão”. Deus foi ao encontro de uma jovem que disse: “Eu quero mudar.”
Dificilmente imaginaríamos que Deus pudesse incluir uma prostituta em Seus planos. Foi essa atuação de Deus que levou Paulo a afirmar: “Mas Deus escolheu o que para o mundo é loucura para envergonhar os sábios, e escolheu o que para o mundo é fraqueza para envergonhar o que é forte. Ele escolheu o que para o mundo é insignificante, desprezado e o que nada é, para reduzir a nada o que é, a fim de que ninguém se vanglorie diante dele. É, porém, por iniciativa d'Ele que vocês estão em Cristo Jesus” (1 Coríntios 1:27-30).
Deus é soberano. Ele escolhe quem quer. Raabe é uma dessas surpresas. Ela mesma disse aos espias: 

“Pois o Senhor,
 o seu Deus,
 é Deus em cima nos céus 
e embaixo na Terra” 
Josué 2:11

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