terça-feira, 9 de janeiro de 2018

"O Impacto da Queda de Jerusalém"


587 a.C.: arqueologia da destruição e o lamento de Judá

          A destruição de Jerusalém por Nabucodonosor II em 587 a.C. (datada com maior precisão por alguns estudiosos em 586 a.C., dependendo do sistema de datação adotado) é o evento mais traumático de toda a história de Israel no Antigo Testamento. Em questão de semanas, tudo que definia a identidade de Judá foi destruído ou deportado: o Templo de Salomão, com todo o seu mobiliário sagrado, foi incendiado; as muralhas de Jerusalém foram demolidas; a linhagem davídica foi interrompida com a captura do rei Sedecias, a execução de seus filhos diante de seus olhos e seu posterior cegamento e deportação para a Babilônia (Jeremias 52:10-11; IIReis 25:7); e a maior parte da população de Judá foi exilada ou dispersada.

          Para uma comunidade que havia desenvolvido, ao longo de séculos, uma teologia da eleição de Jerusalém e da inviolabilidade do Templo, a destruição de 587 a.C. foi uma crise de fé de proporções existenciais. Como conciliar a promessa da aliança davídica (“estabelecerei o seu reino para sempre”, II Samuel 7:13) com a realidade de um rei davídico cego e acorrentado a caminho da Babilônia? Como conciliar a afirmação dos Salmos de Sião (“Deus está no meio dela; não será abalada”, Salmos 46:5) com as ruínas fumegantes do Templo? Como continuar crendo num Deus que parece ter abandonado seu povo e sua morada?
587 a.C. não foi apenas uma derrota militar. Foi uma crise onto-teológica. O colapso do mundo de sentido dentro do qual a fé em YHWH havia sido vivida e articulada por séculos. As categorias teológicas disponíveis (eleição, aliança, terra, Templo, monarquia) todas elas pareciam contradizer o que havia acontecido. A questão não era apenas onde estava Deus, mas se Ele havia deixado de ser Deus.

          A arqueologia da destruição

          A destruição de Jerusalém e das cidades de Judá em 587 a.C. deixou marcas arqueológicas que confirmam, em suas linhas gerais, a narrativa bíblica. As escavações de sítios como Laquis, Tel Beit Mirsim, Megido e a própria Jerusalém revelam uma camada de destruição datada do início do século VI a.C. que é consistente com uma campanha militar babilônica de larga escala. As cartas de Laquis (pequenas tabletas de cerâmica com inscrições em ostracos, descobertas em 1935 nas ruínas do portão de Laquis) são um dos documentos extra-bíblicos mais preciosos para a compreensão do período. Escritas por um oficial militar para seu superior durante os últimos dias antes da queda de Laquis, elas mencionam sinais de fogo das cidades vizinhas e confirmam o ambiente de cerco descrito em Jeremias. Uma das cartas menciona a ausência de sinais de fogo de Azeca, o que pode corresponder à sequência de Jeremias 34.7, que lista Laquis e Azeca como as últimas fortalezas resistentes antes de Jerusalém.

          As escavações no bairro judaico da Cidade Velha de Jerusalém revelaram uma camada de destruição com cerâmica da Idade do Ferro II, pontas de flecha e marcas de incêndio que os arqueólogos datam consistentemente no início do século VI a.C. Objetos de uso cotidiano deixados no local (vasilhames, pesos de balança, uma bula [sinete] com o nome de Gedelias) sugerem uma fuga ou abandono repentino, coerente com a descrição do cerco babilônico.
A política de deportação em massa praticada pelos babilônios, herdada em parte dos assírios, não era arbitrária. Ela era uma estratégia deliberada de desnacionalização e enfraquecimento das elites locais, que eram as portadoras da identidade cultural e religiosa dos povos conquistados. Ao deportar os sacerdotes, os artesãos e os líderes políticos de Judá, Nabucodonosor estava tentando desmantelar a capacidade de resistência cultural e espiritual de Israel.

