sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Tiago 3



          Tiago 3 lida com a nossa anatomia espiritual, dividindo-se nitidamente em dois grandes temas: o poder devastador das palavras (vs 1 a 12) e a verdadeira sabedoria (vs 13 a 18).

          Parte 1: O Domínio da Língua (Tiago 3. 1 a 12)
          Tiago começa com uma advertência severa aos líderes e professores ("mestres"), pois quem comunica a verdade carrega maior responsabilidade. A partir daí, ele expande o tema: a língua é um membro pequeno, mas com poder de direção e destruição desproporcionais.
       
          1. O Poder de Direção:
          O Freio (v. 3): Um pequeno pedaço de metal na boca de um cavalo controla um animal forte e veloz.
          O Leme (v. 4): Uma peça minúscula na popa guia navios gigantescos em meio a ventos fortes.
          A Lição: Quem controla a língua consegue dominar o corpo inteiro. Nossas palavras determinam a direção da nossa vida e o destino dos nossos relacionamentos.

          2. O Poder de Destruição:
          O Fogo (v. 5 e 6): Uma fagulha boba incendeia uma floresta inteira. Tiago diz que a língua pode inflamar o curso da nossa existência, alimentada por um fogo que vem do próprio inferno.
          O Veneno (v. 7 e 8): A humanidade consegue domar leões, aves e serpentes, mas nenhum homem consegue domar a própria língua por forças humanas. Ela é descrita como um mal incontido, cheia de veneno mortal.
          A Lição: Uma fofoca, uma mentira ou uma palavra de ira dita em segundos pode destruir casamentos, reputações e igrejas construídas ao longo de anos.

          3. A Incoerência da Duplicidade:
          A Fonte e a Figueira (v. 9 a 12): Com a mesma boca bendizemos ao Senhor e amaldiçoamos pessoas feitas à semelhança de Deus. Tiago adverte que uma fonte não pode jorrar água doce e água salgada ao mesmo tempo, nem uma figueira dar azeitonas.
          A Lição: A boca é o termômetro do coração. A incoerência na nossa fala revela um coração que ainda precisa de regeneração e cura.

          Parte 2: Os Dois Tipos de Sabedoria (Tiago 3. 13 a 18)
           Muitas vezes achamos que falar bem ou ter muito conhecimento é sinal de maturidade. Tiago desconstrói isso mostrando que a verdadeira sabedoria não é medida pelas palavras intelectuais, mas pelas atitudes mansas.
          Ele estabelece um contraste claro na tabela abaixo:
          A sabedoria terrena, animal e demoníaca (v. 14 a 16) a sua origem vem do mundo, do ego ("animal") e do inimigo. Sua motivação é inveja amargurada e sentimento faccioso (egoísmo). Suas evidências são orgulho, mentira contra a verdade e  vanglória. Seus frutos são confusão, caos e toda espécie de coisas ruins.        
          A sabedoria que vem do Alto (v. 17 a 18) tem a sua origem em Deus, e está focada no céu. Sua motivação é Pura de intenções e amor ao próximo.  Sua motivação é pacífica, moderada, tratável (aberta à razão). Seus frutos são cheios de misericórdia, são bons frutos, sem hipocrisia. São frutos de Justiça (v. 18):
    "Ora, o fruto da justiça semeia-se na paz, para os que exercitam a paz." A paz não é apenas a ausência de conflitos, mas a presença ativa da justiça de Deus nas relações humanas.
 
          Se quisermos aplicar Tiago 3 hoje, precisamos passar por três filtros diários:
          1. O Teste do Silêncio: Antes de falar ou enviar uma mensagem, pergunte-se: Isso é verdade? É edificante? É necessário? Se falhar em um desses critérios, o silêncio é a escolha da sabedoria.
          2. O Diagnóstico do Coração: Quando falharmos com nossas palavras, não adianta culpar o "estresse" ou o momento. Precisamos pedir a Deus que limpe a fonte (o coração), pois "a boca só fala do que ele está cheio." (Mateus 12:34).
          3. A Escolha da Mansidão: A sabedoria de Deus nunca se impõe pelo grito, pelo deboche ou pela humilhação do outro. Quem é verdadeiramente sábio demonstra isso na mansidão do seu procedimento diário.


* "JESUS É TUDO!"

Pensava no futuro tão incerto
E fui tomado de tanta inquietude,
Não percebi Jesus de mim tão perto,
Que cumpre o que promete e não ilude.

Sim, pelo Deus fiel eu fui chamado
Á comunhão do Filho Jesus Cristo.
Não há porque ficar amedrontado,
Do seu amor e graça me revisto.

Não me perturbam os acontecimentos;
Só quero estar com Cristo sempre unido,
Armado de um solene pensamento:

Deus sempre cumpre o que tem prometido!
E nas promessas Dele um só conteúdo:
Jesus! E tendo a Cristo eu tenho tudo!

