"O profeta bíblico não tem lugar natural na estrutura social de Israel... Ele é, fundamentalmente, um enviado ou alguém que foi chamado de fora das categorias convencionais para falar em nome de Outro."
Com base nessa definição e no contexto das tensões entre o profetismo de instituição e de oposição, analise as asserções abaixo:
A vocação profética em Israel representa um desafio constante à estabilidade política e religiosa das instituições monárquicas.
PORQUE
O profeta atua como uma voz externa e crítica que impede a "domesticação" da palavra divina, revelando as possibilidades e tensões inerentes a uma missão que costuma incomodar o poder.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
a. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
b. As duas asserções são proposições verdadeiras, mas a segunda não é uma justificativa correta da primeira.
c. A primeira asserção é uma proposição verdadeira, e a segunda é uma proposição falsa.
d. A primeira asserção é uma proposição falsa, e a segunda é uma proposição verdadeira.
e. Ambas as asserções são proposições falsas.
A opção correta é: a. As duas asserções são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.
Análise das asserções:
Primeira asserção (Verdadeira): O profetismo clássico de Israel (profetismo de oposição) frequentemente confrontou o poder monárquico e sacerdotal. Ao questionar abusos de poder, injustiças sociais e o sincretismo religioso, a vocação profética desestabilizava a busca da monarquia por controle e legitimação irrestrita.
Segunda asserção (Verdadeira e justificativa da primeira): A razão pela qual essa vocação desafia as instituições é precisamente a sua origem e natureza exterior ("chamado de fora"). Como não está subordinado à estrutura estamental ou aos interesses da corte (diferente do profetismo institucional de palácio), o profeta não "domestica" a mensagem. Essa independência crítica é o motivo direto (porquê) de a sua palavra incomodar e desestabilizar os poderes constituídos.


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