Apocalipse 20. 11 a 15
Descreve o Juízo do Grande Trono Branco, o veredito final da história humana onde a justiça de Deus se manifestará de forma absoluta.
"Depois vi um grande trono branco e aquele que nele estava assentado. Da sua presença fugiram a terra e o céu, e não se achou lugar para eles." v. 11
O Trono é Grande e Branco: O tamanho simboliza a soberania suprema (ninguém está acima dele); a cor branca simboliza a pureza e a justiça impecável de Deus. Não há suborno, erro judicial ou parcialidade.
A Criação Foge: A presença de Deus é tão gloriosa e santa que o universo corrompido pelo pecado simplesmente se dissolve para dar lugar a uma nova criação.
Quem é o Juiz? João 5:22 afirma que o Pai confiou todo o julgamento ao Filho (Jesus Cristo). Atos 17:31, parte de um discurso do apóstolo Paulo no Areópago de Atenas, onde ele declara que Deus estabeleceu um dia para julgar o mundo com justiça, por meio de Jesus Cristo, tendo ressuscitado-O dentre os mortos como prova e garantia para todos.
O Juiz: O "homem que designou" refere-se a Jesus Cristo. Ele é o escolhido por Deus para realizar o julgamento final da humanidade.
Justiça Perfeita: Ao contrário dos tribunais humanos, o julgamento de Cristo será absolutamente justo e imparcial.
A Prova Definitiva: A ressurreição de Jesus dentre os mortos é apresentada por Paulo como a garantia histórica e divina de que esse julgamento realmente acontecerá..
"Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono..." v. 12
"Grandes e Pequenos": Diante de Deus, o status social, a riqueza, a fama ou a obscuridade terrena deixam de existir. Reis, presidentes, mendigos e cidadãos comuns estarão na mesma fila, nivelados pela condição de criaturas perante o Criador.
De Pé: Indica prontidão para ouvir a sentença. Ninguém conseguirá se esconder ou faltar a esta audiência.
Todos comparecerão: Romanos 14.10 a 12 diz que "todos compareceremos diante do tribunal de Deus" e cada um dará conta de si mesmo. O apóstolo Paulo nos ensina que não devemos julgar ou desprezar nossos irmãos na fé, pois todos compareceremos diante do tribunal de Deus. Ele reforça a responsabilidade individual: em vez de apontarmos os erros dos outros, cada um de nós prestará contas exclusivamente de si mesmo ao Senhor.
Sem acepção de pessoas: Romanos 2. 6 a 11 reforça que Deus julgará a cada um segundo as suas obras, pois para Ele não há parcialidade. . O apóstolo Paulo explica que o Criador retribuirá a cada pessoa de acordo com suas obras e dedicação: vida eterna aos que perseveram no bem, mas ira e angústia aos que praticam a injustiça, sem favoritismos ou acepção de pessoas.
"...e abriram-se livros. Abriu-se também outro livro, que é o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com o que tinham feito, segundo o que estava registrado nos livros." v. 12b
O texto menciona dois tipos de registros, que servem como base legal para o julgamento:
Os "Livros" (Plural): O registro detalhado das ações, pensamentos, palavras e omissões de cada ser humano. Ninguém será julgado por boatos; Deus tem o registro exato da realidade de cada vida.
O "Livro da Vida" (Singular): O registro daqueles que foram lavados pelo sangue do Cordeiro (Jesus). Quem tem o nome aqui entra pela graça, não pelas obras.
Julgamento pelas obras: Eclesiastes 12:14 alerta que "Deus trará a juízo tudo o que foi feito, inclusive o que está oculto, quer seja bom, quer seja mau." Todas as nossas ações e intenções — até mesmo aquelas que escondemos dos outros — serão julgadas por Deus. Mateus 12. 36 diz que daremos conta até de "toda palavra frívola". é um versículo de advertência. Ele alerta que seremos responsabilizados perante Deus por tudo o que dizemos. "Mas eu vos digo que de toda a palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no dia do juízo."