Gilberto Celeti


* "Sementes para reflexão."


A professora pediu aos alunos que fizessem uma redação falando sobre Deus e o diabo.
Quando a professora foi examiná-las,
uma lhe chamou a atenção. 
Um aluno escreveu sobre DEUS
 e na última linha terminou a redação dizendo: 
"NÃO HOUVE ESPAÇO para o diabo!".
Façamos assim na nossa vida, 
na nossa família 
e em todas as nossas atividades:
 Não demos espaço para o diabo!
Lembre sempre do texto de 

Efésios 4.27:
 "...nem deis lugar ao diabo"!





"Quatro Inimigos de Cristãos Adolescentes e Jovens"


          Nos cremos que adolescentes e jovens podem viver em santidade e cumprir a missão bíblica de todo crente. Como luz do mundo eles devem ser líderes, guiando outros através da evangelização. Por isso estamos edificando uma nova geração de líderes para a Igreja Brasileira. 
          Queremos que os crentes mais jovens estejam preparados para continuar a obra missionária, mas, para isso enfrentamos quatro terríveis inimigos que estão afastando os adolescentes e jovens do plano de Deus para eles: a infantilização, a a ignorância, o mundanismo e a inibição.


          Como luz do mundo, adolescentes e jovens devem ser líderes, guiando outros através da evangelização. Infelizmente muitos não acreditam nisso, eles foram convencidos de que não podem ser líderes e agem como crianças, limitando-se a brincar de serem crentes. 
          A infantilização é um dos quatro inimigos da santidade e missão dos crentes mais jovens e os impede de cumprir a vontade de Deus e assumir sua posição no Reino. Jeremias era vítima desse inimigo quando Deus o chamou, mas o Senhor lhe disse que não usasse sua pouca idade como desculpa para não fazer a vontade de Deus: 


“A todos a quem eu o enviar você irá
e dirá tudo o que eu lhe ordenar.”
 Jeremias 1:7.


          A igreja precisa dos dons e talentos de adolescentes e jovens para impulsionar a evangelização do mundo todo. Infelizmente há quatro poderosos inimigos impedindo que eles cumpram a vontade de Deus. Um desses inimigos é a ignorância. 
          Muitos dos crentes mais jovens, seus pais e até os líderes adultos ignoram o potencial que eles têm e como Deus lhes deu dons específicos dos quais a Igreja precisa e que só existem nessa idade. Maria, que teria ao redor de quinze anos quando foi chamada para ser a mãe de Jesus, desconhecia como Deus poderia usar sua vida em um plano tão grandioso. Mas ela perguntou e ouviu a resposta de Deus. Sabendo que para Deus nada é impossível, a adolescente Maria disse: 


“Sou serva do Senhor; 
que aconteça comigo conforme a tua palavra”
 Lucas 1:38.


          Outro grande inimigo que luta para impedir que adolescentes e jovens cristãos se santifiquem e cumpram a missão bíblica de todo crente é o mundanismo. Eles ficam encantados com esse mundo, com a moda, a tecnologia, a sensualidade, as amizades e se recusam a assumir as responsabilidades e receber o poder que Deus quer lhes dar para cumprirem o ministério. 
          Esse inimigo também tentou impedir que o adolescente Daniel assumisse sua posição. Ele apresentou a vida mundana na corte real até como uma necessidade, e acenou com grandes possibilidades, mas Daniel decidiu não se contaminar. Por isso Deus o colocou em uma posição de liderança: 

“O rei conversou com eles,
 e não encontrou ninguém comparável a Daniel... 
de modo que eles passaram a servir o rei.” 
Daniel 1:19.


          Em nossa luta para edificar uma nova geração de líderes para a Igreja Brasileira, encontramos muitos adolescentes e jovens que poderiam ser luz do mundo e influenciar muitos outros pela evangelização, mas são inibidos, tolhidos, impedidos de usarem o potencial que Deus lhes deu.
          Às vezes a inibição vem na pressão para fazer uma carreira secular que dê muito dinheiro. Outras vezes vem no desencorajamento de quem não percebe como a Igreja precisa dos dons específicos que Deus deu aos mais jovens. Ester sofreu essa inibição. Ela teria em torno de 15 anos e se casara recentemente. Seu povo estava ameaçado e Deus queria usá-la, mas muitas coisas a desencorajavam. Então um seu parente lhe disse:

“Quem sabe se não foi para um momento como este 
que você chegou à posição de rainha?"
 Ester 4:14.



* Jeremias 48: 10


de Brother Bíblia Arte


* "Somos todos Chapecoenses"


Nesta semana todos nós vivemos uma tragédia. 
Direta ou indiretamente, 
todos fomos atingidos.
 Mas há algo além da dor que a tragédia deixou em nós:
 a Chapecoense nos passa um legado. 


