terça-feira, 10 de janeiro de 2023
"Ouve Senhor!!!"
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
sábado, 11 de dezembro de 2021
Daniel 21
“Mas quando você orar,
vá para seu quarto,
feche a porta
e ore a seu Pai,
que está no secreto.
Então seu Pai,
que vê no secreto,
o recompensará.”
Mateus 6:6
Seus hábitos espirituais foram reeducados. Hoje, quando você acorda, seu primeiro desejo é ir à presença de Deus para saber qual é a programação d'Ele para o dia que está à sua frente. Viver na presença de Deus diariamente passou a ser seu estilo de vida. Ele vai com você para as suas atividades, e isto tem contribuído para você ter paz e alegria em sua vida, independentemente das circunstâncias que o cercam. Sua vida esta melhor, sua comunhão está melhor, seu corpo está melhor. Hoje é o dia de celebração e louvor, pois o Espírito Santo reeducou os seus hábitos espirituais, você já não é a mesma pessoa do início deste jejum espiritual. Você já pensou em sair de casa sem ir à presença de Deus? Sair sem saber o que Ele espera de você? Sair sem sua mente estar pensando em Jesus e no poder de Sua Palavra? Sair sem sentir a presença dEle ao seu lado? Sair sem o poder da Palavra em seu coração? Sair sem ter o desejo de falar de Jesus à primeira pessoa que encontrar? Graças a Deus, você já não é mais a mesma pessoa. O hábito de ir à presença de Deus nas primeiras horas de cada dia, já foi incorporado à sua personalidade. Fazer isso já faz parte de seu estilo de vida. A Palavra de Deus passou a ser seu refúgio. Viver sem o poder que vem diariamente das Sagradas Escrituras, nunca mais na sua história. Com certeza, seu coração está cheio de planos: ler os livros, fazer uma jornada de 365 dias com Deus numa leitura criativa da Bíblia como o Bible Journaling, ou fazer uma jornada em um livro específico... Vá em frente, pois a maturidade espiritual é um processo que leva tempo e deve ser construída a cada dia. Seu coração está feliz; então fale e expresse a sua gratidão, testemunhe para as pessoas o que significou essa experiência do Jejum de Daniel para você. Você orou por pessoas, clamou por vitórias espirituais... desfrute agora da comunhão, santidade e o amor de Deus no coração. Sem isso, que sentido tem a vida? Seja feliz ao lado de Cristo e das pessoas queridas que serão também parte da família maior, que é a família de Deus na Terra. Como Enoque, ande com Deus todos os dias e aguarde o glorioso encontro com o nosso tão esperado Salvador. “Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113.
@anisacheirodeafeto
Daniel 20
"Não se perturbe o coração de vocês.
Creiam em Deus;
creiam também em mim.
Na casa de meu Pai há muitos aposentos;
se não fosse assim,
eu teria dito a vocês.
Vou preparar lugar para vocês.
E,
quando eu for
e preparar lugar,
voltarei
e os levarei para mim,
para que vocês estejam onde eu estiver.”
João 14:1-3
Você foi um vencedor e uma vencedora nos últimos 20 dias, conseguiu ir à presença de Deus nas primeiras horas de cada dia. Creio que já não é mais a mesma pessoa. Seus valores e prioridades, com certeza, são bem diferentes. Com Deus em primeiro lugar, sua vida passa a ter outro sentido. A partir de amanhã, você estará plena e pleno para começar seu dia com Deus nas primeiras horas de cada dia e alcançará a plenitude no momento do encontro glorioso com o Salvador e que se estenderá por toda a eternidade. Fale agora em oração ao Espírito Santo que você aceita o desafio deste novo relacionamento com o Eterno. Agora, em profundo sentimento de louvor e gratidão, medite na mensagem de hoje. Adeus Morte e Dor “E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram.” Apocalipse 21:4. Para sempre Satanás e seus seguidores serão destruídos: “Pois eis que vem o dia e arde como fornalha; todos os soberbos e todos os que cometem perversidade serão restolho; o que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos; de sorte que não lhes deixará nem raiz e nem ramo.” Malaquias 4:1. “O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. Todo vestígio de maldição é removido. Nenhum inferno a arder eternamente conservará perante os resgatados as terríveis consequências do pecado.” – O Grande Conflito, pág. 674. Como vencedores herdaremos novos céus e nova terra “Vi novos céus e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. O vencedor herdará estas coisas, e Eu lhe serei Deus, e ele Me será filho.” Apocalipse 21:1 e 7. As Feridas do Calvário Serão para Sempre Lembradas “Apenas uma lembrança permanece: nosso Redentor sempre levará os sinais de sua crucifixão. Em Sua fronte ferida, em Seu lado, em Suas mãos e pés, estão os únicos vestígios da obra cruel que o pecado efetuou. ...através das eras intermináveis os ferimentos do Calvário Lhe proclamarão o louvor e declaração de poder.” – O Grande Conflito, pág. 674. Como Pastor, Vai Conduzir o Seu Rebanho “Na Bíblia a herança dos salvos é chamada um país. (Hebreus 11:14-16). Ali o Pastor celestial conduz Seu rebanho às fontes de águas vivas. ...Existem torrentes sempre a fluir, claras como cristal, e ao lado delas, árvores ondeantes projetam sua sombra sobre as veredas preparadas para os resgatados do Senhor.” – Ibidem, pág. 675. Para Sempre Livre da Dor e do Cansaço “Na cidade de Deus ‘não haverá noite’. Ninguém necessitará ou desejará repouso. Não haverá cansaço em fazer a vontade de Deus e oferecer louvor a Seu nome. ... Todos os tesouros do Universo estarão abertos ao estudo dos remidos de Deus. Livres da mortalidade, alçarão voo incansável para os mundos distantes.” – Ibidem, págs. 676 e 677. Todas os Conhecimentos Serão Ampliados “Ali, mentes imortais contemplarão, com deleite que jamais se fatigará, as maravilhas do poder criador, os mistérios do amor que redime. Ali não haverá nenhum adversário cruel, enganador, para nos tentar ao esquecimento de Deus. Todas as faculdades se desenvolverão, ampliar-se-ão todas as capacidades. A aquisição de conhecimentos não cansará o espírito nem esgotará as energias. Ali os mais grandiosos empreendimentos poderão ser levados avante, alcançadas as mais elevadas aspirações, as mais altas ambições realizadas; e surgirão ainda novas alturas a atingir, novas maravilhas a admirar, novas verdades a compreender, novos objetivos a aguçar as faculdades do espírito, da alma e do corpo.” – Ibidem, pág. 677. Serão Entoados Louvores para Sempre “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, maior é sua admiração de Seu caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.” “’E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apocalipse 5:13.” – O Grande Conflito, pág. 67. Para Sempre Declarado que Deus é Amor “O grande conflito terminou. Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado. Uma única palpitação de harmonioso jubilo vibra por toda a vasta criação. Daquele que tudo criou emanam vida, luz e alegria por todos os domínios do espaço infinito. Desde o minúsculo átomo até ao maior dos mundos, todas as coisas, animadas e inanimadas, em sua serena beleza e perfeito gozo, declaram que Deus é amor.” – O Grande Conflito, pág. 67. “Pecado e pecadores não mais existem. O Universo inteiro está purificado”, e o grande conflito terminou, e você verá que valeu a pena termos nos aproximado de Deus, termos nos dedicado ao Seu trabalho, termos andado com Ele nestes vinte e um dias e todo o restante de nossa vida. Naquele grande dia da volta de Jesus, assim como acontecerá com Daniel, receberemos a coroa das mãos do nosso Salvador e com Ele viveremos para sempre. “Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113.
