quarta-feira, 3 de maio de 2017

"Livro de Tiago"




























Bíblia de Estudo Vida
Bíblia com Arte Oficial

Tiago 1



          Tiago 1 estabelece a base de toda a carta, focando em como a fé deve se comportar quando a vida fica difícil.
          ​Podemos dividir Tiago 1 em quatro grandes temas práticos para entender o coração deste capítulo.

          ​1. O Propósito das Provações (vs. 2 a 4 e 12)
            ​Tiago começa com um conselho chocante: "Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações".
            ​A lógica divina: Ele não diz que a dor em si é alegre, mas sim o resultado dela. As provações testam a nossa fé, e esse teste gera perseverança.
          ​O objetivo final: A perseverança precisa completar sua obra para que sejamos "maduros e íntegros, sem que nos falte coisa alguma". Deus não usa as provações para nos destruir, mas para amadurecer o nosso caráter.

          ​2. Sabedoria e Fé Firme (vs. 5 a 8)
            ​Logo após falar sobre provações, Tiago menciona a sabedoria. Por quê? Porque quando estamos sofrendo, a primeira coisa que perdemos é a perspectiva correta das coisas.
          ​Pedir com fé: Se falta sabedoria para entender ou lidar com a situação, devemos pedir a Deus, que dá de graça.
          ​O perigo da dúvida: Tiago alerta contra a mente dividida. Quem pede duvidando é como a onda do mar, levada pelo vento. É o "homem de mente dupla", instável em tudo o que faz. A fé exige confiança na bondade de Deus, mesmo no escuro.

          ​3. A Origem da Tentação (vs. 13 a 18)
            ​Aqui há uma distinção teológica vital entre provação (externa, permitida por Deus para crescimento) e tentação (interna, que visa o pecado).
​           Versículo 13: "Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: 'Estou sendo tentado por Deus'. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta."
          ​Tiago desenha a "anatomia do pecado" como um ciclo biológico:
          ​O Desejo: A tentação nasce dos nossos próprios maus desejos (somos arrastados e iscados por eles).
          ​A Concepção: Quando damos espaço a esse desejo, ele concebe o pecado.
          ​A Morte: O pecado, uma vez maduro, gera a morte espiritual.
          ​Em contraste com a tentação, Deus é a fonte de "toda boa dádiva e todo dom perfeito" (v. 17). Ele não muda como sombras inconstantes; Seu plano para nós é de vida (v. 18).

          ​4. Praticantes da Palavra, não apenas Ouvintes (vs. 19- a 27)
          ​Esta é a seção mais famosa do capítulo. Tiago foca no comportamento prático do cristão.
          ​A Regra de Ouro da Comunicação: "Sejam todos prontos para ouvir, tardios para falar e tardios para irar-se" (v. 19). A ira humana não produz a justiça de Deus.
          ​O Espelho: Ele compara quem ouve a Bíblia e não pratica a alguém que olha no espelho, vê a sujeira no rosto, vai embora e esquece como era. A Palavra serve para gerar mudança, não apenas acúmulo de informação.
          ​A Verdadeira Religião: (v. 27)
          ​Tiago fecha o capítulo definindo o que Deus aceita como religião pura e imaculada:
          ​Ação Social: Cuidar dos órfãos e das viúvas em suas dificuldades (olhar para os necessitados).
          ​Santidade Pessoal: Manter-se incontaminado pelo mundo (guardar o próprio coração).
​          ​Se você quer viver Tiago 1 hoje, o resumo prático é:
         ​ Mude sua perspectiva sobre as dificuldades (elas moldam você).
          ​Vigie seus desejos para não cair em tentação.
          ​Fale menos, ouça mais e controle suas reações.
          ​Tire a sua fé do papel e a transforme em atitudes de amor e pureza.


* Marcos 8: 34

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          O treinamento é intenso mas o nosso Coach trabalha na individualidade de cada um, pois conhece nossos limites, mas deseja que cheguemos juntos ao mesmo resultado, porém requer de nós força, e está sempre ali para dar um apoio quando mais precisamos.



