quinta-feira, 20 de abril de 2017

* "Plante O Bem!!!"

        Nenhum texto alternativo automático disponível.  

          Depende de você os resultados da colheita:
          - Se plantar amor, vai colher bondade;
          - Se plantar generosidade, vai colher prosperidade;
          - Se plantar lealdade, vai colher amizade verdadeira;
          - Se plantar verdade, vai colher liberdade;
          - Se plantar paz, vai colher bonança.

          Se escolhermos plantar as sementes do mal a colheita será tempestuosa. Se insistirmos, o fim será trágico.
          - Se plantar ódio, vai colher angustia;
          - Se plantar maldade, vai colher inimizade;
          - Se plantar mentira, vai colher vergonha;
          - Se plantar traição, vai colher desprezo;
          - Se plantar corrupção, vai colher prisão (principalmente a espiritual);
          - Se plantar guerra, vai colher cadáveres.

          Portanto, na hora de decidir faça a opção pela semente do bem.
          Nunca esqueça que tudo aquilo que o homem plantar, com certeza colherá!

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#Receba #


          A Palavra de Deus para o seu futuro é ESPERANÇA;
          Os planos de Deus para o seu Amanhã SÃO DE PAZ;
          Se você decidir viver o que Deus tem preparado será BOM, PERFEITO E AGRADÁVEL;
          Ao assistir jornais e acompanhar os problemas que estão acontecendo no mundo, ao ouvir o pessimismo de pessoas próximas, fatalmente somos contagiados pelo medo.
          Medo do amanhã, medo do futuro, medo dos seus sonhos não se realizarem, medo das portas não se abrirem, medo de terminar a vida sozinho(a), medo de nada dar certo e tantos outros medos...
          Mas a Palavra de Deus para a sua vida é NÃO TEMAS!!!
          Deus permanece sendo Deus e Ele não perdeu o seu poder, e muito menos o controle da sua vida.
          Ainda que seja de economia arrochada para o Brasil, NADA FALTARÁ aos que buscam ao Senhor;
          Ainda que a política continue corrupta, DEUS PERMANECE FIEL as suas promessas;
          Ainda que a cada dia que passe um homem de verdade e uma mulher de valor estejam cada vez mais raros O QUE É SEU ESTÁ GUARDADO e Quem sabe breve Deus te apresenta;
          Ainda que tudo pareça estar dando errado, em um abrir e fechar de olhos Deus dá uma VIRADA NA SUA VIDA e tudo dá certo.
          Encha o seu coração de uma santa expectativa sobre tudo que Deus fará...
          Pois Ele é o único que NUNCA nos decepciona, mas sempre nos SURPREENDE indo além dos nossos sonhos.
          Descanse o seu coração, aquiete a sua alma e ouça o Espírito Santo cantando para você a canção que diz:

🎶Mas Eu sei que quando eu pensar em desistir, 
você estará ao meu lado,
 me segurando
 e me assegurando de que tudo vai ficar bem,
 TUDO VAI FICAR BEM...🎶


🎶

          Algum plano deu errado pra você???
          Não se preocupe Deus tem planos muito maiores e melhores para você...
          Que Deus em Cristo vos abençoe!!! 

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"É Natal!!!"



          Não esqueçam o Verdadeiro sentido da Vida e não apenas de uma data: #JESUS
          Porque Ele desceu da Glória, se vestiu de gente e subiu à Cruz; hoje podemos dizer: EU SOU SALVO EM CRISTO! Sobre Mim resplandeceu a LUZ!!!

 " O Povo que andava em trevas viu uma grande luz 
e sobre todos que habitavam na região da sombra da morte 
resplandeceu a Luz!" 
Isaías 9:2

          Ele é o Rei dos reis, Senhor dos senhores, Príncipe da paz, Deus forte, Emanuel e reinará por todo o sempre!


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* "Um alerta para nós pais!!"

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          A sociedade diz que a culpa de tantos jovens rebeldes e perdidos é das drogas, ou dos filmes, ou das amizades, e de outras más influências, não é mesmo? Até nós mesmas pensamos assim!
          Mas infelizmente, a pior influência que um filho pode ter, não está nas ruas, mas sim dentro de casa! Na verdade são os próprios pais, que acabam se tornando a pior influência para os seus filhos. É em casa que acontece as maiores decepções, é em casa que acontece o abandono, é em casa que acontece as agressões tanto físicas como emocionais, é em casa que se aprende a gritar, a se irar, e outras coisas mais. É claro que tem lares que não causam traumas em suas crianças, mas infelizmente a maioria dos lares têm pais que sem perceberem acabam lançando seus filhos nas drogas, ou nas más amizades, ou na prostituição, e em outros caminhos maus.
          Nós pais é que temos que fazer a diferença na vida dos nossos filhos. As nossas palavras, ou o nosso silêncio, a nossa presença, ou a nossa ausência, o nosso exemplo bom ou mal, é que vai influenciar a vida dos nossos filhos mais do que podemos imaginar!
          Sabemos amada, que não há lar perfeito, mas nós pais podemos, com a ajuda do Senhor, fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, para transformar a nossa casa em um lar edificado em Cristo, um lar onde todos os membros, inclusive nossos filhos mais desejam estar!
          Vamos fazer a diferença, para que outras famílias venham se espelhar em nós e nos nossos filhos. E principalmente que os nossos filhos venham se tornar jovens e adultos saudáveis, e não venham se entregar ao pecado, e as momentâneas falsas felicidades que o mundo oferece, como as drogas e a prostituição.
          Pois se eles conhecerem a verdadeira felicidade dentro do nosso lar, nunca buscarão fora a falsa felicidade. Pense nisso!!

