quinta-feira, 7 de setembro de 2017

"Um Convite Enfático"



    
             Apocalipse 22. 17 e 18 é onde Deus faz um apelo final, urgente e apaixonado à humanidade.
             O termo enfático se justifica porque não se trata de um convite casual. É um chamado triplo, carregado de autoridade espiritual e seguido por uma advertência severa que protege a integridade dessa mensagem.
             A natureza do convite no versículo 17 é estruturado em ondas de eco, onde o clamor por "Vem" se expande por diferentes vozes:
             "O Espírito e a Noiva dizem: Vem!"
             O Espírito Santo e a Igreja (a Noiva) operam em perfeita harmonia. O papel atual da Igreja na Terra, guiada pelo Espírito, é proclamar a salvação e ansiar pelo retorno do Noivo (Jesus), enquanto convida o mundo a se juntar a essa mesa.
             "Aquele que ouve, diga: Vem!"
             A salvação não é para ser guardada. Todo aquele que aceita o convite torna-se, automaticamente, um herdeiro e um transmissor do mesmo chamado. O evangelismo é o eco desse "Vem".
             "Quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida."
             Temos as duas únicas condições para receber a graça: "ter sede" (reconhecer a própria necessidade espiritual) e "querer" (exercer o livre-arbítrio para aceitar). A salvação é universal em sua oferta ("quem quiser"), mas exclusiva em sua moeda: é "de graça" (paga pelo sacrifício de Cristo).
              A solenidade e a proteção do convite no versículo 18, logo após o convite mais gracioso da Bíblia, o texto assume um tom de extrema gravidade. O convite é enfático também porque não pode ser alterado.
             "Eu, a todo aquele que ouve as palavras da profecia deste livro, testifico: Se alguém lhes fizer qualquer acréscimo, Deus lhe acrescentará os flagelos escritos neste livro;"Apocalipse 22:18 
             A advertência funciona como um selo de segurança. Ela garante que o convite permaneça puro: nem tão rígido que afaste quem tem sede (por acréscimos legalistas), nem tão banalizado que perca seu poder transformador (por omissões baratas).
             Vemos a urgência evangelística: Se o Espírito e a Noiva estão clamando, a Igreja não pode se calar. Nossa mensagem principal deve ser o convite para que as pessoas corram para a "água da vida" antes que o tempo da graça se encerre.
              Temos a suficiência de Cristo: A água é de graça. Tentar comprar o favor de Deus com obras ou rituais é uma afronta ao valor do sacrifício na cruz.
             Vimos o zelo pela Palavra: Pregadores e estudantes da Bíblia devem manejar o texto sagrado com temor, sem distorcer as Escrituras para agradar a cultura ou conveniências pessoais.
             O convite está aberto. O Espírito e a Noiva continuam dizendo: "Vem".




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