          O livro de Lamentações

          A resposta literária e teológica mais imediata à destruição de Jerusalém é o livro de Lamentações, que é composto por cinco poemas acrósticos de extraordinária intensidade emocional e sofisticação formal, compostos provavelmente nos meses ou anos imediatamente após a queda de Jerusalém, talvez por testemunhas oculares. A tradição judaica e cristã associou esses poemas ao profeta Jeremias, embora a autoria seja discutida academicamente. O primeiro verso do livro estabelece o tom de todo o corpus: “Como está assentada solitária a cidade que estava cheia de povo! Como ela ficou como viúva! Grande entre as nações, princesa entre as províncias, agora está sujeita a tributo” (Lamentações 1:1). A cidade personificada como viúva (a que perdeu o esposo e está agora desolada e humilhada) é uma das imagens mais poderosas de toda a Bíblia para descrever a perda radical de identidade e de amparo. O terceiro capítulo de Lamentações é o mais teologicamente denso.

          O sujeito falante (identificado como “geber”, um homem que viu a aflição) descreve seu sofrimento com uma linguagem que ecoa os Salmos de lamento mais extremos. O clímax de desespero (Lamentações 3:18: “Pereci a esperança que eu tinha no Senhor”) é seguido pelo mais surpreendente volte-face de toda a literatura de lamento: “Isso me vem ao coração, pelo que tenho esperança: As misericórdias do Senhor não têm fim; as suas compaixões não se esgotam. Renovam-se cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:21-23).

          O movimento de Lamentações 3 é um dos mais autênticos da Bíblia: do abismo do desespero à afirmação da fidelidade divina sem bypassing do sofrimento. O autor não finge que a dor não existe; ele a nomeia em toda a sua crueza. E é exatamente no interior desse nomeio honesto da dor que a memória da hesed de Deus irrompe — não como fuga, mas como fundamento que permanece sólido mesmo quando tudo mais desapareceu.

          A frase “renovam-se cada manhã” (Lamentações 3.23) tornou-se uma das afirmações de esperança mais citadas de toda a Bíblia. Ela surge no contexto mais improvável: o meio das ruínas de Jerusalém. A fidelidade de YHWH não é evidente nas circunstâncias, mas é afirmada contra as circunstâncias, com a tenacidade de quem sabe que Deus é maior do que o pior momento da história.

      O Salmo 137

          O Salmo 137 é o documento mais visceralmente humano da experiência do exílio babilônico: “Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembrávamos de Sião” (Salmos 137:1). A imagem dos exilados sentados às margens dos canais de irrigação babilônicos, com suas harpas penduradas nos salgueiros, recusando-se a cantar as canções de Sião para os captores que as pedem como entretenimento. Essa imagem condensa a experiência de toda a comunidade exilada.

          A recusa de cantar é um ato de integridade e de resistência. A música de Sião não é entretenimento para os vencedores, mas é expressão de uma identidade que se recusa a ser trivializada. “Como cantaríamos o cântico do Senhor em terra estrangeira?” (Salmo 137:4). A pergunta não é retórica. Ela formula o problema teológico real do exílio: como adorar YHWH fora da terra, fora do Templo, num ambiente em que os deuses vencedores parecem ser os deuses reais?

          A resposta implícita do Salmo 137 é que a memória de Sião é o ato de adoração possível no exílio: “Se me esquecer de ti, ó Jerusalém, que a minha destra perca a sua destreza” (Sl 137.5). O juramento de não esquecer Jerusalém é mais do que nostalgia. É uma declaração de fidelidade ao Deus que habita em Sião e, por extensão, ao propósito de Deus para seu povo, que o exílio não pode cancelar.