@anisacheirodeafeto
Daniel 19
“E disse-lhes Pedro:
Arrependei-vos,
e cada um de vós seja batizado
em nome de Jesus Cristo para perdão dos pecados,
e recebereis o dom do Espírito Santo.”
Atos 2:38
O poder restaurador e renovador trazido pelo Espírito vai nos encher de graça e criar em nosso coração um sentimento de ódio pelo pecado em todas as suas manifestações. Seremos atraídos a Cristo com motivação renovada nas primeiras horas de cada manhã, e nossa alma receberá o sagrado Pão do Céu. Vamos aprender algumas verdades acerca do batismo da água e do Espírito, e o que vem a ser o batismo diário do Espírito Santo, seu significado, como receber esse dom e o que isto implica para experiência espiritual. O Batismo da água e do Espírito Volte agora sua mente para o dia de seu batismo. O que significou e o que representa hoje? Como se sentiu espiritualmente naquele instante? Sua vida espiritual hoje é melhor ou pior? Pense ainda: naquele momento você era um bebê espiritual que nascia para o reino de Deus. O normal seria crescer cada dia, alimentando-se do Pão do Céu a fim de permanecer e atingir a plenitude de Cristo. Isso tem acontecido em sua vida? Se não, por quê? Ore a Deus neste momento e fale a respeito desse assunto. Quando Jesus falou a respeito do batismo, Ele deixou claro que, para ver e entrar no reino de Deus, a pessoa precisa ser batizada na água e no Espírito. Veja o que Jesus disse: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. [...] Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus” (João 3:3, 5). Mais uma vez glorifique a Jesus em oração, porque Ele lhe deu a oportunidade de ver e entrar no reino de Deus. No dia de seu batismo você, publicamente, renunciou ao mundo em todos os seus aspectos pecaminosos e declarou: “Sou, a partir de agora, uma nova criatura, nascida para uma nova vida, e assim viverei cada dia, enquanto aqui viver.” Ali estavam seus amigos e familiares que, entre lágrimas de alegria, glorificavam a Deus. Também estavam presentes o Pai, o Filho e o Espírito Santo – afinal, foi em nome da Trindade que você foi recebido no reino do Céu. Aquele foi um dia marcante em sua vida, pois você passou a ser um filho ou filha de Deus, adotado em Sua família. “Simboliza o batismo soleníssima renúncia do mundo. Os que ao iniciar a carreira cristã são batizados em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, declaram publicamente que renunciaram o serviço de Satanás, e se tornaram membros da família real, filhos do celeste Rei”. – Evangelismo, p. 307. Como posso experimentar o poder que tive no dia do meu batismo em uma dimensão maior hoje? Como viver poderosamente na presença do Pai e cumprir a expectativa em minha vida? Recebendo o batismo diário do Espírito Santo. Quando abordamos este assunto, devemos ter claro em nossa mente duas palavras-chaves: permanecer e andar. Assim como recebemos a Cristo como Salvador e Senhor e selamos e confirmamos isso no batismo, temos que permanecer cada dia nEle, com um fervor maior do que o que tivemos no dia do batismo. Não é suficiente ter recebido a Cristo apenas nesse dia. É necessário permanecer na salvação dentro de uma base contínua. Sem essa continuidade a vida cristã perde o seu significado. Por isso, Ele diz: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em Mim, e Eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem Mim nada podeis fazer” (João 15:5). A mensagem aqui é: não é suficiente chegar a Cristo. É preciso ficar com Ele, desfrutar-Lhe a companhia, permitir que o Espírito Santo reproduza o caráter dEle em nossa vida. Esse é o segredo para uma vida cristã dinâmica e poderosa. O desafio não é apenas ir à presença do Pai no momento da devoção pessoal, mas andar com Ele em cada momento do dia. Esta é a única maneira capaz de deter o domínio do pecado e das tentações. Daí a ordem da Palavra de Deus: “Andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gálatas 5:16). Começar o dia na presença do Espírito e andar com Ele, olhando firmemente a Cristo como Autor e Consumador da fé, nos permitirá viver com fé viva e poder renovado. Devemos começar e terminar o dia no poder do Espírito. “Não devemos desviar nossos olhos de Jesus. Precisamos estar constantemente recebendo o dom de Sua graça, o batismo do Espírito Santo, ou não seremos capazes de resistir à tentação ou fortalecer as coisas que permanecem, que estão prontas a morrer.” – Olhando Para o Alto, p. 262. A comunhão com Deus deve ser a primeira tarefa do dia. Quando abrimos a Palavra divina, não só para obter conhecimento, mas para desenvolver intimidade com o Pai, com o Filho e com o Espírito Santo, somos revestidos com o poder que vem do alto. Recebemos o dom da graça e o batismo do Espírito Santo, que nos capacitará a viver aquele dia com o mesmo poder e amor manifestados em Cristo. O apóstolo Paulo fala que o Espírito Santo vai derramar sobre nós o amor de Deus: “Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado” (Romanos 5:5). Esse amor, derramado em nosso coração pelo Espírito, e o alimentar-se diariamente da Palavra de Deus farão toda a diferença na vida cristã. Sem esse batismo diário, que renova a esperança, a graça e o poder de Cristo, não existe cristianismo saudável. Portanto, o batismo diário do Espírito é o renascimento de Cristo e de Sua graça e misericórdia em nossa vida cristã. Precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não trará o bom fruto da justiça a menos que seja ligada com o reavivamento do Espírito. Reavivamento e reforma devem efetuar a obra que lhes é designada, e no realizá-la, precisam fundir-se. – Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 128. “Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113.
@anisacheirodeafeto
Daniel 18
“Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem,
e ele neles.
Do seguinte modo sabemos que ele permanece em nós:
pelo Espírito que nos deu.”