* "Alegre-se, Jesus venceu a morte!"

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Alegre-se, Jesus venceu a morte!


Tiago 2


          Tiago 2 aborda diretamente a incoerência de uma fé que fica apenas no discurso e o pecado da discriminação dentro da comunidade de fé.

          1. O Pecado da Parcialidade (vs 1 a 13)
            Tiago começa com uma ordem clara: a fé em Jesus Cristo é incompatível com o favoritismo ou preconceito social.
            Ele usa uma ilustração muito visual da época: dois homens entram na sinagoga (reunião). Um está com anéis de ouro e roupas luxuosas; o outro é um pobre com roupas sujas. A comunidade prontamente oferece o melhor lugar ao rico e diz ao pobre para ficar em pé ou no chão, perto do estrado dos pés.
          Vemos: 
          Julgamento baseado em aparências: Ao agir assim, os cristãos se tornam "juízes com maus pensamentos" (v. 4).
          Inversão dos valores do Reino: Tiago lembra que Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino (v. 5).
          Ironia social: Eram justamente os ricos daquela época que perseguiam os cristãos, os arrastavam para os tribunais e blasfemavam contra o nome de Cristo (v. 6 e 7).
          Tiago aponta para a "Lei Régia" (a lei do Rei): "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (v. 8). Se você faz acepção de pessoas, você quebra essa lei. Ele lembra que a Lei de Deus é um bloco único; tropeçar em um único ponto (como o favoritismo) torna a pessoa culpada de quebrar toda a Lei (v. 10 e 11).
          "Porque o juízo será sem misericórdia
 sobre aquele que não fez misericórdia; 
e a misericórdia triunfa sobre o juízo."
 (Tiago 2. 13)
 
          2. A Relação entre Fé e Obras (Tiago 2. 14 a 26)
            Tiago argumenta que a fé genuína sempre produz frutos visíveis.
          Fé Morta vs. Fé Viva
          Tiago faz uma pergunta retórica: "Que aproveita, meus irmãos, se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura essa fé pode salvá-lo?" (v. 14).
          Para ilustrar, ele usa outro exemplo prático: se um irmão estiver passando frio e fome, e você apenas disser "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se", mas não der o casaco ou a comida, de que adiantou? (v. 15 e 16).
          A definição de Tiago: "Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma." (v. 17).
          O contra-argumento dos demônios: Ele ironiza quem acha que fé é apenas assentimento intelectual: "Você crê que há um só Deus? Ótimo. Os demônios também creem nisso — e tremem!" (v. 19). Crer em fatos teológicos não muda o coração; os demônios sabem quem Deus é, mas não O obedecem.
          Para provar seu ponto, Tiago recorre ao Antigo Testamento e cita duas personagens nos extremos opostos da escala social e moral:
          1. Abraão (O Patriarca): Pai da fé, judeu, homem de grande respeito. Sua fé foi "aperfeiçoada pelas obras" quando ele obedeceu a Deus a ponto de oferecer seu filho Isaque no altar. Dispôs-se a sacrificar o próprio filho por obediência. (v. 21 a 23).
          2. Raabe (A Prostituta/Estrangeira): Ela demonstrou sua fé por meio da ação prática de acolher e proteger os mensageiros de Israel. Arriscou a vida para proteger o povo de Deus.  (v. 25).
          Um esclarecimento importante
          Muitas pessoas olham para Tiago 2. 24 ("o homem é justificado pelas obras, e não somente pela fé") e acham que ele está contradizendo o apóstolo Paulo em Romanos 3:28 ("o homem é justificado pela fé sem as obras da lei"). Na verdade, eles não estão duelando; eles estão lutando contra inimigos diferentes, usando a palavra "obras" em contextos diferentes:
          Paulo está combatendo o Legalismo: Ele escreve para pessoas que achavam que poderiam comprar ou merecer a salvação guardando rituais judeus (como a circuncisão). Paulo foca na raiz da salvação (a fé em Cristo).
          Tiago está combatendo o Laxismo: ( é uma doutrina, tendência ou comportamento marcado por tolerância excessiva, frouxidão ou permissividade. Refere-se à atitude de afrouxar, suavizar ou desconsiderar regras, obrigações e deveres, sejam eles morais, éticos ou legais) /Antinomismo  (ou antinomianismo: é um conceito teológico que significa literalmente "contra a lei". Ele descreve a crença de que os cristãos estão livres da obrigação de obedecer à Lei Mosaica (incluindo os Dez Mandamentos) para a salvação, argumentando que a graça e a fé em Jesus Cristo são os únicos requisitos.: Ele escreve para pessoas que achavam que, por já estarem salvas, podiam viver de qualquer jeito, ignorando os necessitados e os mandamentos de Deus. Tiago foca no fruto da salvação (as obras de amor).
          Nós somos salvos apenas pela fé (como diz Paulo), mas a fé que salva nunca caminha sozinha; ela sempre produz obras (como diz Tiago). A fé é a causa; as boas obras são a consequência.
          Examine seu olhar: Como a sua comunidade trata as pessoas que não têm status financeiro ou social? Existe espaço para todos, ou há favoritismo velado?
          A auditoria da fé: Se você olhar para a sua rotina na última semana, a sua fé se manifestou em ações concretas de amor e alívio ao sofrimento alheio, ou ela existiu apenas no campo das ideias e das palavras?