          O Salmo 137, apesar de sua beleza, termina com um versículo perturbador: a benção sobre quem destruir os filhos de Babilônia (Salmo 137:8-9). Isso gera desconforto hermenêutico legítimo para o leitor cristão. Essa tensão não deve ser suprimida, mas ela deve ser abordada com honestidade. O Salmo expressa o clamor de uma justiça humana, não um modelo de conduta ética. O próprio Novo Testamento, com o mandamento de amar os inimigos, não ignora a dor que produz esses clamores, mas oferece um horizonte mais largo para sua transformação.

          O luto como caminho teológico

          A existência de Lamentações e dos Salmos de lamento no cânon bíblico é, em si mesma, uma declaração teológica fundamental: o sofrimento tem lugar na fé. A fé bíblica não exige que o crente finja que a dor não existe ou que a transforme apressadamente em louvor antes de tê-la vivido. O cânon abriga Lamentações precisamente porque o luto diante da perda real é uma forma de honestidade espiritual que não contradiz a fé, mas a aprofunda.

          A voz do lamento é uma das mais necessárias e mais silenciadas na liturgia cristã contemporânea. Quando a comunidade de fé perde a capacidade de lamentar (de nomear a perda, de clamar a Deus pela injustiça, de sentar junto às ruínas sem forçar uma resolução prematura), ela perde também a autenticidade que tornaria seu louvor genuíno. O louvor que nunca passou pelo lamento é louvor sem raízes.

          O livro de Lamentações nos ensina que a fé bíblica não tem medo de olhar para as ruínas. Ela não as estetiza nem as nega. Ela as contempla com olhos abertos, nomeia a dor com toda a honestidade da linguagem poética, e encontra, no próprio ato de lamentar diante de Deus, a garantia de que Deus ainda ouve e que a relação ainda existe. O lamento é, paradoxalmente, uma forma de fidelidade: só se lamenta diante de quem se acredita que pode ouvir.

          Conclusão

          Nesta aula, examinamos a destruição de Jerusalém em 587 a.C. em suas dimensões arqueológica, histórica e teológica. As evidências materiais das cartas de Laquis e das camadas de destruição confirmam a historicidade do colapso narrado pelos textos bíblicos. O livro de Lamentações e o Salmo 137 revelaram que a resposta da fé à catástrofe não é a negação nem a resignação, mas o lamento honesto que, no próprio ato de clamar a Deus pelas ruínas, afirma que Deus ainda existe e ainda pode restaurar. A afirmação de Lamentações 3.22-23 (“as misericórdias do Senhor não têm fim; renovam-se cada manhã”) pronunciada no coração das ruínas de Jerusalém, é um dos documentos mais corajosos de toda a literatura espiritual humana.

          Habacuque e Sofonias

          Habacuque e Sofonias são dois profetas menores do final do século VII a.C. cujos livros, apesar de sua brevidade, contêm reflexões teológicas de extraordinária densidade e atualidade. Habacuque levanta a questão mais perturbadora que qualquer crente pode formular: por que Deus permite o triunfo do mal? Sua obra é, em sentido próprio, o primeiro tratado de teodiceia da literatura bíblica. É uma meditação sobre o sofrimento dos justos e o aparente silêncio de Deus. Sofonias, por sua vez, desenvolve com uma urgência escatológica a teologia do “Dia do Senhor”, apresentando-o como crise universal de julgamento e purificação que culmina na constituição de um remanescente humilde e na restauração da alegria de YHWH sobre seu povo.

           Os dois profetas partilham um contexto histórico próximo: o final do século VII a.C., marcado pelo colapso da Assíria e pela ascensão da Babilônia, é o pano de fundo de ambas as mensagens. Em Habacuque, a ameaça babilônica é o instrumento de julgamento que provoca a questão da teodiceia. Em Sofonias, o Dia do Senhor é o horizonte apocalíptico que domina toda a visão profética. Juntos, eles oferecem ao estudante de teologia dois ângulos diferentes sobre o mesmo problema fundamental: como compreender a presença do sofrimento e do mal à luz da fidelidade de YHWH.

