“Respondeu-lhe Simão Pedro:
Tu és o Cristo,
o Filho do Deus vivo.”
Mateus 16:16
Pedro (gr. PetroV, Pétros, aram. Kéfa ou Céfa, “pedra” ou “rocha”), cujo nome original era o hebraico Shim”on, que aparece na sua forma grecizada Sumewn, Symeon apenas em
At 15:14 e 2 Pd 1:1. Em outras passagens aparece como o nome grego Simwn, Simon, em
Mt 10:2, 17:25; Mc 1:16, etc.
Comumente é chamado pelo sobrenome grego PetroV, Pétros, nome masculino formado do substantivo feminino petra, “rocha”; originalmente o aramaico Kéfa, usado na forma grecizada KhfaV, Kefas, em
Jo 1:42; 1 Co 1:1 e tantas outras passagens em algumas epístolas paulinas.
Filho de IwannhV, Ioannes,
João (Jo 1:42, Contemporânea) ou Iwna, Iona, Jonas
(Jo 21:15-17, Rev. e Corr.;
Mt 16:17, onde é chamado por Jesus de Simão Barjonas (gr. Simwn Bariwna, Simon Bariona), ou seja, filho de Jonas.)
Era originário de Betsaida da Galiléia
(Jo 1:40-42), cidade de seu irmão André e de Filipe
(Jo 1:44), sendo ambos irmãos pescadores
(Mc 1:16). Em
Mt 8:5,14 encontramo-lo residindo em Capernaum, cuja sogra fora curada por Jesus. Um dos primeiros discípulos vocacionados, foi levado a Jesus por seu irmão André
(Jo 1:41), que lhe diz:
“Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo)”.
Seu chamado está estreitamente ligado ao de Tiago e João, no relato de Mateus. Ali o escritor relata que se deu logo ao início do ministério de Jesus, após seu batismo e tentação, quando estava
“…andando junto ao mar da Galileia…” quando “…viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no.” (Mt 4:18,19).
Nas listas dos doze encontra-se em primeiro lugar
(Mt 10:2; Mc 3:16; Lc 6:14; At 1:13).Andou por sobre o mar
(Mt 14:29); confessa que Jesus é o Cristo, por revelação divina
(Mt 16:16; Jo 6:68); reprova a Jesus, opondo-se ao anúncio da paixão, sendo asperamente repreendido por Jesus
(Mt 16:22,23); presencia a ressurreição da filha de Jairo
(Lc 8:51), a transfiguração
(Mt 17:1), e a agonia de Jesus
(Mt 26:37), na companhia de Tiago e João, que, com este último é enviado por Jesus para preparar a Páscoa
(Lc 22:8).
Fisga o peixe com a moeda na boca, com a qual Jesus pagou o imposto do templo, para ambos
(Mt 17:24-27); pergunta a respeito do perdão
(Mt 18:21) e da recompensa pela renúncia a todas as coisas
(Mt 19:27); promete lealdade e é advertido
(Mt 26:33-35); sendo repreendido veladamente por não vigiar no Getsêmani
(Mt 26:40); questiona a respeito da figueira
(Mc 11:21) e dos sinais da segunda vinda, com Tiago, João e André
(Mc 13:3); tem seus pés lavados por Jesus
(Jo 13:6-10); inquire acerca do traidor
(Jo 13:24); na prisão de Jesus, no jardim, agride a Malco, decepando-lhe a orelha
(Jo 18:10-11).
"Não te negarei, te seguirei até o fim.
Nunca voltarei atrás, serei fiel…
Mesmo que todos queiram fugir,
Ou se arrependam de te seguir,
Jesus, meu Mestre, eu jamais te deixarei!
“Ai, amado meu, como a peneira escolhe o grão
Assim o mal te escolheu
e o Inimigo cobiçou teu coração
Mas orei por ti, roguei ao Pai,
intercedi a teu favor
Pra que tua fé não fosse em vão
valesse em tempo de aflição
E suportasse a provação
roguei por ti, roguei por ti, roguei por ti…"
(Guilherme Kerr Neto)
A ressurreição é anunciada “…aos discípulos” e enfaticamente “…a Pedro”
(Mc 16:7) de modo consolador, por ter tão veementemente negado ao Senhor
(Mc 14:68). Com João, sendo precedido por este, examina o túmulo vazio, onde se encontrava o Senhor
(Jo 20:6); que ressuscitado, lhe aparece
(1 Co 15:5).
Assiste a ascensão
(At 1:15); prega no Pentecostes
(At 2:14), cura o coxo
(At 3:7); sendo ameaçado pelo sinédrio
(At 4:17); repreende a Ananias e Safira
(At 5:3); é liberto do cárcere por um anjo
(At 5:19); foi enviado a Samaria junto com João para conferirem o Espírito aos discípulos
(At 8:14).
Rejeita a proposta de Simão, o mago
(At 8:20-24); cura Enéas, paralítico
(At 9:34); ressuscita Dorcas
(At 9:40); visita Cornélio, quando tem a visão do lençol
(At 10); defende-se em Jerusalém
(At 11:5), é preso por Herodes
(At 12:4) sendo liberto por um anjo
(At 12:9) e comparece perante o concílio de Jerusalém
(At 15:7).
Considerado como uma coluna na Igreja primitiva
(Gl 2:9) é resistido por Paulo
(Gl 2:11); vai para Babilônia, onde trabalha
(1 Pe 5:13). Possivelmente tenha sido perseguido e martirizado ao mesmo tempo em que Paulo, durante as perseguições de Nero.
A tradição afirma que não se julgava digno de ser crucificado como seu Senhor, e ao seu próprio pedido, fora crucificado ponta-a-cabeça. Esta tradição é geralmente atribuída a Orígenes. Escreveu duas epístolas.
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