Mulher Virtuosa de Deus
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* #cuidandodasproximasgerações #

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          O Pai inteligente sabe valorizar o seu filho, sabe elogiá-lo na hora certa e sabe compreendê-lo nas situações difíceis. Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.

"O homem alegra-se em dar uma resposta;
 e a palavra a seu tempo, 
quão boa é!"
Provérbios 15:23


"Momento de oração!"


"Espírito Santo ore por mim.
Leve pra Deus tudo aquilo que eu preciso.
Espírito Santo use as palavras 
Que eu necessito usar, mas não consigo.
Me ajude nas minhas fraquezas.
Não sei como devo pedir
Espírito Santo vem interceder por mim.
Todas as coisas cooperam pra o bem
Daqueles que amam a ti!!
Espírito Santo vem orar por mim.
Estou clamando, estou pedindo
Só Deus sabe a dor que estou sentindo
Meu coração está ferido
Mas o meu clamor está subindo."

Quando o medo bater à sua porta...
Quando o inesperado te surpreender...
Quando você se sentir sem saída, sem forças.
Ore!
Não se preocupe com a beleza e eloquência de sua oração, pois o Espírito Santo intercederá por você. E a sua oração subirá a Deus O Todo Poderoso que ouve e responde poderosamente. Amém!
Nosso desejo é que milhares de mães conheçam os mistérios insondáveis de Deus através do Poder da Oração.
Mães unidas em oração.

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Algumas dicas para ficar reacender a chama no casamento



          Com o passar do tempo, a grande reclamação das pessoas casadas é em relação à forma como o relacionamento caiu na rotina e a insensibilidade do cônjuge em perceber o quão carentes de afeto, carinho e atenção elas se encontram.

       
  1- Chame a atenção

              Quando a pessoa se sente carente é comum que busque, até de forma inconsciente, chamar atenção do cônjuge com cobranças, lamentações e brigas. O efeito é exatamente o contrário, pois, a tendência é que ele se afasta ainda mais. Para ter a atenção do seu cônjuge, você precisa se mostrar mais interessante e agradável.

 
        2- Enriqueça o tempo juntos

              Demonstre alegria quando estão juntos, convide seu par para fazer coisas que o deixaram animado e feliz. Priorize assuntos alegres e cultive bom humor na relação, fale de amenidades e busque divertir-se com ele. Boas risadas juntos são muito estimulantes.

          3- Demonstre admiração

              Muitas pessoas querem ser admiradas, mas não costumam demonstrar admiração para com o outro. Inicie esse processo de observar o que você gosta em seu cônjuge: o caráter, a personalidade, como desempenha suas funções. Todo ser humano tem coisas negativas e positivas em suas ações; priorize o que o seu cônjuge tem de melhor.

          4- Manifeste atenção

              De que adianta observar o outro sem ser atencioso? Preste atenção no seu cônjuge; analise melhor suas ações e vontades. Demonstre que você se importa com o bem-estar dele.

          5- Provoque elogios

              Incentive os olhares e a admiração de seu cônjuge destacando alguma qualidade sua que ele goste, pode ser física ou não. E se ele não falar nada, provoque-o com um sorriso.

          6- Surpreenda

              Ter uma rotina pode ser muito bom, mas quebrá-la de vez em quando é muito melhor. Pense em algo novo ou que não façam há muito tempo, faça um convite surpreendente e inesperado.

          7- Cuide de sua autoestima

             Não se pode desejar a estima de outro, sem que primeiramente estime a si mesmo. Uma pessoa feliz, satisfeita com suas atitudes e modo de viver, é alguém apto a viver intensamente um amor.

          8- Seja autoconfiante

              Supere inseguranças, mantenha os medos e a carência sob controle, busque aperfeiçoar-se e evidencie o que há de melhor em você. Uma pessoa autoconfiante é apaixonante.

          9- Seja um bom ouvinte

              Todo mundo gosta de se sentir ouvido e reconhecido em seus sentimentos, assim, fale, exponha seus sentimentos, mas não deixe de ouvir seu cônjuge com atenção e entendimento.

          10- Faça questão da presença dele

                Não exija, mas demonstre o quanto a presença de seu cônjuge é importante ao seu lado, seja em casa ou nos lugares que frequenta. É bom que cada um tenha seus próprios compromissos, mas o melhor é quando desejam estar juntos.

          11- Desenvolva algum projeto comum

                Busque desenvolver alguma atividade em parceria com seu cônjuge, pode ser desde uma dieta, ida a academia, até planejar uma viagem ou alguma aquisição para o lar. Isso os manterá ligados.

          12- Reacenda a paixão

                Lembre-se de como se sentia quando conheceu o seu cônjuge, como era esperá-lo, como viviam o amor de vocês. Encontre fotos e comente o que sentia naqueles momentos. Pequenas atitudes são capazes de gerar momentos de grande paixão.

          Não espere que seu cônjuge venha ao encontro de seus desejos; vá você em busca deles. Tome a iniciativa e faça acontecer!


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* "OS PILARES DE UM CASAMENTO FELIZ"

       Resultado de imagem para família 

          Deus é Deus de recomeços!
          Lute pela restauração do seu lar, de sua família!