          Habacuque: o profeta que pergunta

          O livro de Habacuque tem uma estrutura única na literatura profética: em vez de o profeta transmitir mensagens de Deus ao povo, ele conduz um diálogo direto com YHWH. Esse diálogo é uma série de queixas e respostas que constitui, em miniatura, um debate teológico sobre a justiça divina. O livro abre com uma das queixas mais francas de toda a Bíblia: “Até quando, ó Senhor, clamarei eu, e tu não ouvirás? Gritarei a ti: Violência! e tu não salvarás? Por que me fazes ver a iniquidade, e por que encaras a perversidade? Porque a destruição e a violência estão diante de mim; há quem levante contenda e quem suscite litígio” (Habacuque 1:2-3).

          A primeira queixa (Habacuque 1:2-4) dirige-se à injustiça interna de Judá: a violência, a opressão, os litígios injustos (o mesmo catálogo que Amós e Miqueias haviam denunciado). A resposta de YHWH (Habacuque 1:5-11) é surpreendente: Ele está agindo e está levantando os caldeus (babilônios) como instrumento de julgamento. Essa resposta, porém, gera uma segunda e ainda mais perturbadora queixa (Habacuque 1:12-2.1): como pode Deus, que é santo e puro, usar uma nação mais ímpia do que Judá para julgar Judá? “Os teus olhos são puros demais para contemplar o mal, e não podes encarar a perversidade; por que olhas para os que procedem traiçoeiramente e te calas quando o ímpio devora o que é mais justo do que ele?” (Habacuque 1:13).

          Essa segunda queixa é o coração do problema de Habacuque e é um dos mais honestos questionamentos de Deus de toda a Bíblia. O profeta não está negando a existência de Deus, mas está afirmando-a com tanta intensidade que a contradição entre a santidade divina e a realidade do mal se torna insuportável. Essa honestidade teológica é, ela própria, um ato de fé. Só se questiona diante de quem se acredita que pode responder.

            Habacuque não é um cético ou um ateu disfarçado de profeta. Ele é um crente cujas perguntas são tanto mais urgentes quanto mais profunda é sua fé. As perguntas de Habacuque são as perguntas de, dos Salmos 44, 73 e 88. A tradição bíblica do lamento que se recusa a aceitar respostas fáceis ao problema do mal e que insiste em levar esse problema diretamente a Deus.

          A resposta de Deus

          A resposta divina à segunda queixa de Habacuque (Habacuque 2:2-20) não resolve o problema intelectual da teodiceia de forma satisfatória para a razão filosófica. Ela oferece algo diferente e mais profundo: um horizonte de fé que sustenta a pessoa no interior da dúvida. O centro da resposta está no versículo mais famoso do livro, talvez o versículo mais influente de todo o profetismo bíblico na história da teologia cristã: “O justo viverá pela sua fé” (Habacuque 2:4b).

           Em hebraico, o texto diz: “o justo pela sua emunah viverá” — e o termo emunah, traduzido como “fé” ou “fidelidade”, abrange um campo semântico que inclui tanto a confiança pessoal quanto a lealdade. O “justo” que vive pela emunah é aquele que, diante da aparente contradição entre a promessa de Deus e a realidade do mal, escolhe sustentar sua confiança e sua lealdade ao Deus da aliança, não porque as circunstâncias o justifiquem, mas porque o caráter de Deus o garante.

          A influência desse versículo na história da teologia cristã é difícil de superestimar. Paulo o cita em Romanos 1:17 e Gálatas 3:11 como a sentença que define a justificação pela fé. A carta aos Hebreus o cita em 10:38 como fundamento da perseverança. Martinho Lutero o colocou no centro da Reforma Protestante. A pequena frase de Habacuque, pronunciada no contexto de um profeta perplexo diante do silêncio de Deus, tornou-se o fundamento teológico de uma das mais importantes revoluções espirituais da história ocidental. Habacuque 2:4 não é apenas uma afirmação sobre a psicologia da fé individual. É uma declaração sobre a estrutura da realidade da aliança: a vida (no sentido pleno e escatológico da palavra) pertence ao justo que permanece fiel à aliança, independentemente das circunstâncias imediatas. O ímpio que prospera agora está do lado errado da história. O justo que sofre agora está do lado certo do futuro.