"De modo nenhum"


   

​"Que diremos pois? 
Permaneceremos no pecado, 
para que a graça transborde?
 De modo nenhum.
 Nós,
 que estamos mortos para o pecado, 
como viveremos ainda nele?"
 Romanos 6:1-2

    ​No grego original, a expressão traduzida por "De modo nenhum" é Mē genoito. É a negação mais forte e enfática do Novo Testamento. Paulo não está dizendo apenas "é melhor não" ou "não seria conveniente". Ele está dizendo: "Que isso jamais aconteça! É uma ideia absurda, inconcebível!"​                ​O capítulo anterior (Romanos 5) termina mostrando que onde o pecado abundou, superabundou a graça. A mente humana, inclinada ao autoengano, logo tenta criar uma desculpa: "Se a graça cresce quando eu peço perdão, quanto mais eu pecar, mais a graça de Deus se manifestará, certo?"
​          Paulo corta essa lógica pela raiz. A graça de Deus não é uma licença para o abusivo da liberdade; é a força libertadora que quebra a escravidão.
​          Você não está tentando morrer para o pecado por meio de esforço próprio; em Cristo, você já foi crucificado com Ele.
          Um peixe não consegue viver fora da água sem sufocar. Da mesma forma, uma pessoa genuinamente transformada por Cristo não consegue mais "viver" confortavelmente naquilo que antes a dominava. O pecado passa de hábito praticado a corpo estranho na alma.
​          ​Avaliemos os nosso conforto: Se estamos falhando, haverá tristeza e arrependimento imediato, ou um cálculo frio de que "depois é só pedir perdão"? O verdadeiro cristão pode tropeçar, mas não consegue fazer do barro o seu leito.
​          Vamos afirmar a nossa nova identidade: Quando a tentação sussurrar que você é fraco e escravo dos velhos hábitos, responda com a Palavra: "Mē genoito! De modo nenhum! Eu já morri para isso."

          ​Oração
​          Senhor Deus, obrigada pela grandeza incalculável da Tua graça. Limpa a minha mente de qualquer pensamento que tente usar o Teu perdão como desculpa para o erro. Lembra-me diariamente de que fui comprada por alto preço e que, em Cristo, a minha velha natureza não tem mais domínio sobre mim. Dá-me forças para viver de acordo com a nova vida que recebi. Amém.


* Frases de "Luciano F. Ramos"





















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