I João 3:24
Frutos da Vida Espiritual “A vida espiritual empresta a seu possuidor aquilo que todo o mundo busca, mas que nunca poderá ser obtido sem inteira entrega a Deus.” “Todo o conhecimento e desenvolvimento real têm sua fonte no conhecimento de Deus. Para onde quer que nos volvamos, seja para o mundo físico, intelectual ou espiritual; no que quer que contemplemos, fora a mancha do pecado, revela-se este conhecimento. Qualquer que seja o ramo de conhecimentos a que procedamos com o sincero propósito de chegar à verdade, somos postos em contato com a Inteligência invisível e poderosa que atua em tudo e através de tudo. A mente humana é colocada em comunhão com a mente divina, o finito com o Infinito.” O efeito de tal comunhão sobre o corpo, o espírito e a alma estão além de toda a estimativa. Amor a Deus, Necessário à Saúde “Deus é o grande zelador do organismo humano. Ao cuidarmos de nosso corpo, devemos cooperar com Ele. O amor de Deus é necessário à vida e à saúde. Saúde do Corpo, importante à Saúde da Alma” “Deus deseja ser reconhecido como o Autor de nosso ser. A vida que Ele nos deu não é motivo de brincadeira. O descuido dos hábitos do corpo revel descuido do caráter moral. A saúde do corpo deve ser considerada como essencial ao progresso no crescer na graça, e num temperamento uniforme.” Boas Obras Promovem a Saúde “As boas ações são bênçãos duplas, beneficiando tanto o que pratica como o que é objeto da bondade. A consciência de proceder bem é um dos melhores medicamentos para corpos e mentes enfermos. Quando a mente está livre e satisfeita por um sentimento de dever cumprido e o prazer de proporcionar felicidade a outros, a animadora influência traz vida nova a todo o ser.” A Piedade em Harmonia com as Leis da Saúde “Os que andam no caminho da sabedoria e santidade observam que ‘a piedade para tudo é proveitosa, tendo a promessa da vida presente e da que há de vir’. 1 Timóteo 4:8. São sensíveis aos prazeres reais da vida, e não se perturbam com infundados remorsos de horas desperdiçadas, nem com sombrios pressentimentos, como as pessoas do mundo o fazem, muitas vezes, quando não entretidas por algum divertimento atrativo. A piedade não entra em conflito com as leis da saúde, mas está em harmonia com elas. O temor do Senhor é o fundamento de toda verdadeira prosperidade.” Constante Luta Contra Maus Pensamentos “Que todo aquele que deseja ser participante da natureza divina aprecie o fato de que tem de escapar das paixões que há no mundo. Tem de haver um constante lutar da alma contra as más imaginações da mente. Tem de haver uma firme resistência à tentação de pecar, em pensamento ou ação. A alma tem de ser guardada contra toda mancha, mediante a fé nAquele que é capaz de guardar de tropeços.” “Devemos meditar sobre as Escrituras, pensar sóbria e candidamente nas coisas que pertencem a nossa salvação eterna. A infinita misericórdia e amor de Jesus, o sacrifício feito em nosso favor, pedem a mais séria e solene reflexão. Devemos demorar o pensamento no caráter de nosso amado Redentor e Intercessor. Devemos procurar compreender o significado do plano da salvação. Devemos meditar na missão dAquele que veio para salvar Seu povo de seus pecados. Pela constante contemplação de temas celestiais nossa fé e amor se fortalecerão.” Dano Causado à Saúde Enfraquece as Faculdades Morais “Tudo quanto prejudica a saúde, não somente diminui o vigor físico, como tende a enfraquecer as faculdades mentais e morais.” “Desde que o espírito e a alma encontram expressão mediante o corpo, tanto o vigor mental como o spiritual dependem em grande parte da força e atividade física. O que quer que promova a saúde física, promoverá o desenvolvimento de um espírito robusto e um caráter bem equilibrado.” “É o corpo um meio muito importante pelo qual a mente e a alma se desenvolvem para a formação do caráter. Essa é a razão por que o adversário das almas dirige suas tentações no sentido do enfraquecimento e degradação das faculdades físicas. Seu êxito neste ponto significa muitas vezes a entrega de todo o ser ao mal. As tendências da natureza física, a menos que postas sob o domínio de um poder mais alto, seguramente resultarão ruína e morte. O corpo deve ser posto em sujeição às faculdades mais altas do ser. As paixões devem ser controladas pela vontade que, por sua vez, deve ela mesma estar sob o controle de Deus. O régio poder da razão santificada pela graça divina, deve dominar a vida.” “Poder intelectual, vigor físico e longevidade dependem de leis imutáveis.” “Mediante a obediência a essas leis, pode o homem ser um conquistador de si mesmo, conquistador de suas próprias inclinações, conquistador de principados e potestades, dos ‘príncipes das trevas deste século’, e das ‘hostes espirituais’. Efésios 6:12. Energia Vital Comunicada à Mente Pelo Cérebro “O Senhor deseja que nossa mente seja clara e aguda, capaz de ver em Sua Palavra e serviço pontos importantes, cumprindo Sua vontade, confiando em Sua graça, trazendo para Sua causa uma consciência clara e espírito agradecido. Esta espécie de alegria promove a circulação do sangue. Energia vital é pelo cérebro transmitida à mente; por isso o cérebro não deve ser nunca obscurecido pelo uso de narcóticos ou fortalecido tomando estimulantes. Cérebro, ossos, músculos devem ser postos em ação harmoniosa, a fim de que todos atuem como máquinas bem reguladas, cada uma das partes agindo em harmonia com as outras, sem que nenhuma delas seja sobrecarregada.” A Dispepsia Torna Incerta a Vida Religiosa “Os princípios da reforma de saúde deveriam ser introduzidos na vida de todo cristão. Homens e mulheres que desrespeitam esses princípios não estão em condições de oferecer a Deus uma devoção pura, vigorosa, pois o estômago dispéptico ou o fígado lerdo fazem da vida religiosa uma incerteza.” “Comer a carne de animais tem efeito danoso sobre a espiritualidade. Quando a carne se faz o prato principal, as faculdades mais elevadas são subjugadas pelas paixões baixas. Estas coisas são ofensa a Deus e são causa de um declínio na vida espiritual.” Fazer o Bem é o Melhor Remédio “A consciência de fazer o bem é o melhor remédio para pessoas enfermas do corpo ou do espírito. A bênção especial de Deus que recai sobre o recebedor é a saúde e o vigor. A pessoa cuja mente esteja calma e satisfeita em Deus, está no caminho para a saúde.” “Há os que não reconhecem que é um dever religioso disciplinar a mente a demorar-se em assuntos aprazíveis para que possam refletir luz em vez de sombras e trevas. Essa espécie de mentes ou se empenhará em buscar seu próprio prazer em conversas frívolas, rindo e gracejando, e a mente constantemente ocupada com um círculo de entretenimentos; ou se sentirão deprimidos, tendo grandes provas e conflitos mentais, que julgam apenas poucos terem jamais experimentado ou entenderem. Essas pessoas podem professar cristianismo, mas estão se iludindo. Não possuem o artigo genuíno.” Extraído do livro Mente Caráter e Personalidade, vol. 2, págs. 404-409. “Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113
@anisacheirodeafeto
Daniel 17
“Tenho grande alegria em fazer a tua vontade,
ó meu Deus;
a tua lei está no fundo do meu coração.”
