"E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade amada; e de Deus desceu fogo, do céu, e os devorou. E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre. E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, pequenos e grandes, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo." Apocalipse 20. 7 a 15
Um texto solene e definitivo de toda a Bíblia e descreve o fim definitivo do mal, a derrota de Satanás e o Grande Trono Branco, o julgamento final da humanidade, mas também nos traz uma profunda mensagem de esperança e segurança em Cristo.
O Dia em que a justiça triunfará nos revela que a última palavra pertence a Deus. Às vezes, olhando para o cenário atual do mundo, temos a falsa impressão de que o mal está vencendo. A injustiça floresce, a verdade é distorcida e o caos parece governar. No entanto, o texto de Apocalipse 20 nos lembra de uma verdade reconfortante: o mal tem um prazo de validade.
O texto descreve dois momentos cruciais.
Primeiro: a insurreição final de Satanás (v. 7 a 10), que termina não com uma batalha equilibrada, mas com uma intervenção divina imediata e devastadora. O inimigo não é o oposto equivalente de Deus; ele é apenas uma criatura limitada cujo destino final é o lago de fogo.
Segundo: o Grande Trono Branco (v. 11 a 15), diante da pureza absoluta daquele que está assentado no trono, os próprios céus e a terra parecem se dissipar. Não haverá máscaras, desculpas ou privilégios humanos. Todos — grandes e pequenos — comparecerão ali.
O que determina o destino final de alguém nesse julgamento? O texto fala de dois tipos de livros:
1. Os Livros das Obras: Onde cada detalhe, palavra e pensamento humano estão registrados. Diante desse padrão de justiça perfeita, ninguém consegue se salvar por mérito próprio.
2. O Livro da Vida: Onde estão os nomes daqueles que foram lavados pelo sangue do Cordeiro.
Para quem está em Cristo, esse texto não é motivo de pavor, mas de profunda gratidão. A justiça perfeita exige que o mal seja punido, e a nossa punição já foi paga na cruz. Nossa maior prioridade hoje deve ser viver de modo digno desse chamado e anunciar essa salvação enquanto há tempo.
O destino final do inimigo foi profetizado desde o início da Bíblia e selado na cruz:
Gênesis 3. 15 Nos mostra a primeira profecia da Bíblia (Protoevangelho), garantindo que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente.
Em Romanos 16. 20 Paulo conforta a igreja afirmando que em breve o Deus de paz esmagará a Satanás debaixo dos pés dos crentes.
Em Mateus 25. 41 Jesus afirma explicitamente que o fogo eterno foi preparado originalmente para o diabo e seus anjos.
A certeza de que toda a humanidade prestará contas a Deus é um tema recorrente na teologia bíblica.
Em Eclesiastes 12. 14 Salomão conclui que Deus trará a julgamento todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas ou más.
2 Coríntios 5. 10 lembra aos crentes que todos compareceremos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que fez por meio do corpo.
Daniel 7. 9 e 10 nos dá uma visão profética idêntica do Antigo Testamento: o Ancião de Dias se assenta, o tribunal se abre e os livros são abertos.
O registro divino daqueles que pertencem ao Senhor por meio da fé:
Em Êxodo 32. 32 e 33 Moisés já tinha consciência desse registro divino ao interceder pelo povo e pedir para ser riscado do "livro que escreveste" se Deus não os perdoasse.
Em Lucas 10. 20 Jesus diz aos discípulos que o maior motivo de alegria deles não deveria ser o poder sobre os demônios, mas sim o fato de seus nomes estarem escritos nos céus.
Em Filipenses 4. 3 Paulo faz menção direta aos seus cooperadores, afirmando que os nomes deles estão no Livro da Vida.
Por isso:
Descanse na Justiça Divina: Pare de carregar o peso de tentar fazer justiça com as próprias mãos ou de se desesperar com a impunidade do mundo. Deus julgará perfeitamente.
Examine suas prioridades: Se tudo neste mundo passará diante do Trono Branco, o que você tem construído que realmente possui valor eterno?
Oração:
Senhor Deus, quão solene e majestosa é a Tua justiça. Obrigado porque o mal não dará a última palavra na história, mas sim o Senhor. Conforta o meu coração nos dias difíceis com a certeza de que o Teu trono permanece inabalável. Livra-me da autoconfiança e me faz depender unicamente da Tua graça. Que o meu nome esteja firme no Livro da Vida e que eu tenha paixão por falar do Teu amor aos que ainda estão perdidos. Em nome de Jesus, Amém.
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