Deus instituiu o casamento e tem a receita para um casamento feliz. Ninguém se casa para ser infeliz; no entanto, muitas pessoas se casam e são infelizes no casamento. Por que? Porque não observam os preceitos divinos para a felicidade conjugal. O amor verdadeiro não busca sua própria felicidade, mas a felicidade do cônjuge. O amor não é egocentralizado, masaoutrocentralizado. Elogiar o cônjuge tem um efeito mais positivo do que criticá-lo. Agir com doçura é melhor do que agir com grosseria. Ser romântico é melhor do que ser casca grossa. Ser fiel é melhor do que viver flertando com a infidelidade. Viver em santidade produz felicidade; mas andar no reduto do pecado traz desgosto para a alma.
Hernandes Dias Lopes




* Acredite, pela fé, que...

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• Deus está no controle de tudo,
• Deus sabe o que está fazendo,
• Deus tem um plano e um propósito,
• Deus sabe o que é melhor e
• Deus cuidará de tudo...

#OsPlanosDeDeusSãoMelhoresQueOsSeus
#EleSabeOQueÉMelhorPraNós

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* Para Colorir
















* "Só Deus!!!"

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* "A história de Martinho Lutero"

 Animação em Playmobil



* "A baleia azul e a triste realidade de filhos órfãos de pais vivos"

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          *Em primeiro lugar vale a pena ressaltar que eu não estou generalizando o fato de que todo adolescente que participa do funesto desafio da "baleia azul" possui pai e mãe ausentes.*
          *Ora, baleia azul é um jogo que consiste em uma série de 50 desafios, que devem ser cumpridos diariamente e que chegam por meio de mensagens (WhatsApp, Facebook, SMS e outras redes sociais). No jogo há desde tarefas simples, como desenhar uma baleia num papel, até outras muito mais mórbidas, como cortar os lábios, furar a palma da mão ou desenhar no braço com uma lâmina uma baleia. Para culminar a desgraça, o desafio mais macabro deste maldito jogo é sempre o mesmo: suicídio.*
          *Bom, apesar de não generalizar, sou tomado pela convicção que boa parte dos adolescentes que aceitam participar do jogo da baleia azul, o fazem por se sentirem deprimidos, o que em parte se deve a ausência de pais e mães. De fato, num mundo como nosso aonde muitos pais são "workaholics" preferindo o trabalho a dedicarem tempo aos seus filhos, a possibilidade de que meninos e meninas se sintam fragilizados é significativa.*
          *Ora, quantos adolescentes que mesmo vivendo com seus pais, não recebem por parte destes atenção carinho, amor e disciplina? Eu particularmente tenho visto inúmeros adolescentes deprimidos, angustiados, sem ânimo algum pelo fato inequívoco de terem sido abandonados em vida por seus pais. Na verdade, ouso afirmar que esses meninos são órfãos de pais e mães.*
          *Diante do exposto, gostaria de oferecer aos pais de adolescentes pelo menos seis conselhos:*

         
*1- Ame seu filho e lembre-se que amor se mostra através de atitudes.*
          *2-
Dedique tempo ao seu filho. Seja presente, priorize ele, vá ao cinema, ao estádio de futebol, a um parque e gaste tempo em comunhão e relacionamento pessoal.*
          *3- Seja o melhor amigo de seu filho.*
          *4- Se perceber que ele está se isolando dos amigos, da família, com um comportamento marcado pela tristeza, tente conversar com ele e se necessário for procure ajuda profissional.*
          *5- Procure ver com quem ele está se relacionando na escola, na internet ou em outro ciclo de relacionamento qualquer.*
          *6- Ore com e por ele.🙏*

*Pense nisso,💭*🤔

~ Renato Vargens

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* "Resiliência"


O que você faz quando se depara com um grande problema?
Como você reage quando algo muito difícil acontece com você?



O Século do Espírito Santo e o Futuro da Igreja - I


          Asbury e os avivamentos do século XXI

          Após uma longa jornada pela história dos avivamentos, chegamos ao nosso tempo. Em um século XXI marcado pela secularização, pela polarização e por uma cultura digital performática, a ideia de um avivamento espiritual genuíno pode parecer anacrônica para muitos. No entanto, a história recente nos mostra que o anseio por uma visitação divina permanece inextinguível. Em fevereiro de 2023, os olhos do mundo cristão se voltaram para uma pequena universidade metodista em Kentucky, EUA, onde um culto de rotina se transformou em uma reunião de adoração e oração ininterrupta que durou mais de duas semanas, atraindo dezenas de milhares de pessoas. Este evento, conhecido como o Avivamento de Asbury, não foi um raio em céu azul, mas a repetição de um padrão já visto na mesma universidade em 1970 e em outros momentos de sua história.
Esta seção se propõe a analisar o fenômeno de Asbury como um estudo de caso para os avivamentos no século XXI, explorando seu padrão de simplicidade, arrependimento e adoração; a importância de seu caráter silencioso e não performático como uma marca de autenticidade em nossa era; e o que este e outros moveres contemporâneos nos ensinam sobre o retorno à presença de Deus como o centro da espiritualidade cristã.