Salmo 40:8
Formação Espiritual Por Pastor Benjamim C. Maxson. Hoje vamos conversar sobre a formação espiritual, ou o discipulado; é o movimento da vida inteira na direção de Deus na vida. É abrir cada área da vida para o relacionamento íntimo com Deus, permitindo fazer Sua vontade. Há quatro elementos chave na formação espiritual: 1º Visão – A visão é formada a partir do encontro pessoal com Deus nas primeiras horas de cada dia. Envolve a busca do conhecimento e comprometimento com a vontade dEle para a vida durante aquele dia. Inclui também compreender o que Ele quer fazer em nós e através de nós. 2º Evangelho – Aceitando o que Cristo fez e o que faz por nós. Isso inclui sua aplicação em todas as nossas relações e a ideia de compromisso com a pregação e testemunho em tudo que fazemos no dia a dia – “Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns. Tudo faço por causa do evangelho, com o fim de me tornar cooperador com ele.” 1 Coríntios 9:22-23. 3º Senhorio – Retrata a ideia de que eu sou o barro e Deus é o oleiro (Jeremias 1 :4). Reconhecer o senhorio de Cristo é submeter, pessoalmente ou em grupo, a direção e controle de Deus tudo o que somos, temos e fazemos. Isto é uma questão diária de tal forma que o coração possa experimentar em cada relacionamento ou qualquer coisa que faça, essa sensação de submissão e entrega contínua de tudo ao controle de Cristo. 4º Presença – Começar o dia na presença dEle e sair para os afazeres com Ele, acostumar a viver continuamente em Sua presença em cada momento da vida e em tudo o que faz. A ideia básica aqui é vibrar com Deus e com a graça de Cristo, que me faz alegre e vitorioso sobre o poder do pecado. “Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, encher-me-ás de alegria na Tua presença.” Atos 2:2. A única maneira de quebrar o domínio do mal e me tornar um cristão invencível, é na presença de Cristo é viver na Sua presença. “Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente o seu nada, e confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará.” – A Ciência do Bom Viver, pág. 1 2. Quando os quatro elementos são integrados, temos união completa e nossa unidade com Cristo cresce e se desenvolve. O enfoque desta união, ou unidade, sempre se projeta na cruz, a mais completa revelação de Deus. A causa de nossas dificuldades espirituais ocorre nas áreas do Evangelho e do Senhorio, ou em ambas; ou seja, não integrar o Evangelho em nossa vida, e a falta de submissão ao senhorio de Cristo em nossa vida. Vamos analisar então: 1. A causa de nossos problemas reside com frequência na perda da Visão ou da Presença. a) A perda da Visão deforma o Evangelho. b) A perda da Presença deforma o Senhorio de Cristo em nós. 2. A melhor resposta é uma combinação de Visão e Presença. a) Uma Visão de Deus e do que Ele deseja que façamos, combinada com um sentido da Presença dEle conosco, transforma a maneira como vivemos. b) Há sempre que se começar com a Visão e então dirigir-nos para o Evangelho, o Senhorio e a Presença. Aplicações Práticas para este estilo de vida • Formas de melhorar a visão: 1. Estude testemunho das vidas nas quais Deus tem operado. 2. Medite na vida de Cristo. 3. Desenvolva uma vida de oração – falando com Deus como um amigo. 4. Memorize partes das Escrituras Sagradas. • Formas de compreender melhor o Evangelho: 1. Aceite a realidade de que Jesus morreu por você. 2. Aceite o fato de que você é alvo do amor incondicional de Deus. 3. Estude as verdades do Evangelho. 4. Aceite o fato de que a salvação é inteiramente obra da graça de Deus. • Formas de integrar na sua vida o senhorio de Cristo: 1. Ore para que o Espírito Santo lhe mostre o que Ele deseja que você faça. 2. Pergunte a você mesmo: a) Que diferença faz Jesus Cristo em minha vida diária? b) Que diferença faz o Evangelho em minha vida diária? c) Em que forma a presença visível de Jesus faria uma grande diferença em minhas decisões hoje? 3. Faça de Cristo a prioridade em todas as decisões que tomar. • Formas de enriquecer a experiência da presença de Deus em sua vida: 1. Aceite a realidade da promessa de Cristo: “Eis que estou convosco todos os dias...” 2. Aceite a realidade do Espírito Santo em sua vida – a presença de Jesus Cristo (João 14:15-20). 3. Separe um lugar e um tempo para Deus em sua vida diária. 4. Experimente a prática da presença de Deus. “Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113..
@anisacheirodeafeto
terça-feira, 30 de novembro de 2021
Daniel 16
"Venham,
todos vocês que estão com sede,
venham às águas;
e,
vocês que não possuem dinheiro algum,
venham,
comprem e comam!
Venham,
comprem vinho
e leite sem dinheiro e sem custo.”
Isaías 55:1
“Deus nos fala pela natureza e pela revelação, pela Sua providência e pelo influxo de Seu Espírito. Isto, porém, não basta; precisamos também derramar perante Ele o nosso coração. Para ter vida e energia espirituais, cumpre estarmos em real comunhão com nosso Pai celestial. Podem nossos pensamentos dirigir-se para Ele; podemos meditar sobre Suas obras, Suas misericórdias, Suas bênçãos; mas isso não é, no sentido mais amplo, comungar com Ele.”
“Para entreter comunhão com Deus, é preciso que tenhamos alguma coisa a Lhe dizer acerca de nossa vida.”
“A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. Não que seja necessário, a fim de tornar conhecido a Deus o que somos; mas sim para nos habilitar a recebê-Lo.”
“A oração não faz Deus baixar a nós, mas eleva-nos a Ele. Quando Jesus andou na Terra, ensinou a Seus discípulos como deviam orar. Instruiu-os a apresentar suas necessidades quotidianas a Deus, e lançar sobre Ele todos os seus cuidados. E a certeza que lhes deu, de que suas petições seriam ouvidas, constitui também para nós uma certeza. Jesus mesmo, enquanto andava entre os homens, muitas vezes Se entregava à oração. Nosso Salvador identificou-Se com nossas necessidades e fraquezas, tornando- Se um suplicante, um solicitador junto de Seu Pai, para buscar dEle novos suprimentos de força, a fim de que pudesse sair revigorado para os deveres e provações. Ele é nosso exemplo em todas as coisas. É um irmão em nossas fraquezas, pois ‘como nós, em tudo foi tentado’, mas, sem pecado como era, Sua natureza recuava do mal; suportou lutas e agonias de alma num mundo de pecado. Sua humanidade tornou-Lhe a oração uma necessidade, e privilégio.
“Encontrava conforto e alegria na comunhão com o Pai. E se o Salvador dos homens, o Filho de Deus, sentia a necessidade de orar, quanto mais devemos nós, débeis e pecaminosos mortais que somos, sentir a necessidade de fervente e constante oração!”
“Nosso Pai celestial está desejoso de derramar sobre nós a plenitude de suas bênçãos.
“É nosso privilégio beber a largos sorvos da fonte de Seu ilimitado amor. Como é de admirar, pois que oremos tão pouco! Deus está pronto para ouvir a oração sincera do mais humilde de Seus filhos, e, contudo, há tanta manifesta relutância de nossa parte, para tornar conhecidas a Deus nossas necessidades!”
