quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

"Apartai-vos de mim"


        "Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; porque tive fome, e não me destes de comer; tive sede, e não me destes de beber; sendo estrangeiro, não me recolhestes; estando nu, não me vestistes; e enfermo, e na prisão, não me visitastes." (Mateus 25. 41 a 43)

          Na natureza da condenação, a essência do castigo é a separação: O juízo não é apenas o fogo eterno, mas a expulsão da presença de Cristo ("Apartai-vos de mim"). A maior tragédia da condenação é o afastamento perpétuo da fonte de toda vida e amor.
         O texto deixa claro que o lago de fogo foi "preparado para o diabo e seus anjos" (v. 41). Os seres humanos que para lá vão, chegam lá por rebelião e rejeição ao Rei, compartilhando a sentença da apostasia demoníaca.
          Em Mateus 7:. 23, a expulsão ocorre para os que praticam a iniquidade. Em Mateus 25, a expulsão ocorre não pelo que fizeram de errado, mas pelo que deixaram de fazer.
          Os "bodes" à esquerda não são descritos como assassinos ou ladrões ativos no texto, mas como indiferentes.
          A omissão no socorro ao próximo é interpretada por Cristo como uma rejeição direta à Sua própria pessoa: "Todas as vezes que o não fizestes a um destes pequeninos, a mim o deixastes de fazer" (v. 45).
          A salvação na Bíblia é pela graça mediante a fé (Efésios 2. 8 e 9), mas Mateus 25 evidencia que a fé verdadeira produz frutos visíveis de compaixão (Tiago 2:17).
          Aplicações Práticas para a Vida Cristã
          Cristo se identifica com os famintos, sedentos, forasteiros, nus, enfermos e presos. O serviço aos necessitados é um ato de adoração direta a Deus.
          Tanto as ovelhas quanto os bodes ficaram surpresos. Isso demonstra que o caráter cristão genuíno reflete compaixão espontânea, enquanto o mero formalismo religioso mascara a dureza do coração.
          O destino humano após o julgamento é definitivo: "Irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna" (v. 46). A eternidade das duas decisões exige uma postura ativa no presente.

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