          1. O padrão de Asbury (1970 e 2023): simplicidade, arrependimento e adoração

          A Universidade de Asbury, fundada na tradição do Movimento de Santidade de John Wesley, possui uma longa história de avivamentos. Um dos mais significativos ocorreu em fevereiro de 1970. Durante um culto matinal na capela, o testemunho de um estudante sobre sua vida transformada levou a um convite espontâneo para que outros compartilhassem suas experiências. O que se seguiu foi uma onda de confissão pública de pecados, reconciliação e adoração que cancelou as aulas por uma semana e se espalhou para centenas de outros campi universitários e igrejas por todo o país, tornando-se uma das principais fontes do “Jesus Movement” da década de 1970.
Cinquenta e três anos depois, em fevereiro de 2023, o padrão se repetiu com uma semelhança impressionante. Após o término de um culto regular na capela, um pequeno grupo de estudantes permaneceu para continuar adorando. Eles não foram instruídos a fazer isso; sentiram-se simplesmente atraídos a permanecer na presença de Deus. O Espírito Santo começou a se mover de forma suave e profunda. Os estudantes começaram a confessar seus pecados uns aos outros, a orar, a ler as Escrituras e a cantar. A notícia se espalhou rapidamente através das redes sociais, e em poucos dias, uma peregrinação em massa começou, com pessoas vindo de todos os Estados Unidos e de outras nações para testemunhar e participar do que estava acontecendo.
          O que marcou tanto o avivamento de 1970 quanto o de 2023 foi sua notável simplicidade. Não havia pregadores famosos, bandas de louvor profissionais ou uma programação elaborada. O centro de tudo era o altar, para onde as pessoas iam para orar, muitas vezes em lágrimas. A estrutura era mínima e radicalmente descentralizada. A liderança da universidade, com sabedoria, optou por não controlar o evento, mas por facilitar o que o Espírito Santo estava fazendo, mantendo o foco em Jesus e protegendo os estudantes. Os três pilares do mover de Asbury foram os mesmos que vimos em tantos outros avivamentos históricos:

          - Arrependimento: A marca central foi um profundo senso de convicção de pecado, que levava a um arrependimento genuíno e, por vezes, à confissão pública. Não era um arrependimento superficial, mas um quebrantamento diante da santidade de Deus, que resultava em um desejo de abandonar o pecado e viver em pureza.
          - Adoração: A música era simples, consistindo em hinos e canções de adoração contemporâneas cantadas em estilo acústico. O foco não estava na performance musical, mas na adoração sincera. O canto era um veículo para a oração e a expressão de amor a Deus, muitas vezes continuando por horas a fio.
          - Oração: A oração permeava tudo. As pessoas oravam em silêncio, em pequenos grupos, uns pelos outros no altar. Havia um senso de humildade e dependência total de Deus. O evento foi, em sua essência, uma grande reunião de oração.

          O padrão de Asbury, com sua ênfase na simplicidade, no arrependimento e na adoração centrada em Cristo, serve como um poderoso lembrete do que está no coração de um avivamento autêntico. Ele ecoa o clamor de Evan Roberts por obediência ao Espírito, o arrependimento coletivo de Pyongyang e a busca pela santidade do Avivamento da África Oriental. Em uma era de cristianismo muitas vezes complicado e centrado em celebridades, Asbury foi um retorno ao básico, uma demonstração de que Deus ainda responde ao clamor de corações humildes e contritos
(Salmo 51:17).

          2. O mover silencioso e não performático como marca da autenticidade espiritual

          Uma das características mais distintivas e proféticas do Avivamento de Asbury de 2023 foi sua natureza silenciosa e não performática. Em uma cultura, tanto secular quanto eclesiástica, dominada pela performance, pela imagem e pela autopromoção nas redes sociais, Asbury foi um contraponto radical. A ausência de um “palco” central, de uma figura de liderança carismática e de uma produção de alta tecnologia foi uma de suas maiores forças e uma marca de sua autenticidade.
          As testemunhas oculares descreveram consistentemente a atmosfera na capela não como de euforia ou histeria, mas de paz profunda, reverência e humildade. O som predominante não era o de um pregador gritando ou de uma banda de rock, mas o som de choro silencioso, de orações sussurradas e de adoração sincera. O Espírito Santo não estava se movendo de forma espetacular e explosiva, mas de forma gentil, profunda e pessoal. Este “mover silencioso” ecoa a experiência do profeta Elias, que encontrou Deus não no vento forte, no terremoto ou no fogo, mas em uma
“voz mansa e delicada” (1Reis 19:11-13). Asbury nos lembra que o poder de Deus não precisa ser barulhento para ser real.
          Este caráter não performático foi um antídoto poderoso para a cultura cristã de celebridades. Não havia “estrelas” em Asbury. Os estudantes que lideravam a adoração o faziam de forma anônima e servil. A liderança da universidade sabiamente recusou os pedidos da mídia para entrevistas e evitou que qualquer indivíduo ou grupo tentasse “tomar o controle” do que estava acontecendo. A decisão de, eventualmente, encerrar a reunião pública após mais de duas semanas foi, em parte, uma tentativa de proteger a pureza do movimento e evitar que ele fosse comercializado ou transformado em um espetáculo. Como o historiador Justo González observa, a institucionalização e a busca por controle humano são perigos constantes que ameaçam a vitalidade de qualquer movimento de avivamento.
          Em uma era de cristianismo digital, onde cultos são transmitidos ao vivo e a espiritualidade é muitas vezes curada para o Instagram e o TikTok, Asbury representou uma forma de resistência. Embora as redes sociais tenham sido o meio pelo qual a notícia se espalhou, a experiência em si era profundamente analógica e presencial. Era sobre estar presente no mesmo lugar, compartilhando um espaço sagrado, e encontrar Deus de uma forma não mediada por telas. O foco não estava em transmitir uma experiência, mas em tê-la. Isso desafia a igreja contemporânea a reavaliar sua dependência de tecnologia e produção e a redescobrir o valor da simplicidade, da presença e do encontro face a face.
          A autenticidade de Asbury foi validada não por milagres espetaculares, mas pelos frutos do Espírito: amor, alegria, paz, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Os testemunhos que emergiram foram de cura interior, de libertação de vícios, de reconciliação de relacionamentos e de um renovado amor por Jesus. Este mover silencioso e não performático serve como um critério de discernimento para a igreja do século XXI. Ele nos ensina a desconfiar de movimentos que são centrados em personalidades, que dependem de hype e marketing, e que buscam o espetacular. E nos convida a valorizar e buscar os moveres de Deus que são marcados pela humildade, pela simplicidade e por uma profunda e silenciosa transformação do coração.