          A Oração de Habacuque

          O capítulo 3 de Habacuque é uma das mais belas composições poéticas de toda a Bíblia. É uma teofania poética na qual YHWH aparece como guerreiro cósmico que vem em socorro do seu povo, destruindo os poderes do caos e estabelecendo a sua soberania. A linguagem é arcaica e deliberadamente grandiosa, evocando as tradições mais antigas da poesia de guerra israelita. O versículo final do livro é o clímax espiritual de toda a trajetória de Habacuque, do questionamento angustiado à adoração inabalável: “Ainda que a figueira não floresça, e não haja fruto na vide; ainda que a obra da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; ainda que os rebanhos sejam destruídos do aprisco, e nos currais não haja gado; todavia, eu me alegrei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha força; ele faz os meus pés como os da corça, e me faz andar sobre as minhas alturas” (Habacuque 3:17-19).

          Essa confissão final, construída sobre uma série de negações completas de toda fonte de segurança material, seguida do “todavia eu me alegrarei”, é o texto bíblico mais radical sobre a alegria como escolha de fé diante da adversidade total. Não é otimismo ingênuo, mas é a afirmação de que o fundamento da alegria espiritual não são as circunstâncias, mas o caráter de Deus. O Habacuque que termina o livro com esse cântico não é o mesmo homem que o abriu com as queixas angustiadas. A jornada do questionamento à adoração não eliminou as perguntas. Ensinou o profeta a habitar as perguntas sem ser destruído por elas, porque encontrou, no interior da escuridão, o Deus que sustenta.

         Sofonias: o Dia do Senhor como purificação universal

           Sofonias, que atuou durante o reinado de Josias de Judá (640–609 a.C.), desenvolve com intensidade apocalíptica a teologia do “Dia do Senhor” que Amós havia inaugurado. A abertura do livro é de uma grandiosidade aterrorizante: “Arruinarei completamente todas as coisas sobre a face da terra, diz o Senhor. Arruinarei os homens e os animais; arruinarei as aves dos céus e os peixes do mar, e os tropeços juntamente com os ímpios; e destruirei o homem de sobre a face da terra, diz o Senhor” (Sofonias 1:2-3).

           O Dia do Senhor em Sofonias é, literalmente, cósmico. Ele não atinge apenas Judá ou Jerusalém, mas toda a terra e todas as nações. Sofonias 1.14-16 é uma das descrições mais intensas desse dia: “O grande Dia do Senhor está perto […] Dia de ira é aquele dia, dia de angústia e de aperto, dia de devastação e de desolação, dia de trevas e de escuridão, dia de névoa e de nublado, dia de trombeta e de alarma.” O hino latino medieval “Dies Irae”, um dos mais poderosos da liturgia cristã medieval, é uma adaptação direta desse texto de Sofonias.

           O profeta proclama um julgamento que não poupa nenhum setor da sociedade judaica. Os príncipes e filhos do rei que adotaram costumes estrangeiros (Sofonias 1:8), os sacerdotes que misturaram o culto de YHWH com o de Baal (Sofonias 1:4), os mercadores que acreditavam que YHWH não age na história (Sofonias 1:12 — os que dizem: O Senhor não fará bem nem fará mal). A abrangência do julgamento revela a abrangência da apostasia.

          O remanescente humilde

          Mas Sofonias não é apenas um profeta de julgamento universal. Sua mensagem contém, como a de todos os grandes profetas, um núcleo de esperança que é tanto mais valioso quanto mais sombrio é o contexto que o envolve. O texto de Sofonias 2:3 introduz o conceito central da teologia de Sofonias: “Buscai o Senhor, todos vós, mansos da terra, que executais o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor.”