“Que pensarão os anjos do Céu, a respeito dos pobres e desamparados seres humanos, sujeitos à tentação, quando o coração de Deus, pleno de infinito amor, se inclina anelante para eles, pronto para lhes dar mais do que sabem pedir ou pensar, e, contudo, oram tão pouco, e tão pouca fé exercem!”
“Os anjos têm prazer em prostrar-se perante Deus; deleitam-se em estar em Sua presença. Consideram a comunhão com Deus como seu mais alto gozo; e, contudo, os filhos da Terra, que tanto precisam do auxílio que só Deus pode dar, parecem satisfeitos com andar sem a luz de Seu Espírito, a companhia de Sua presença.”
“As trevas do maligno envolvem os que negligenciam a oração. As sutis tentações do inimigo os incitam ao pecado; e tudo isso por não fazerem uso do privilégio da oração, que Deus lhes conferiu. Por que deveriam os filhos e filhas de Deus ser tão relutantes em orar, quando a oração é a chave nas mãos da fé para abrir o celeiro do Céu, onde se acham armazenados os ilimitados recursos da Onipotência? Sem oração constante e diligente vigilância, estamos em perigo de tornar-nos descuidosos e desviar-nos do caminho verdadeiro. O adversário procura continuamente obstruir o caminho para o trono da graça, para que não obtenhamos, pela súplica fervorosa e fé, graça e poder para resistir à tentação.”
“Há certas condições sob as quais podemos esperar que Deus ouça nossas orações e a elas
atenda. Uma das primeiras delas é sentirmos nossa necessidade de Seu auxílio. Ele prometeu: “Derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca.” (Isa. 44:3) Os que têm fome e sede de justiça, que anelam a Deus, podem estar certos de que serão satisfeitos. O coração tem de estar aberto à influência do Espírito; ao contrário não pode ser obtida a bênção de Deus.”
“Nossa grande necessidade é ela mesma um argumento, e intercede muito eloquentemente em nosso favor. Temos, porém, de buscar ao Senhor a fim de que faça essas coisas por nós. Diz Ele: ‘Pedi, e dar-se-vos-á’ ‘Aquele que nem mesmo a Seu próprio Filho poupou, antes O entregou por todos nós, como nos não dará também com Ele todas as coisas?’ (Mat. 7:7; Rom. :32).
“Se atendermos ainda à iniquidade em nosso coração, se nos apegarmos a algum pecado
consciente, o Senhor não nos ouvirá; mas a oração da alma penitente e contrita será sempre
aceita. Depois de termos reparado todas as faltas de que temos consciência, poderemos crer que Deus atenderá às nossas petições. Nossos próprios méritos jamais nos recomendarão ao favor de Deus; é o mérito de Cristo que nos salvará, Seu sangue é que nos purificará; nós, porém, temos uma obra a fazer para cumprir as condições da aceitação.”
Outro elemento da oração perseverante é a fé. ‘É necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam’ (Heb. 11:6). Jesus disse a Seus discípulos: ‘Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis’ (Mar.11:24). Cremos em Sua palavra? A certeza que Ele nos dá é ampla, ilimitada; e fiel é Aquele que prometeu. Se não recebemos exatamente as coisas que pedimos e ao tempo desejado, devemos não obstante crer que o Senhor nos ouve, e que atenderá às nossas orações. Somos tão falíveis e curtos de vistas que às vezes pedimos coisas que não nos seriam uma bênção, e nosso Pai celestial amorosamente nos atende às orações dando-nos aquilo que é para nosso maior bem – aquilo que nós mesmos desejaríamos se com vistas divinamente iluminadas, pudéssemos ver todas as coisas como elas são na realidade.
Quando nossas orações ficam aparentemente indeferidas, devemos apegar-nos à promessa; pois virá por certo a ocasião de serem atendidas, e receberemos a bênção de que mais carecemos. Mas pretender que a oração seja sempre atendida exatamente do modo e no sentido particular que desejamos, é presunção. Deus é muito sábio para errar, e bom demais para reter qualquer benefício dos que andam sinceramente. Não receeis, pois, confiar nEle, ainda que não vejais a resposta imediata às vossas orações. Apoiai-vos em Sua segura promessa: ‘Pedi, e dar-se-vos-á’ (Mat. 7:7).
“Se tomarmos conselho com as nossas dúvidas e temores, ou procurarmos solver tudo que não podemos compreender claramente, antes de ter fé, as perplexidades tão-somente aumentarão e se complicarão. Mas se chegarmos a Deus convencidos de nosso desamparo e dependência, tais quais somos, e com humilde e confiante fé fizermos conhecidas nossas necessidades Àquele cujo conhecimento é infinito, e o qual tudo vê na criação, governando a todas as coisas por Sua vontade e palavra, Ele pode atender e atenderá ao nosso clamor, e fará a luz brilhar em nosso coração. Pela oração sincera somos postos em ligação com a mente do Infinito. Não temos, no mesmo momento, evidência notável de que a face do nosso Redentor se inclina sobre nós em compaixão e amor; mas é realmente assim. Podemos não sentir Seu contato visível, mas Sua mão está sobre nós em amor e compassiva ternura.
“Quando chegamos a pedir misericórdia e bênçãos de Deus, devemos fazê-lo tendo no coração
um espírito de amor e perdão. Como poderemos orar: ‘Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores’ (Mat. 6:12), e não obstante alimentar um espírito de irreconciliação?”
“Se esperamos que nossas orações sejam atendidas, devemos perdoar aos outros do mesmo modo e na mesma medida em que esperamos ser perdoados. A perseverança na oração é também uma condição para ser ela atendida. Devemos orar sempre, se quisermos crescer na fé e experiência. Devemos ‘perseverar em oração, velando nela com ação de graças’ (Rom. 12:12; Col. 4:2). Pedro exorta os crentes: ‘Sede sóbrios e vigiai em oração’ (I Ped. 4:7). Paulo instrui: ‘As vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus’ (Filip. 4:6). ’Mas vós, amados’, diz Judas, ‘orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos na caridade de Deus’ (Judas 20 e 21). A oração incessante é a união ininterrupta da alma com Deus, de maneira que a vida de Deus flui para nossa vida; e de nossa vida refluem para Deus a pureza e santidade.”
“Há necessidade de diligência na oração; que coisa alguma dela vos detenha. Fazei todos os esforços para conservar aberta a comunhão entre Jesus e vossa própria alma. Procurai toda oportunidade para irdes aonde se costuma fazer oração. Os que estão realmente buscando a comunhão com Deus, serão vistos nas reuniões de oração, fiéis ao seu dever, e atentos e ansiosos por colher todos os benefícios que possam lograr. Aproveitarão todas as oportunidades de colocar-se onde possam receber raios de luz do Céu.”
“Temos que orar em família; e sobretudo não devemos negligenciar a oração secreta, pois ela é a vida da alma. É impossível a alma prosperar enquanto é negligenciada a oração. A oração familiar e a oração pública não bastam. Em solidão, abra-se a alma às vistas perscrutadoras de Deus. A oração secreta só deve ser ouvida por Ele – o Deus que ouve as orações.”
