quarta-feira, 4 de março de 2026

Filipenses 2. 1 a 11

 

          "Portanto, 

se há algum conforto em Cristo, 

se alguma consolação de amor, 

se alguma comunhão no Espírito, 

se alguns entranháveis afetos e compaixões,

completai o meu gozo,

 para que sintais o mesmo, 

tendo o mesmo amor, 

o mesmo ânimo, 

sentindo uma mesma coisa.

 Nada façais por contenda ou por vanglória,

 mas por humildade; 

cada um considere os outros superiores a si mesmo.

 Não atente cada um para o que é propriamente seu,

 mas cada qual também para o que é dos outros. 

 De sorte que haja em vós 

o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 

Que, 

sendo em forma de Deus,

 não teve por usurpação ser igual a Deus,

mas fez a si mesmo de nenhuma reputação, 

tomando a forma de servo, 

fazendo-se semelhante aos homens;

e,

 achado na forma de homem,

 humilhou-se a si mesmo,

 sendo obediente até à morte, 

e morte de cruz. 

Por isso,

 também Deus o exaltou soberanamente,

 e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; 

Para que ao nome de Jesus 

se dobre todo o joelho dos que estão nos céus,

 e na terra,

 e debaixo da terra,

e toda a língua confesse

 que Jesus Cristo é o Senhor,

 para glória de Deus Pai." 

Filipenses 2. 1 a 11 

          Temos aqui um dos pilares da fé cristã, trazendo o que muitos teólogos chamam de Kenosis — (do grego κένωσις, "esvaziamento") é um termo teológico cristão que descreve o autoesvaziamento voluntário de Jesus Cristo, ao renunciar à sua glória divina e assumir a condição humana, incluindo a morte na cruz. Baseado em Filipenses 2:7, representa o abaixamento de Deus para servir à humanidade, sem perder a identidade. 

          Aqui o caminho para baixo é o caminho para cima através de uma atitude do coração (vv. 1-4). Paulo começa apelando para a nossa experiência com Deus. Se recebemos consolo e amor de Cristo, isso deve transbordar em nossos relacionamentos.

          * O desafio é: Nada de "vanglória" ou egoísmo. No Reino de Deus, a competição dá lugar à consideração.

          * A prática deve ser: Considerar os outros "superiores a si mesmo" não significa ter baixa autoestima, mas sim ter uma autoestima tão bem resolvida em Deus que você não precisa mais lutar por atenção ou direitos.

          O Mestre nos dá o exemplo (vv. 5-8) Aqui está: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus". Jesus tinha tudo (forma de Deus), mas abriu mão de tudo. Ele não usou Seus privilégios para benefício próprio. Ele se "esvaziou". Ele trocou a coroa por uma toalha de servo ( João 13. 1 a 15 ) e, finalmente, por uma cruz de criminoso ( Lucas 23. 32 a 42 ) . Ele não apenas desceu à humanidade; Ele desceu ao lugar mais baixo dela.

          Mas o Pai responde diferente (vv. 9-11). A lógica do mundo diz: "Suba, domine, apareça". A lógica do Reino diz: "Humilhe-se". O resultado da obediência de Jesus não foi o esquecimento, mas a exaltação soberana. Deus Lhe deu o nome que está sobre todo nome. O reconhecimento que Jesus recebeu não veio de Sua própria autopromoção, mas da mão do Pai.

          "Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens." (Filipenses 4:5)

           Reflita:

           * Onde estou sendo egoísta? Existe alguma área da minha vida (trabalho, família, igreja) onde estou mais preocupado em "estar certo" ou "ser honrado" do que em servir?

           * O que eu preciso "soltar" , do que eu preciso me esvaziar hoje para me parecer mais com Jesus? Pode ser o controle, o orgulho ou a necessidade de ter a última palavra.

          Oração

          "Senhor, tira de mim a necessidade de ser o centro. Dá-me a mente de Cristo para que eu veja as pessoas ao meu redor com compaixão e humildade. Que eu não busque minha própria glória, mas que minha vida aponte para o Nome que está sobre todo nome, Jesus, meu maior e melhor exemplo. Amém."

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