Tiago 4



          Tiago escreve com o coração de um pastor, mas com a firmeza de um profeta, diagnosticando as causas dos conflitos humanos e apontando o caminho para uma vida de verdadeira submissão a Deus. 

          ​1. A Raiz dos Conflitos e das Guerras (Tiago 4. 1 a3)
​         Tiago começa o capítulo com uma pergunta retórica direta: "De onde vêm as guerras e contendas que há entre vós?". A resposta dele muda o nosso foco do exterior para o interior.
​         Os conflitos externos (nas famílias, igrejas e relacionamentos) são apenas sintomas de uma guerra interna. A causa real são os prazeres (ou paixões) que guerreiam na nossa mente.
​          Tiago descreve um ciclo destrutivo, um ciclo de frustração: cobiçar, invejar, lutar e não conseguir.
          Ele explica por que muitas orações não são respondidas: "Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres". Nossas orações são egoístas. A oração deixa de ser um alinhamento com a vontade de Deus e passa a ser uma tentativa de usar Deus como um servo dos nossos caprichos.

          ​2. A Amizade com o Mundo vs. A Graça de Deus (Tiago 4. 4 a 10)
​          Aqui, o tom de Tiago se eleva. Ele usa o termo "adúlteros" para lembrar que o relacionamento do povo com Deus é um pacto de fidelidade espiritual.
​          Os reinos se chocam entre o Amar o "sistema do mundo" (seus valores de egoísmo, soberba e autossuficiência) significa colocar-se como inimigo de Deus.
          Mas ​a boa notícia é que diante da gravidade do nosso pecado, Tiago apresenta o maior consolo: "Antes, dá maior graça". Deus não nos abandona ao nosso egoísmo; Ele oferece graça para nos transformar, pois "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes".
​          O Caminho da Restauração
          Os 5 passos ​para sair da condição de orgulho e experimentar essa graça, Tiago estabelece uma sequência de atitudes práticas no versículo 7 ao 10:
          ​Sujeitai-vos a Deus: Render a soberania da sua vida a Ele.
          ​Resisti ao diabo: O mal perde força quando encontra uma vida firmada na verdade (e ele fugirá de vós).
          ​Chegai-vos a Deus: A resistência ao mal deve ser acompanhada pela busca intencional pela presença do Criador.
          ​Purificai as mãos e o coração: Uma chamada ao arrependimento prático (ações e intenções).
          ​Humilhai-vos perante o Senhor: Reconhecer nossa total dependência Dele, sabendo que é Ele quem nos exaltará no tempo certo.

          ​3. O Perigo de Julgar o Irmão (Tiago 4:11-12)
          ​Tiago faz uma pausa para tratar de um pecado muito comum que nasce do orgulho: a difamação e o julgamento alheio. ​"Irmãos, não faleis mal uns dos outros."
          ​Quando julgamos ou criticamos um irmão de forma maliciosa, estamos nos colocando acima da própria Lei de Deus (que nos manda amar o próximo). Tiago nos lembra de que existe apenas um único Legislador e Juiz capaz de salvar e destruir. Portanto, quem somos nós para julgar o próximo?

          ​4. A Ilusão da Autossuficiência e o Amanhã (Tiago 4:13-17)
          ​O capítulo termina confrontando o nosso desejo de controle e o planejamento de vida que exclui a soberania de Deus.
          ​A arrogância dos planos humanos: Tiago cita o exemplo dos comerciantes que dizem: "Hoje ou amanhã iremos a tal cidade, lá passaremos um ano, negociaremos e ganharemos dinheiro". O erro aqui não é planejar ou trabalhar, mas fazer isso como se fôssemos donos do tempo.
          ​A metáfora da neblina: O texto nos lembra de uma verdade dura, mas libertadora: "O que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco de tempo e logo se dissipa".
​          A postura correta: Em vez de presunção, nossa linguagem e mentalidade deveriam ser: "Se o Senhor quiser, viveremos e faremos isto ou aquilo".
          ​O capítulo encerra com uma definição crucial sobre o pecado de omissão: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (v. 17). O pecado não é apenas fazer o que é errado, mas também falhar intencionalmente em fazer o que é certo.
​          ​Tiago 4 nos convida a fazer uma radiografia da nossa alma:
          Meus conflitos diários nascem de desejos egoístas não realizados?
          ​Tenho buscado mais a aprovação do mundo ou a intimidade com Deus?
          ​Meus planos futuros submetem-se à soberania de Deus ou são frutos da minha própria prepotência?

* "Uso Adequado do Conhecimento"

"Amei!!! Deus é lindo e esse Ministério é demais!!!" 
de Ministério Infantil Cascavel

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