“Nenhum ouvido curioso deve partilhar dessas petições em que a alma assim depõe o seu fardo. Na oração secreta a alma está livre das influências do ambiente, livre de excitamento. Calmamente, mas com fervor, busca a Deus. Suave e permanente será a influência que emana dAquele que vê o secreto, e cujo ouvido está aberto para ouvir a prece que vem do coração. Pela fé calma e singela, a alma entretém comunhão com Deus e absorve raios de luz divina que a devem fortalecer e suster no conflito contra Satanás.” – Caminho a Cristo, capítulo 11, págs. 93-104.
“Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113.
Daniel 15
de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre?
Mas ainda que esta se esquecesse,
eu,
todavia,
não me esquecerei de ti.”
Isaías 49:15
Você já imaginou se Deus estivesse perdido? No passado, Ele pareceu estar tão perdido que alguns até mesmo acreditaram que Ele estivesse morto. Se Deus não está perdido, por que é tão difícil encontrá-lo? Há vários anos, li uma carta escrita por um jovem em idade colegial, e jamais fui capaz de me esquecer do seu clamor por socorro:
“Muitos de nós, jovens fiéis, membros da igreja, estamos em uma situação desesperada. Temos uma grande, ampla e profunda necessidade que não está sendo satisfeita. Estamos morrendo de inanição porque não estamos sendo alimentados.”
Por favor, leve-me a sério, porque sei do que estou falando. Jovens estão deixando diariamente a igreja, amargurados, desiludidos e sem esperança, enquanto outros nem mesmo consideram que tenham algo a ver com religião, porque não veem nela nada que os ajude.
“Não precisamos de mais sermões a respeito de testemunhar a outros. Reiteradamente nos é dito que devemos partilhar o evangelho, mas, ao responder a esse desafio, descobrimos que nada temos a dizer. Como podemos convencer outros a aguardar o retorno de Cristo, quando a maioria de nós nem O reconheceria se Ele viesse? Precisamos de alguém que nos fale acerca de Deus. Sabemos tudo a respeito de doutrinas e práticas da igreja.”
“Conhecemos muitas coisas, mas não conhecemos a Cristo. Nunca fomos apresentados a Ele, e a menos que Deus opere um milagre e Se revele a nós, jamais O conheceremos. “Por favor, ensine-nos a como conhecer a Deus e Seu caráter. Somos bebês espirituais. Precisamos de Jesus. Ansiamos conhecê-Lo. Mostre-nos, de sua experiência pessoal, como nos comunicarmos com Ele. Nossa maior necessidade é conhecer a Deus. Pode mostrar-nos como encontrá-Lo?”
Esta interrogação sobre “como encontrar a Cristo” não se limita a jovens de 20 anos de idade. Pessoas que têm sido fiéis membros da igreja por 20 anos, também têm admitido a frustração ao tentar encontrá-Lo. Uma vez alguém descreveu deste modo o seu desespero: “Suponho que Deus nem mesmo sabe o meu endereço.”
É interessante notar que personagens bíblicos parecem ter tido a mesma dificuldade ao tentarem encontrar a Deus. Jó 23:3 ecoa o clamor desesperado de uma alma faminta: “Ah! Se eu soubesse onde O poderia achar!” Amós 8:12 fala de um grupo de pessoas correndo de mar a mar, do Norte até ao Oriente, procurando a Palavra do Senhor e não sendo capaz de achá-la. Não lhe parece isso desanimador? Tem-se a curiosidade de saber se é possível encontrar a Deus. É possível ao homem iniciar essa procura de Deus?
A Bíblia indica que alguns são bem-sucedidos nessa busca. Há uns poucos. Mateus 7:14 descreve dois caminhos que levam ao nosso último destino. Conquanto a maioria de nós siga o caminho largo, que conduz à morte, alguns logram encontrar o caminho estreito, que conduz à vida. Jesus afirma que, se buscarmos, acharemos descanso para nossa alma (Mateus 7:7; 11:29); e Deus promete que, quando O buscarmos de todo o coração, nós O acharemos (Jeremias 29:13), porque Ele não está longe de nós (Atos 17:27). É evidente, portanto, que existe apoio para buscarmos a Deus. Não temos de esperar que venha o pregador ou o pastor para convencer-nos de que necessitamos de Deus. Outros podem ser um auxílio em levar-nos a conhecer a Deus, mas a verdade é que Deus está sempre onde estamos; procurando atrair-nos a Ele, mesmo antes de gastarmos muito tempo e energia procurando-O.
Lembro-me das histórias que Jesus contou a respeito da ovelha perdida, da dracma perdida e do filho perdido (Lucas 15). Os publicanos e outros “pecadores” estavam se aglomerando em torno dEle, escutando avidamente Suas palavras. Nos arredores da multidão, os fariseus e doutores da lei, virtuosos aos seus próprios olhos, começaram a murmurar entre si, dizendo: “Este recebe pecadores e come com eles” (Lucas 15:2) Jesus respondeu com uma parábola que demonstra a grande verdade de que Deus nos está procurando e que Seus esforços superam nossas tentativas para encontrá-Lo. E há encorajamento nesta tríplice parábola, porque ela descreve mais do que o procedimento de um Deus que procura o homem.
Também nos fala da espécie de pessoas que Ele está procurando. Na primeira história, um pastor que possui cem ovelhas em seu aprisco, nota que está faltando uma. Em algum lugar no deserto, a ovelha estava perdida, e se fosse deixada ao desamparo
e sozinha, continuaria vagueando até morrer. Mesmo conhecendo a sua situação,
ela não sabia o caminho de volta.
Imediatamente, o pastor saiu para o deserto e a procurou até encontrá-la. Com grande regozijo, ele a levou para casa e reuniu seus amigos e vizinhos, dizendo: “Alegrai-vos comigo! Achei minha ovelha perdida” (Lucas 15:6).
Jesus deixou claro que a salvação não vem por buscarmos a Deus, mas da nossa reação à busca de Deus por nós. Precisamente como a ovelha, podemos saber que estamos perdidos, embora não saibamos o caminho de volta. Mas Deus sai à nossa procura. A segunda história contada por Jesus era acerca de uma mulher que possuía dez moedas de prata. Uma noite, ao contá-las, descobriu que estava faltando uma, perdida provavelmente em algum lugar dentro da sua própria casa.
Ela acendeu uma candeia e remexeu a casa, procurando em cada canto sua moeda perdida, em meio a toda a mobília e entulho da casa. A busca continuou porque não importa quão pequena fosse a moeda de prata, ela era ainda valiosa aos seus olhos.
Note que, ao invés de estar perdida nas montanhas ou no deserto, essa moeda estava perdida dentro de casa. A dracma nem mesmo sabia que estava perdida. Contudo, sua proprietária sabia melhor, e a procurou até achar. Ela então ofereceu uma festa para celebrar o achado da moeda. Jesus novamente ressaltou o fato de que o valor de uma alma jamais pode ser subestimado aos olhos do Céu.