          3. O retorno à presença de Deus como centro da espiritualidade cristã

          Em última análise, o legado de Asbury e de outros moveres contemporâneos semelhantes é o chamado para um retorno à presença de Deus como o centro da espiritualidade cristã. Em meio a uma infinidade de programas, estratégias, debates teológicos e atividades eclesiásticas, Asbury foi uma redescoberta radical da “única coisa necessária” que Jesus elogiou em Maria de Betânia: sentar-se aos pés de Jesus e ouvir a Sua palavra (Lucas 10:42).
O que manteve milhares de pessoas na capela de Asbury por horas e dias a fio não foi um entretenimento religioso de alta qualidade. Foi a percepção de que Deus estava ali. A presença manifesta de Deus, o mesmo “peso da glória” descrito no avivamento das Ilhas Hébridas (Aula 10), tornou-se a atração principal. As pessoas não vinham para ouvir um sermão famoso ou para ver milagres; elas vinham para estar com Jesus. Esta fome pela presença de Deus é talvez o sinal mais claro de um avivamento autêntico. Como A.W. Tozer escreveu décadas antes: “A busca de Deus é a única busca que vale a pena, e é a ocupação de toda a vida dos santos”.
          Este retorno à presença de Deus desafia a igreja contemporânea em várias frentes:

          Desafia um cristianismo pragmático e centrado em resultados: Muitas igrejas hoje operam com uma mentalidade de negócios, focadas em métricas de crescimento, estratégias de marketing e programas eficientes. Asbury nos lembra que o primeiro chamado da Igreja não é fazer coisas para Deus, mas estar com Deus. A atividade para Deus que não flui de uma intimidade com Deus é vazia e insustentável.
          Desafia um cristianismo intelectualizado e doutrinário: A teologia e a doutrina são essenciais (como veremos na próxima aula), mas elas não são um fim em si mesmas. Elas são o mapa, não o destino. O destino é o próprio Deus. Asbury nos lembra que é possível ter toda a doutrina correta e ainda assim ter um coração frio e distante de Deus. O conhecimento de Deus deve levar ao amor por Deus.
          Desafia um cristianismo politizado e ideológico: Em uma era de intensa polarização, muitas igrejas foram capturadas por agendas políticas de direita ou de esquerda. Asbury foi notavelmente apolítico. O arrependimento era pessoal, não político. A unidade era encontrada não em uma ideologia compartilhada, mas na adoração comum a Jesus. Isso não significa que a fé não tenha implicações sociais e políticas, mas nos lembra que nossa identidade primária não é como eleitores de um partido, mas como cidadãos do Reino de Deus.

          O chamado para retornar à presença de Deus é, em essência, um chamado para o primeiro amor (Apocalipse 2:4). É um chamado para deixar de lado as distrações, os ídolos e as ambições, e para buscar o próprio Deus com todo o nosso coração. Os avivamentos do século XXI, como o de Asbury, podem não ter a mesma escala ou impacto social de alguns dos grandes avivamentos do passado. Vivemos em uma era muito mais secularizada e pluralista. No entanto, seu propósito pode ser ainda mais fundamental: chamar a própria Igreja de volta ao seu centro, à sua fonte de vida. Eles são um lembrete de que, antes que a Igreja possa ter uma mensagem para o mundo, ela deve primeiro recuperar sua comunhão com Deus.

          4. Conclusão

          O Avivamento de Asbury de 2023, com seus ecos do passado e suas implicações para o futuro, oferece um poderoso estudo de caso para o que o avivamento pode ser no século XXI. Nesta seção, analisamos o padrão de Asbury, consistente em 1970 e 2023, marcado pela simplicidade, arrependimento e adoração, que serve como um modelo atemporal para a renovação espiritual.
          Exploramos a importância de seu caráter silencioso e não performático, que se destaca como uma marca de autenticidade e um contraponto profético a uma cultura obcecada pela imagem e pela performance. Asbury nos ensina a valorizar a humildade, a simplicidade e a profundidade sobre o espetáculo e o barulho.
          Finalmente, entendemos o evento como um chamado urgente para o retorno à presença de Deus como o centro da vida cristã. Em um tempo de distração e superficialidade, Asbury nos convida a redescobrir a “única coisa necessária”: a intimidade com o próprio Deus. Os avivamentos do século XXI podem ser menos sobre abalar nações e mais sobre despertar a própria Igreja para seu primeiro amor, capacitando-a a ser uma testemunha autêntica em um mundo que anseia desesperadamente por uma realidade espiritual que seja genuína, humilde e transformadora.

          O discernimento teológico do avivamento

          A história dos avivamentos é uma história de fogo. É a história do fogo do Espírito Santo caindo sobre corações e comunidades, trazendo purificação, poder e paixão. No entanto, a história também nos adverte que nem todo fogo é fogo do céu. O fogo estranho, o fogo do mero emocionalismo, da manipulação humana ou da heresia doutrinária, sempre foi um perigo à espreita. Por essa razão, uma das tarefas mais cruciais para a Igreja em qualquer época, e especialmente em tempos de renovação espiritual, é o discernimento teológico.
          O apóstolo João nos exorta:
“Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1João 4:1). Esta aula se dedica a essa tarefa vital. Exploraremos os perigos que ameaçam todo avivamento: o emocionalismo e o institucionalismo. Estabeleceremos critérios bíblicos sólidos para avaliar movimentos espirituais, com base em tudo o que aprendemos ao longo desta disciplina. E, por fim, discutiremos a importância de uma teologia carismática madura para preservar a chama do avivamento, garantindo que ela seja tanto fervorosa quanto fundamentada.