Palavras frívolas: No grego original, a palavra traduzida como "ociosa" ou "inútil" (argos) refere-se a palavras sem valor, descuidadas, vazias ou que não edificam.
O coração: Este versículo conecta-se ao versículo 34, que afirma que "a boca fala do que está cheio o coração". Nossas palavras são apenas um reflexo da nossa condição espiritual interior.
Julgamento: O versículo 37 complementa dizendo que "por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado", indicando que a nossa comunicação revela a nossa verdadeira fé e caráter.
O Livro da Vida: Êxodo 32. 32 e 33, Moisés faz uma oração de intercessão altruísta. Após o povo pecar adorando o bezerro de ouro, Moisés retorna a Deus e diz: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito." Moisés se oferece como substituto, pedindo para ser ele mesmo punido ou apagado da presença de Deus (o "livro" da vida) para salvar o povo da destruição. Deus recusa a oferta de Moisés, respondendo no versículo seguinte que riscaria do Seu livro apenas quem pecasse diretamente contra Ele. Em Lucas 10. 20 Jesus diz para nos alegrarmos por termos nossos nomes escritos nos céus.
"O mar entregou os mortos que nele havia, e a morte e o Hades entregaram os mortos que neles havia; e cada um foi julgado de acordo com o que tinha feito." v. 13
A Redivisão dos Lugares: Não importa onde ou como a pessoa morreu (sepultada na terra, cremada ou perdida no fundo do oceano). A morte (o corpo físico) e o Hades (o lugar de espera das almas dos que morreram sem Cristo) precisam devolver tudo. É a ressurreição final para o julgamento.
A ressurreição dos injustos: Daniel 12. 2 fala de muitos que acordarão, uns para a vida eterna, outros para a vergonha e o horror eterno. Em João 5. 28 e 29, Jesus profetiza a "ressurreição do juízo".
"Então a morte e o Hades foram lançados no lago de fogo. O lago de fogo é a segunda morte. Aqueles cujos nomes não foram encontrados escritos no livro da vida foram lançados no lago de fogo." v. 14 e 15
A Morte da Morte: A morte e o Hades são personificados e destruídos. Isso significa que o estado de mortalidade humana chega ao fim.
A Linha Divisória: O critério de salvação ou condenação eterna não é quão bom o indivíduo foi (já que os "livros das obras" condenam a todos, pois todos pecaram), mas sim se o nome está no Livro da Vida. Estar no Livro da Vida significa ter aceitado o sacrifício substitutivo de Jesus na cruz.
O último inimigo: I Coríntios 15. 26 afirma que "o último inimigo a ser destruído é a morte". Destaca a vitória final de Jesus Cristo. Ele reinará até que todas as forças contrárias a Deus sejam derrotadas, sendo a morte — a grande separação e consequência do pecado — o derradeiro adversário a ser definitivamente destruído.
A separação eterna: Mateus 25. 41 registra a palavra de Jesus sobre o Juízo Final "Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos". Este versículo faz parte da Parábola das Ovelhas e dos Bodes, marcando a separação entre os salvos e os condenados.
O Trono Branco significa a justiça e pureza absoluta de Deus. "Deus é luz e não há nele treva nenhuma." I João 1. 5
Os Livros Abertos significam o histórico completo da vida humana. "Tudo o que está oculto será revelado." Lucas 12. 2 e 3
O Livro da Vida significa a lista dos salvos por meio da graça. "A nossa suficiência vem de Cristo, não de nós." Efésios 2. 8 e 9
O Lago de Fogo significa a separação eterna e consciente de Deus. "Lugar de choro e ranger de dentes." Mateus 13. 42
Apocalipse 20 não foi escrito para gerar pânico, mas para trazer temor e senso de urgência. O julgamento pelas obras aponta que nenhum ser humano consegue se salvar por si mesmo. Romanos 3:23 nos diz que "todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus". O Livro da Vida é a nossa única garantia de absolvição. Quem se entrega a Cristo hoje passa pelo tribunal da cruz, onde Jesus pagou a dívida, e está livre da condenação eterna como está escrito em Romanos 8:1.
.gif)

Nenhum comentário:
Postar um comentário