Então Jesus concluiu Sua mensagem com a parábola do filho pródigo – um filho ingrato, que calculou deliberadamente a sua perdição. Retirou-se com tantas riquezas quantas pôde levar consigo e partiu para um país distante. Ali ele planejou perder-se, tentando esquecer-se do pai, tentando fugir. Por algum tempo, ele pareceu ter alguma medida de sucesso e encontrou amigos que o ajudaram a gastar desenfreadamente o seu dinheiro. Mas então chegou o dia em que ele se viu no final dos seus recursos. Gastou o seu casaco, o seu terno e o seu pulôver. Gastou sua camiseta e, finalmente, “quando caiu em si”, no chiqueiro, lembrou-se de todo o amor que seu pai lhe dispensava.
Aquele mesmo poder do amor estava atraindo-o de volta, e ele disse: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai” (Lucas. 15:18).
Existe perdão para o pecado deliberado? Perdoa Deus aos apóstatas que planejam se perder? Essa parábola indica que, mesmo que saibamos nosso caminho de volta, Deus ainda se acha cada dia no portão de entrada, esperando que o nosso vulto apareça na estrada. Ao avistar-nos, corre ao nosso encontro para dar-nos as boas-vindas, com grande regozijo e felicidade.
Nessas três ilustrações, Jesus demonstra a bondade e a amabilidade do Pai. Cada um de nós caiu em uma destas categorias, em alguma ocasião da nossa vida. Podemos saber que estamos perdidos e, contudo, não perceber o caminho de volta; podemos nem mesmo saber que estamos perdidos ou podemos, deliberadamente, planejar estar perdidos, mesmo sabendo o caminho de volta. Jesus nos assegura que Deus está procurando todas as três classes de pessoas.
Todos são valiosos e o Céu se regozija sempre quando qualquer indivíduo é salvo. Essa é a ocupação de Deus. Isso é o plano da salvação. Deus não é um Ser evasivo, que está brincando de esconde-esconde enquanto nosso destino eterno pende na balança. Não está procurando nos evitar.
Ao contrário, servimos a um Deus que nunca nos deixa vagueando e sozinhos; quer saibamos que estamos perdidos quer não, quer conheçamos o caminho de volta, quer não. Deus toma a iniciativa em cada caso, ficando conosco, atraindo-nos a Ele e esperando até que percebamos Sua presença. Continuamos a procurá-Lo porque Ele nos procurou primeiro. Nós O amamos porque Ele nos amou primeiro – todo o caminho de um mundo de glória para um mundo de pecado e dificuldades. Ele está sempre nos procurando. “Bem”, dirá alguém, “se Cristo nos está procurando, por que é tão difícil encontrá-Lo?” O problema tem sido sempre o mesmo, desde o princípio, quando o pecado entrou em nosso mundo. Não podemos achá-Lo porque gastamos a maior parte do nosso esforço e energias fugindo dEle, e às vezes fugimos mesmo depois de O termos achado.
Adão fugiu por entre as árvores e arbustos do Jardim do Éden, sabendo que Deus logo viria falar com ele, como fazia diariamente. Adão estava com medo de encará-Lo, depois de se rebelar contra Sua vontade. Finalmente, encontrou um denso matagal e se escondeu, esperando que Deus não o visse. Mas Deus veio correndo atrás dele.
Jacó fugiu de sua casa e de sua família para o deserto. Seu irmão estava a fim de matá-lo, e ele imaginou que sua vida estava prestes a terminar. Exausto, deitou-se na poeirenta beira de estrada, pondo uma rocha por travesseiro, e tentou dormir. Então viu a escada mística que ia da Terra ao Céu. Deus o estivera seguindo, e Jacó ficou emocionado com a percepção de que Deus ainda o amava, a despeito da sua perfídia.
Jonas também fugiu de Deus. Receoso de levar a mensagem a Nínive, ele fugiu. Dentro de um navio, em alto mar, ele pensava que finalmente havia logrado êxito em sua fuga, mas Deus o seguiu, até ao ventre do grande peixe. Saulo de Tarso tentou matar todos os cristãos de Jerusalém. Dali, partiu para Damasco, em uma ânsia de dar fim aos novos cristãos. Deus correu atrás dele, disposto a perdoar o passado e pronto a ajudar Saulo a construir nEle uma nova vida. Seguiu-o ao longo da estrada de Damasco, lembrando a Saulo a oração de um moribundo: “Senhor, não lhes imputes este pecado” (Atos 7:60). É muito difícil fugir de Deus, mas com frequência tentamos tudo que está ao nosso alcance, toda manobra e evasão, tentando deixá-Lo para trás. Em todos os casos, estamos realmente fugindo da mesma coisa – submissão. Estamos tentando evadir-nos daquele momento da verdade em que nos deparamos com a percepção de que somos incapazes de administrar a vida e as coisas da eternidade. Nosso ego e orgulho tornam muito difícil a rendição de nós mesmos. Nosso coração humanista prefere a religião do “faça-o você mesmo”, na qual confiamos em nossa capacidade e recursos inerentes. Queremos apoiar-nos em algo que possamos fazer, de sorte que inventamos toda sorte de meios para escapar da submissão.
Frequentemente, procuramos manter-nos ocupados com assuntos bastante legítimos, tais como estudos ou trabalho, para que não tenhamos de pensar seriamente nos temas do tempo, eternidade e relacionamento com Deus. Os estudantes de faculdade gostam de queixar-se a respeito de ter deveres demais para fazer e não ter tempo suficiente para cumpri-los. Mas rememorando os meus anos no colégio, acho que foram os dias mais despreocupados da minha vida, porque cada ano que passa traz mais deveres e responsabilidades, enquanto o tempo parece mover-se mais e mais rápido. Alguém me deu um livro com o intrigante título: Como Viver 24 Horas por Dia. Planejo lê-lo um dia. Ainda não o fiz porque não tenho tempo suficiente!
Se tentarmos escapar através dos deveres mundanos da vida, então nos tornamos absorvidos no prazer. Fugimos de nós mesmos e de Deus, sempre em grande atividade, em constante movimento, sempre à procura de mais uma excitação ou emoção para guardar-nos de pensar a respeito do futuro. Escapismo orientado para o prazer. Desenvolvemos uma espécie de síndrome para as eternas inquietações. Se não podemos encontrar suficiente atividade ou prazer para manter-nos ocupados, ficamos transtornados porque a pior tortura do mundo seria ter tempo para pensar em Deus e na eternidade. Embora nos queixemos de excesso de trabalho, estamos contentes porque isto ajuda a impedir que entreguemos o eu. Outra rota de escape é através da pseudo-religião. Revestimo-nos de toda a ostentação, exterioridades do comportamento e vocabulário religioso. Tornamo-nos peritos em simulação, em representação, em fingir que estamos perto de Deus, sendo que não estamos.
Quando não podemos aceitar um relacionamento pessoal de dependência de Deus, procuramos maneiras de evitá-Lo, que passem por meios de lembrar-nos dEle. Gostamos de passar uma grande parte do tempo discutindo, dissecando e analisando temas religiosos. Geralmente não há nenhum valor prático em tais especulações, mas exibem nossa ginástica mental e enganam a outros, levando-os a pensar que somos religiosos. O tempo todo, porém, mesmo enquanto deliberadamente estamos tentando fugir de Deus, Ele nos está seguindo, ficando por perto, ajudando-nos quando não o sabemos, guiando-nos quando não pretendemos. Ele permanece conosco, procurando uma oportunidade de permitir-nos saber que Ele nos ama e cuida de nós, mesmo enquanto estamos fugindo.