          1. Os perigos do emocionalismo e do institucionalismo

          Todo avivamento autêntico enfrenta dois perigos principais, que podem ser vistos como dois extremos opostos. De um lado, o perigo de apagar o Espírito com a aridez da ordem; do outro, o perigo de se afogar em um mar de excessos emocionais. O equilíbrio bíblico, como vimos em toda a história do avivamento, é andar na linha tênue entre o fervor e a forma, entre a liberdade e a ordem.
          O emocionalismo é a tendência de exaltar a experiência emocional como o principal, ou mesmo o único, critério de autenticidade espiritual. Em um avivamento, onde as emoções de alegria, arrependimento e temor de Deus são naturalmente intensas, o perigo é começar a buscar a experiência pela experiência. O foco se desloca de Deus para a manifestação, do doador para a dádiva. Isso pode levar a uma espiritualidade baseada em “arrepios”, onde as pessoas estão constantemente buscando a próxima experiência emocional forte. O culto se torna um show, e os líderes são pressionados a “produzir” manifestações para manter a audiência engajada.
          O emocionalismo, como o historiador David Harrell documenta em sua análise dos avivamentos de cura, pode abrir a porta para a manipulação, o charlatanismo e a heresia, onde fenômenos bizarros são atribuídos ao Espírito Santo sem nenhum discernimento bíblico. O apóstolo Paulo, embora ele mesmo um homem de profundas experiências espirituais, advertiu a igreja de Corinto contra o caos e a desordem no culto, insistindo que
“Deus não é Deus de desordem, senão de paz” e que “tudo deve ser feito com decência e ordem” (1Coríntios 14:33, 40).
          No extremo oposto está o perigo do institucionalismo. Este é o destino de muitos avivamentos que, com o passar do tempo, perdem seu fogo inicial e se tornam instituições rígidas e formais. O movimento que começou com uma experiência viva com Deus se transforma em um conjunto de doutrinas, tradições e estruturas burocráticas. A segunda e a terceira gerações herdam a “forma” do avivamento, mas não o “fogo”. A paixão é substituída pelo programa; a oração, pela administração; o risco, pela respeitabilidade. A liderança, que antes era carismática e visionária, torna-se gerencial e preocupada em manter o status quo.
          Como o teólogo Mark Noll observa em seus “Momentos Decisivos”, a institucionalização é um processo natural e até necessário para a sobrevivência de um movimento, mas ela sempre carrega o risco de sufocar o Espírito que lhe deu vida. A igreja de Éfeso, em Apocalipse 2, é o arquétipo de uma igreja que caiu no institucionalismo: ela tinha doutrina correta, trabalho árduo e perseverança, mas havia perdido seu “primeiro amor”. A história do protestantismo, como vimos, é uma sucessão de avivamentos que surgiram para desafiar o formalismo de igrejas que haviam se tornado institucionalizadas.
          O desafio para a Igreja, portanto, é navegar entre a emocionalismo e o institucionalismo. É preciso acolher a paixão sem cair na desordem, e construir estruturas sem apagar o Espírito. É uma tensão que exige constante vigilância, humildade e, acima de tudo, um profundo discernimento teológico.

          2. Critérios bíblicos para avaliar movimentos espirituais

          Diante dos perigos do excesso e do formalismo, como podemos “provar os espíritos”? A Bíblia e a história da Igreja nos fornecem critérios claros para avaliar a autenticidade de um movimento espiritual. Um avivamento genuíno, como vimos ao longo desta disciplina, sempre exibirá certas marcas distintivas. Podemos resumi-las em cinco testes principais:

