sábado, 22 de agosto de 2015

"Luz nas Trevas"


 

1“Grite alto, não se contenha!

Levante a voz como trombeta.

Anuncie ao meu povo a rebelião dele;

aos descendentes de Jacó, os seus pecados.

2Porque dia a dia me procuram;

parecem desejosos de conhecer os meus caminhos,

como se fossem uma nação que faz o que é direito

e que não abandonou os mandamentos do seu Deus.

Pedem‑me decisões justas e parecem desejosos

de que Deus se aproxime deles.

3‘Por que jejuamos’, dizem,

‘se não o viste?

Por que nos humilhamos,

se não reparaste?’

“Contudo, no dia do seu jejum,

vocês fazem o que é do agrado de vocês

e exploram todos os seus empregados.

4O seu jejum termina em discussão e rixa

e em brigas de socos brutais.

Vocês não podem jejuar como fazem hoje

e esperar que a sua voz seja ouvida no alto.

5Será esse o jejum que escolhi,

que apenas um dia o homem se humilhe,

incline a cabeça como o junco

e se deite sobre pano de saco e cinzas?

É a isso que vocês chamam jejum,

um dia aceitável ao Senhor?

6“O jejum que desejo não é este:

soltar as correntes da injustiça,

desatar as cordas do jugo,

pôr em liberdade os oprimidos

e romper todo jugo?

7Não é partilhar a sua comida com o faminto,

abrigar o pobre desamparado,

vestir o nu que você encontrou

e não recusar ajuda ao próximo?

8Então, a sua luz irromperá como a alvorada,

e prontamente surgirá a sua cura;

a sua retidão irá adiante de você,

e a glória do Senhor estará na sua retaguarda.

9Então, você clamará ao Senhor, e ele responderá;

você gritará por socorro, e ele dirá: ‘Aqui estou’.

“Se você eliminar do seu meio o jugo opressor,

o dedo acusador e a falsidade do falar;

10se com renúncia própria você beneficiar os famintos

e satisfizer o anseio dos aflitos,

então a sua luz despontará nas trevas

e a sua noite será como o meio-dia.

11O Senhor o guiará constantemente;

satisfará os seus desejos em uma terra ressequida pelo sol

e fortalecerá os seus ossos.

Você será como um jardim bem regado,

como uma fonte cujas águas nunca faltam.

12O seu povo reconstruirá as velhas ruínas

e restaurará os alicerces antigos;

você será chamado Reparador de Muros Rachados,

Restaurador de Ruas e Moradias.

13“Se você vigiar os seus pés para não profanar o sábado

e para não fazer o que bem quiser no meu santo dia;

se você chamar delícia o sábado

e honroso o santo dia do Senhor;

se honrá‑lo, deixando de seguir o seu próprio caminho,

de fazer o que bem quiser e de falar futilidades,

14então você terá no Senhor a sua alegria,

e eu farei que você cavalgue nos lugares altos da terra

e se banqueteie com a herança de Jacó, o seu pai.”

É o Senhor quem fala."