Todavia, há uma maneira ainda mais sutil de fugir de Deus, e desta nem sempre estamos cientes ou dispostos a admitir. Depois de percebermos nossa necessidade de Deus, ainda podemos tropeçar ante a ideia de submissão, de entrega, de sorte que procuramos forjar nossas próprias rotas de salvação. Tomamos a iniciativa na busca, imaginando que por nós mesmos somos capazes de achá-Lo. Muitos de nós tentamos efetuar mudanças comportamentais – algo tangível de ser realizado. Analisamos
a nós mesmos tentando buscar a Deus através da auto realização, usando a abordagem psicológica, sem Deus como seu centro e sem Cristo como modelo.
Tentamos renunciar a nossas práticas e hábitos pecaminosos, nossas más associações e nossa impiedade. Se tivermos sucesso em modificar o nosso comportamento, se somos bem-sucedidos em tornar-nos pessoas corretas, de princípios morais, então pensamos que encontramos a Deus. Às vezes cremos que encontramos a Deus quando temos apenas a devida combinação de ternos sentimentos e exaltações emocionais. Religião sensacional, não fundamentada na Palavra de Deus. Procuramos uma certa atmosfera e tentamos estar cercados pela devida espécie de pessoas. O sucesso em encontrar a Deus é medido pelo número de lágrimas derramadas, pelos calafrios que percorrem nossa espinha, as suaves luzes e a música que nos ajudam a sentir-nos religiosos. De algum modo, pensamos que, se tão somente pudermos conseguir o ambiente adequado, receberemos o suficiente de uma injeção espiritual que durará até ao próximo reavivamento emocional em algum lugar. E assim isto abrange todos os tipos de métodos de escape do momento da verdade em que percebemos a necessidade de rendição a Deus. Tentamos fugir respondendo a um chamado ao altar ou indo à igreja ou ao pastor. Tentamos esquivar-nos decidindo que nunca mais tornaremos a praticar certos atos. Fazemos todos os tipos de promessas e esforços, mas enquanto os dias passam, nosso quarto encontra-se vazio das marcas dos nossos joelhos e a capa da nossa Bíblia, em que são retratados a vida e o caráter de Jesus, acumula pó em nossas prateleiras.
Devemos ter desejo por algo melhor do que o que estamos experimentando atualmente. Esse desejo não pode ser autogerado; pode vir unicamente de Deus, de Cristo e do Espírito Santo. Todos os três operam constantemente a fim de levar-nos a essa percepção. Em seguida, devemos adquirir conhecimento do plano da salvação. Isto é algo que Deus não nos forçará a aprender; temos de colocar-nos a nós mesmos no ambiente em que isto ocorre – onde quer que seja lida, falada ou ensinada a Sua Palavra. Deus não tenta empurrar pela nossa garganta o conhecimento do Seu plano de salvação. Frequentemente, os fanáticos correm adiante do Espírito Santo. Enquanto Ele fala num cicio tranqüilo e suave, com uma voz mansa e delicada, eles estão por aí surrando os outros com tábuas de duas por quatro polegadas, até que afugentam de Deus as pessoas. Mas Deus não é agressivo. Ele fica conosco, nunca nos forçando, mas jamais nos abandonando.
Quando fugimos, Ele vai atrás de nós. O terceiro passo para ir a Cristo é admitir que
estivemos correndo, tentando fugir dEle por toda sorte de caminhos. Se olharmos atentamente para nós mesmos, teremos de reconhecer nossa condição pecaminosa. Deus não opera em um vácuo; Ele nos ajuda a encarar-nos a nós mesmos, não a fim de demorar-nos em nossas imperfeições, mas para percebermos honestamente a nossa incapacidade, e então admiti-la sem escusas e álibis.
O passo final para irmos a Cristo é o mais difícil de todos, e nesse ponto é que muitos de nós começamos outra vez a fugir. Devemos reconhecer que não temos nenhuma capacidade para mudarmos a nós mesmos. Embora Deus esteja correndo atrás de nós, Ele não pode ajudar-nos até que estejamos às portas de uma grande necessidade. E à semelhança do filho pródigo, geralmente não queremos ir a Jesus até que tenhamos esgotado todos os nossos recursos.
“O Senhor nada pode fazer para a restauração do homem enquanto ele, convicto de sua própria fraqueza e despido de toda presunção, não se entrega à guia divina. Pode então receber o dom que Deus está à espera de conceder. Coisa alguma é recusada à alma que sente a própria necessidade.” – O Desejado de Todas as Nações, pág. 300.
As pessoas que tentam encontrar a Cristo sem primeiro perceber sua grande necessidade dEle, sem perceber que seus próprios recursos não bastam, sempre terminam frustradas. Alguns têm de passar por agruras desnecessárias antes de admitir sua necessidade de Cristo, assim como não sentem a necessidade de fazer seguro até que sua casa pegue fogo. É o senso da necessidade que faz a diferença, e alguns nunca chegam ao ponto de se render, que é tudo o que diz respeito à entrega, à submissão e à renúncia.
Não espere até que você tenha passado por uma longa e difícil vida de sofrimento e problemas. Eu gostaria de convidá-lo a tirar sua Bíblia da prateleira, limpar-lhe o pó e ler cada dia um capítulo dos evangelhos sobre a vida de Cristo. Quando tiver terminado, inicie novamente, procurando novas ideias, orando sobre o que você tem lido. Dê a Deus uma oportunidade. Ele está constantemente à procura daquele momento em que você possa lhe dar uma abertura. Se você procura, de todo o coração, conhecer a Deus, certamente O achará, porque “jamais é proferida uma oração, por vacilante que seja, jamais uma lágrima é vertida, por mais secreta, e jamais alimentado um sincero anelo de Deus, embora débil, que o Espírito de Deus não saia a satisfazê-lo. Antes mesmo de ser pronunciada a oração, ou expresso o desejo do coração, sai graça de Cristo para juntar-se à graça que opera na alma humana.”– Parábolas de Jesus, pág. 206.
Sou grato por um Deus que está me procurando cada dia, e você? Quero permitir-Lhe que me pegue, que me ache, não apenas no início da minha vida cristã, mas ao longo de todo o caminho. Não quer juntar-se a mim na busca daquela experiência viva e pessoal com Ele?
“Os que põem toda a armadura de Deus e devotam algum tempo cada dia à meditação, oração e estudo das Escrituras estarão em ligação com o Céu e terão uma influência salvadora, transformadora sobre os que os cercam. Pensamentos elevados, nobres aspirações, claras percepções da verdade e dever para com Deus, serão seus. Ansiarão por pureza, luz, amor, por todas as graças do novo nascimento.” – Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, págs. 112 e 113.
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