"Que diremos pois?
Permaneceremos no pecado,
para que a graça transborde?
De modo nenhum.
Nós,
que estamos mortos para o pecado,
como viveremos ainda nele?"
Romanos 6:1-2
No grego original, a expressão traduzida por "De modo nenhum" é Mē genoito. É a negação mais forte e enfática do Novo Testamento. Paulo não está dizendo apenas "é melhor não" ou "não seria conveniente". Ele está dizendo: "Que isso jamais aconteça! É uma ideia absurda, inconcebível!" O capítulo anterior (Romanos 5) termina mostrando que onde o pecado abundou, superabundou a graça. A mente humana, inclinada ao autoengano, logo tenta criar uma desculpa: "Se a graça cresce quando eu peço perdão, quanto mais eu pecar, mais a graça de Deus se manifestará, certo?"
Paulo corta essa lógica pela raiz. A graça de Deus não é uma licença para o abusivo da liberdade; é a força libertadora que quebra a escravidão.
Você não está tentando morrer para o pecado por meio de esforço próprio; em Cristo, você já foi crucificado com Ele.
Um peixe não consegue viver fora da água sem sufocar. Da mesma forma, uma pessoa genuinamente transformada por Cristo não consegue mais "viver" confortavelmente naquilo que antes a dominava. O pecado passa de hábito praticado a corpo estranho na alma.
Avaliemos os nosso conforto: Se estamos falhando, haverá tristeza e arrependimento imediato, ou um cálculo frio de que "depois é só pedir perdão"? O verdadeiro cristão pode tropeçar, mas não consegue fazer do barro o seu leito.
Vamos afirmar a nossa nova identidade: Quando a tentação sussurrar que você é fraco e escravo dos velhos hábitos, responda com a Palavra: "Mē genoito! De modo nenhum! Eu já morri para isso."
Oração
Senhor Deus, obrigada pela grandeza incalculável da Tua graça. Limpa a minha mente de qualquer pensamento que tente usar o Teu perdão como desculpa para o erro. Lembra-me diariamente de que fui comprada por alto preço e que, em Cristo, a minha velha natureza não tem mais domínio sobre mim. Dá-me forças para viver de acordo com a nova vida que recebi. Amém.


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