          O Teste de Cristo: A quem o movimento dá glória? Um avivamento autêntico é radicalmente cristocêntrico. Ele exalta a pessoa e a obra de Jesus Cristo. O Espírito Santo, como Jesus prometeu, vem para
“glorificar a mim” (João 16:14). Se um movimento exalta uma personalidade humana, uma doutrina específica, uma manifestação espiritual ou a própria experiência acima de Cristo, ele é suspeito. Em Azusa, em Asbury, nas Hébridas, o centro de tudo era Jesus. A adoração, a pregação e o testemunho convergiam para Ele. Este é o critério fundamental.
          O Teste das Escrituras: O movimento está em conformidade com a Palavra de Deus? O Espírito Santo é o autor das Escrituras, e Ele nunca se contradirá. Um avivamento genuíno levará as pessoas a um amor e a uma fome mais profundos pela Bíblia. A pregação será centrada na Palavra, e as experiências serão interpretadas à luz da Palavra. Movimentos que desprezam a teologia, que introduzem “novas revelações” que contradizem as Escrituras, ou que baseiam sua fé primariamente em experiências subjetivas, estão em terreno perigoso. Como vimos na Reforma, o retorno às Escrituras é um pilar de toda renovação verdadeira.
          O Teste do Fruto: Quais são os resultados morais e éticos na vida das pessoas? Jesus nos deu o critério final: “Pelos seus frutos os conhecereis” (Mateus 7:20). O fruto do Espírito, não os dons do Espírito, é a evidência primária de uma vida transformada. Um avivamento genuíno produzirá arrependimento do pecado e um desejo crescente por santidade. Ele transformará o caráter das pessoas, tornando-as mais semelhantes a Cristo: mais amorosas, alegres, pacíficas, pacientes, bondosas, fiéis, mansas e com domínio próprio (Gálatas 5:22-23). Como vimos no Avivamento Galês e no da África Oriental, a transformação social e ética é uma marca indelével de uma verdadeira visitação de Deus.
          O Teste da Igreja: O movimento edifica o Corpo de Cristo? O Espírito Santo foi dado para unir e edificar a Igreja. Um avivamento autêntico promoverá o amor, a unidade e a comunhão entre os crentes. Ele levará as pessoas a se comprometerem com uma comunidade local, a servirem umas às outras e a participarem da missão da Igreja. Movimentos que promovem o individualismo, o elitismo espiritual (“nós somos os verdadeiramente espirituais”), a divisão e a rebelião contra a liderança estabelecida são suspeitos. Paulo enfatiza que os dons são dados “para o que for útil” (1Coríntios 12:7), ou seja, para o bem comum da igreja.
          O Teste da Missão: O movimento leva a um maior compromisso com a Grande Comissão? O Pentecostes original (Atos 2) foi um avivamento missionário. O batismo no Espírito Santo foi a capacitação para o testemunho (Atos 1:8). Um avivamento genuíno sempre resultará em um novo fervor evangelístico e missionário. Ele dará à igreja uma paixão pelos perdidos e uma visão para as nações. Como vimos com os Morávios, Azusa Street e a igreja coreana, a chama do avivamento sempre acende a tocha da missão. Um movimento que se volta para dentro e se contenta com suas próprias bênçãos, sem se preocupar com o mundo lá fora, está negando o propósito fundamental do Pentecostes.

          Esses cinco critérios — a centralidade de Cristo, a fidelidade às Escrituras, o fruto da santidade, a edificação da Igreja e o impulso para a missão — fornecem um quadro robusto para o discernimento teológico. Eles nos permitem avaliar qualquer movimento espiritual, não com base em preconceitos ou preferências estilísticas, mas com base em princípios bíblicos sólidos.

          3. A importância da teologia carismática madura na preservação do fogo

          Se o avivamento é o “fogo”, a teologia é o “fundamento” ou a “lareira” que contém esse fogo, permitindo que ele queime de forma segura e sustentável. Para que o fogo do avivamento seja preservado e não se apague com o institucionalismo nem se espalhe descontroladamente com o emocionalismo, é essencial o desenvolvimento de uma teologia carismática madura. Por muito tempo, o movimento pentecostal/carismático foi criticado, por vezes com razão, por sua fraqueza teológica. No entanto, nas últimas décadas, tem havido um esforço crescente para desenvolver uma reflexão teológica que seja ao mesmo tempo fiel à experiência carismática e academicamente rigorosa.
Uma teologia carismática madura possui várias características:

          É biblicamente fundamentada: Ela não baseia suas doutrinas em experiências isoladas, mas em uma exegese cuidadosa e abrangente de toda a Escritura. Ela desenvolve uma pneumatologia (doutrina do Espírito Santo) que está integrada com a cristologia, a eclesiologia e a escatologia. Teólogos como Gordon Fee e J. Rodman Williams têm sido pioneiros em fornecer uma base bíblica sólida para a teologia pentecostal.
          É historicamente informada: Ela não age como se a história da Igreja tivesse começado em Azusa Street. Ela dialoga com a grande tradição da Igreja, desde os Pais da Igreja até a Reforma e os Puritanos. Ela reconhece que o Espírito Santo tem estado ativo em toda a história da Igreja, e busca aprender com os avivamentos e os movimentos de renovação do passado, como fizemos nesta disciplina. Alister McGrath e outros teólogos históricos têm ajudado a preencher essa lacuna.
           É teologicamente equilibrada: Ela evita os extremos. Ela afirma a continuidade dos dons do Espírito sem menosprezar o fruto do Espírito. Ela valoriza a profecia e a revelação, mas as submete à autoridade final das Escrituras. Ela busca o poder de Deus, mas não negligencia a teologia da cruz e do sofrimento. Ela integra a experiência do Espírito com o compromisso com a missão integral, como vimos na teologia latino-americana.
            É pastoralmente sábia: Ela não é apenas um exercício acadêmico. Ela busca equipar os pastores e os líderes locais com as ferramentas para pastorear um rebanho carismático. Ela oferece orientação sobre como introduzir a renovação em uma igreja tradicional, como lidar com manifestações espirituais, como treinar pessoas no uso dos dons e como discernir entre o verdadeiro e o falso.

          O desenvolvimento de uma teologia carismática madura é vital para a preservação do fogo. É a teologia que ajuda a próxima geração a entender por que eles fazem o que fazem. Sem uma base teológica, a adoração pode se tornar entretenimento, a profecia pode se tornar adivinhação, e a cura pode se tornar pensamento positivo. A teologia fornece a estrutura de significado que protege a experiência de ser distorcida ou se tornar superficial. Ela constrói a “lareira” que permite que o fogo do avivamento aqueça a casa em vez de incendiá-la.
Como Peter Hocken argumenta, o futuro do movimento carismático depende de sua capacidade de se aprofundar teologicamente, de integrar a experiência do Espírito com a totalidade da fé cristã. Este é o desafio da maturidade. O fogo que caiu em Azusa, em Gales, em Asbury e em tantos outros lugares precisa agora ser guardado, nutrido e transmitido com sabedoria, discernimento e profundidade teológica.

