"E ao anjo da igreja de Laodiceia escreve:
Isto diz o Amém,
a testemunha fiel e verdadeira,
o princípio da criação de Deus."
Apocalipse 3:14
Na carta à igreja de Laodicéia, Jesus se apresenta com três designações específicas que fundamentam sua autoridade e natureza divina.
O Amém
Diferente do uso comum da palavra para encerrar uma oração, aqui "Amém" funciona como um nome próprio. Seu Significado Hebraico: Deriva da raiz ’mn, que significa "firmeza", "fidelidade" ou "verdade". Sua Implicação Teológica: nos mostra que Jesus é a personificação da verdade de Deus. Ele não apenas diz a verdade; Ele é a própria garantia de que as promessas divinas se cumprirão. Em um contexto de uma igreja morna e autossuficiente como Laodicéia, Ele se apresenta como a única base sólida e imutável.
A Testemunha Fiel e Verdadeira
"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça." Apocalipse 19:11
"E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro; e julga e peleja com justiça." Apocalipse 19:11
Este título reforça o anterior, mas foca no papel de Cristo como aquele que revela o Pai à humanidade.
Fidelidade: Ele transmitiu exatamente o que recebeu de Deus, sem omissões.
Veracidade: Diferente do diagnóstico que os laodicenses faziam de si mesmos (achavam-se ricos, mas eram pobres), o testemunho de Cristo é a realidade nua e crua. Ele vê além das aparências. O Contraste foi que enquanto a igreja falhou em seu testemunho ao mundo, Cristo permanece como o padrão perfeito de integridade.
Fidelidade: Ele transmitiu exatamente o que recebeu de Deus, sem omissões.
Veracidade: Diferente do diagnóstico que os laodicenses faziam de si mesmos (achavam-se ricos, mas eram pobres), o testemunho de Cristo é a realidade nua e crua. Ele vê além das aparências. O Contraste foi que enquanto a igreja falhou em seu testemunho ao mundo, Cristo permanece como o padrão perfeito de integridade.
O Princípio da Criação de Deus
Este é o ponto que exige maior cuidado exegético, especialmente devido à tradução da palavra grega arche. A interpretação mais aceita historicamente é que Cristo é a origem de toda a criação. Ele não é o primeiro ser a ser criado, mas aquele que deu início a tudo o que existe. "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez." João 1:3 e "Porque nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades. Tudo foi criado por ele e para ele. E ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele." Colossenses 1:16 e 17.
Soberania (Autoridade): Arche também carrega o sentido de "governante" ou "primeiro em postos". Ele detém a primazia e a autoridade máxima sobre todo o universo criado.
Soberania (Autoridade): Arche também carrega o sentido de "governante" ou "primeiro em postos". Ele detém a primazia e a autoridade máxima sobre todo o universo criado.
Em O Amém, o foco está na imutabilidade de Jesus e a mensagém à Sua igreja é de que as Suas promessas são garantidas.
Em A Testemunha Fiel, o foco esta na integridade de Cristo e a mensagém à Sua igreja é de que Seu diagnóstico sobre ela é real e verdadeiro.
Em O Princípio o foco está na Soberania do Criador e a Mensagem à Sua igreja é de que Ele é o Senhor de todas as coisas.
Ao usar esses títulos, Cristo estabelece que Ele é a autoridade final para julgar o estado espiritual daquela comunidade. Para uma igreja que se orgulhava de sua riqueza material e independência, o texto lembra que a verdadeira riqueza e a origem de todas as coisas emanam unicamente daquele que é o *Amém, a **Fonte* e a *Verdade*, Jesus Cristo Nosso Senhor.
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