          Isaías 58

          Em Isaías 58, Deus confronta um povo que mantinha uma rotina religiosa intensa — jejuando e buscando ao Senhor diariamente —, mas cuja vida prática estava completamente desconectada da justiça e da compaixão.
​          A promessa de que a "luz romperá como a alva" e que a "escuridão se tornará como o meio-dia" aparece justamente quando a religiosidade teórica dá lugar ao amor prático.
​          ​O povo de Israel perguntava a Deus: “Por que jejuamos, e tu não atentas para isso?” (v. 3). A resposta divina revela que o jejum deles era apenas ritualístico e egoísta. ​O jejum deles servia para satisfazer desejos próprios e impor vontades, enquanto exploravam trabalhadores e alimentavam contendas e brigas (vv. 3-4).
          Inclinar a cabeça como o junco e vestir pano de saco sem uma mudança de coração é uma religiosidade de fachada. As trevas, aqui, representam a injustiça social, a opressão e a hipocrisia.           ​          ​Para que a luz de Deus brilhe na vida de uma pessoa ou comunidade, o culto a Deus precisa se traduzir em serviço ao próximo. Deus define o jejum que Ele aprova em ações concretas:         
​          Libertação: “Soltar as ligaduras da impiedade, desfazer as faixas do jugo” — combater a opressão e a injustiça.
          ​Provisão: “Repartir o teu pão com o faminto” — suprir a necessidade básica do outro.
​          Acolhimento: “Recolher em casa os pobres desabrigados” — oferecer teto, segurança e restauração.
​          Dignidade:Cobrir o nu” — restituir a dignidade do indivíduo.
​          Empatia: “Não te esconder da tua carne” — não ignorar a dor dos seus semelhantes ou da sua própria família.
​          ​Quando o povo alinha sua prática com o coração de Deus, a transformação é imediata e profunda. A transição das trevas para a luz traz bênçãos específicas:
          O que Isaías 58 promete:
         “Então, romperá a tua luz como a alva” (v. 8) - A escuridão da dúvida e do abandono se dissipa.     
      “A tua cura prontamente brotará, a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do Senhor será a tua retaguarda” (v. 8) - Haverá cura e proteção.
         “Então, clamarás, e o Senhor te responderá... 'Eis-me aqui'” (v. 9). - Suas orações serão respondidas.
        “A tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia” (v. 10) - A iluminação será total, claridade plena.
       “O Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos” (v. 11) - O Senhor será o Teu guia e não haverá falta de nada.
         “Os teus reconstruirão as ruínas antigas... serás chamado reparador de brechas” (v. 12) - Enfim a reconstrução acontecerá.

          Aplicação Prática para Hoje

            ​A luz não é fabricada, é refletida: Não geramos luz por esforços rituais isolados, mas refletimos a luz de Deus quando praticamos a justiça e a misericórdia.
​            O remédio para a escuridão interior: Muitas vezes buscamos a luz de Deus para nossas vidas mantendo o foco em nós mesmos. Isaías 58 ensina que a cura para a nossa própria alma muitas vezes começa quando nos voltamos para suprir a dor do outro.
​            Seja um "Reparador de Brechas": O cristão é chamado para ser o canal através do qual a luz de Cristo penetra as estruturas quebradas da sociedade — trazendo restauração familiar, social e espiritual.

          Oração:
          Senhor meu Deus. Hoje te peço perdão por todas as vezes que usei de religiosidade pensando estar certa, mas na verdade estava longe do Teu coração quando ignorava a dor e sofrimento de meus irmãos. Que a partir de hoje eu reflita a Tua luz através de atos de justiça e misericórdia. Eu sei que eu não sou o foco e que a cura sobre a minha vida brotará quando eu cumprir a Tua vontade em favor de outros. Que eu seja um canal ao qual a Tua luz venha restaurar vidas e todas as áreas da nossas vidas que estão em trevas. Em nome de Jesus eu oro. Amém! 


"O AMOR"



-Tema: João 13.1-11

-Introdução: 
 Jesus como pessoa Divina manifestou o amor em todos os seus atos e palavras, por que “Deus é amor” (I João 4.8). Lembro-me de uma série de cartões com um casal desenhado e com frases dizendo: ‘amar é..’. Contudo eram frase vazias e sem sentido. Hoje sei que o amor é Deus e que só é possível amar através de Deus. Amar é ter Jesus no coração.
Hoje fala-se muito de amor em histórias, filmes, novelas e canções românticas, mas um amor carnal e interesseiro, cheio de problemas que não lhe são peculiares. A bíblia diferencia as palavras para o Amor de Deus como ÁGAPE, um Amor caridoso, que sacrifica seus interesses e se doa totalmente. O amor de família e amizade como FILEO, um amor que se identifica pelos laços do companheirismo. E o amor de homem para mulher como ÉROS, o amor erótico e sexual.
Em qualquer destes sentidos de amor, percebe-se que para as pessoas o amor é um conto que tem início, meio e fim. Mas a Bíblia diz que Jesus “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim” (João 13.1). O Amor que vem de Deus não tem fim, é INFINITO, capaz de amar até as últimas conseqüências.

de
Elisangela Pires Reis


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