          4. Conclusão

          O chamado para “provar os espíritos” é um chamado para a maturidade cristã. Nesta seção, navegamos pelas águas muitas vezes turbulentas do discernimento teológico. Vimos os perigos gêmeos do emocionalismo e do institucionalismo, dois extremos que ameaçam apagar ou distorcer o fogo do avivamento. O primeiro oferece calor sem luz; o segundo, luz sem calor. A fé bíblica nos chama a ter ambos.
          Para nos guiar, estabelecemos cinco critérios bíblicos essenciais para avaliar qualquer movimento espiritual: sua centralidade em Cristo, sua fidelidade às Escrituras, seu fruto de santidade, sua capacidade de edificar a Igreja e seu impulso para a missão. Esses critérios nos fornecem uma bússola confiável para navegar no complexo cenário espiritual contemporâneo.
          Finalmente, afirmamos a importância crucial de uma teologia carismática madura para a preservação do fogo. A teologia não é inimiga da experiência; é sua guardiã. Uma teologia biblicamente fundamentada, historicamente informada e pastoralmente sábia é a lareira que permite que o fogo do avivamento queime de forma brilhante, segura e duradoura. Sem discernimento teológico, o avivamento pode se degenerar em fogo estranho. Com ele, a chama do Espírito pode ser nutrida, protegida e passada para a próxima geração, garantindo que a Igreja permaneça tanto cheia do Espírito quanto firmada na Verdade.

          Conteúdo Bônus

          Asbury, os Avivamentos Contemporâneos e o Chamado à Maturidade Espiritual

          Em tempos marcados por distração digital, ruído ideológico e religiosidade performática, o avivamento espiritual pode parecer uma ideia nostálgica, confinada a livros de história. No entanto, em fevereiro de 2023, em uma pequena universidade metodista no Kentucky (EUA), Deus respondeu novamente ao clamor silencioso de corações famintos. Sem luzes, sem nomes famosos, sem microfones dourados, o Avivamento de Asbury irrompeu de forma serena e avassaladora, como um sussurro do céu. Ali, estudantes que não estavam buscando espetáculo se viram cercados pela presença de Deus, e permaneceram — orando, confessando, adorando, chorando. O culto comum tornou-se extraordinário não por causa da performance, mas pela pureza.
          Essa visitação ecoou o padrão de 1970, quando o mesmo campus testemunhou uma explosão de arrependimento e adoração espontânea. E é exatamente isso que Asbury nos ensina: o avivamento não precisa ser barulhento para ser poderoso. A adoração foi simples, a liderança discreta, e a atmosfera marcada por reverência e arrependimento profundo. Em uma era obcecada por performance e métricas, Deus escolheu se manifestar sem likes, sem luzes, sem palco — apenas presença. Como Elias no monte Horebe, a geração de Asbury encontrou Deus não no terremoto nem no fogo, mas no sussurro suave de um Espírito Santo que ainda visita os humildes e contritos.
          Mas Asbury é mais do que uma memória emocional recente; é um convite à maturidade. Ele desafia a Igreja a se afastar tanto do emocionalismo superficial quanto do institucionalismo frio. Avivamento autêntico, como nos ensinam as Escrituras, é aquele que exalta Cristo acima de tudo, retorna à autoridade da Palavra, produz fruto visível de transformação, edifica a comunhão do Corpo e nos lança com paixão à missão. O fogo que aquece sem queimar descontroladamente precisa de uma lareira firme: uma teologia carismática madura, enraizada na Bíblia, informada pela história da Igreja, equilibrada em suas doutrinas e profundamente pastoral. O Espírito que nos emociona é o mesmo que nos envia, nos molda e nos sustenta.
          O século XXI talvez não veja megacampanhas como no passado, mas Deus ainda chama a Igreja para si — não com uma estratégia, mas com um sussurro. A presença é o centro. O avivamento de hoje é menos sobre multidões e mais sobre comunhão. Menos sobre programas e mais sobre a intimidade com o Pai. Asbury nos lembra que, antes de sermos voz profética ao mundo, precisamos nos sentar aos pés de Jesus — como Maria de Betânia — e redescobrir a única coisa necessária
(Lucas 10:42). O Espírito continua buscando aqueles que desejam não apenas seus dons, mas o próprio Deus. A pergunta que permanece é: nós ainda desejamos a Sua presença mais do que tudo?

          Referência Bibliográfica

          SYNAN, Vinson. O Século do Espírito Santo: 100 anos do Avivamento Pentecostal e Carismático. São Paulo: Vida, 2021.
          GONZÁLEZ, Justo L. História do Cristianismo: Vol. 2 – Da Reforma até os Dias Atuais. São Paulo: Vida Nova, 2019.
          MCGRATH, Alister E. Cristianismo: Uma Introdução. São Paulo: Shedd, 2021.
          CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos. São Paulo: Vida Nova, 2012.
          NETO, Valdir Steuernagel (org.). História da Evangelização no Brasil. Viçosa: Ultimato, 2019.
          NOLL, Mark A. Momentos Decisivos na História do Cristianismo. São Paulo: Vida Nova, 2014.
          HOCKEN, Peter. A Igreja no Espírito: Perspectivas do Movimento Carismático. São Paulo: Paulinas, 2009.
          MARTIN, David. Pentecostalism: The World Their Parish. Oxford: Blackwell, 2002.
          HARRELL, David E. All Things Are Possible: The Healing and Charismatic Revivals in Modern America. Bloomington: Indiana University Press, 1975.
           ARAUJO, Isael de. História do Movimento Pentecostal no Brasil. Rio de Janeiro: CPAD, 2016.