          A categoria dos “mansos” (anavim) ou “pobres” que buscam a justiça e a mansidão é a contrapartida positiva da arrogância denunciada em Sofonias 1:12 e 3:11. Esses são os que reconhecem sua dependência de YHWH, que não confiam no próprio poder nem na riqueza acumulada, e que praticam a justiça como expressão de sua confiança no Deus da aliança. Essa teologia do remanescente humilde influenciará profundamente o movimento dos anawim (os pobres de YHWH) que será central para o judaísmo do Segundo Templo e que o Novo Testamento identificará com o espírito das bem-aventuranças (Mateus 5:3-10).

          O clímax esperançoso do livro é alcançado em Sofonias 3:14-17, um dos textos mais exuberantemente alegres de todo o Antigo Testamento: “Canta, ó filha de Sião; exulta, ó Israel; alegra-te e regozija-te de todo o coração, ó filha de Jerusalém. O Senhor tirou os teus juízos, removeu o teu inimigo; o Rei de Israel, o Senhor, está no meio de ti; nunca mais temerás o mal. Naquele dia se dirá a Jerusalém: Não temas, Sião; não desfaleçam as tuas mãos. O Senhor teu Deus está no meio de ti, herói que salva; exultará sobre ti com alegria; renovar-te-á no seu amor; regozijar-se-á sobre ti com cântico.”

          A imagem de YHWH “que se alegra sobre ti com cântico” (Sofonias 3:17) é única em toda a Bíblia. Aqui é Deus quem canta sobre seu povo, invertendo a lógica normal em que o povo canta sobre Deus. A alegria não é apenas humana, mas ela é divina. O próprio YHWH exulta com canção sobre o povo restaurado. Essa imagem antecipa a parábola do filho pródigo em Lucas 15, onde o pai corre ao encontro do filho perdido e ordena a festa. A alegria do Pai que recuperou o que estava perdido é o coração do Evangelho.

          O arco de Sofonias vai do juízo mais abrangente à alegria mais exuberante e a lógica que conecta os dois polos é a santidade e a fidelidade de YHWH. O mesmo Deus que é santo demais para tolerar o pecado é fiel demais para abandonar o povo que se volta a Ele em mansidão. O Dia do Senhor que os arrogantes devem temer é o dia que os humildes aguardam como libertação.

          A Teodiceia Bíblica

           Ao encerrar o estudo de Habacuque e Sofonias, é necessário oferecer uma síntese sobre a teodiceia bíblica, a tentativa de compreender a presença do mal e do sofrimento à luz da fé em YHWH. A resposta bíblica ao problema do mal não é uma solução filosófica que remove o mistério, mas é uma orientação espiritual que transforma o modo de habitar o mistério.

           Quatro elementos compõem essa orientação: (1) o lamento honesto, que recusa o silêncio e leva a dor diretamente a Deus, como em Habacuque e nos Salmos de lamento; (2) a memória da fidelidade de Deus no passado, que sustenta a esperança quando o presente é sombrio, como em Lamentações 3; (3) a confiança de que YHWH é soberano sobre os impérios e os poderes que parecem controlar a história, como em Jeremias e Habacuque; e (4) a esperança escatológica de que o Dia do Senhor restabelecerá a justiça que o presente nega, como em Sofonias.

          Essa teodiceia não é uma resposta teórica ao problema do mal. Ela é uma postura de fé que o Novo Testamento aprofundará à luz da cruz de Cristo, o lugar onde Deus mesmo habitou o sofrimento mais radical e o transformou, de dentro, em fonte de vida. A resposta cristã à teodiceia não é uma explicação, mas uma presença: o Deus que em Cristo desceu ao abismo do sofrimento e da morte, e ressuscitou, é o Deus que pode ser confiado mesmo quando as circunstâncias contradizem a promessa.

          Conclusão

          Nesta aula, examinamos as contribuições teológicas de Habacuque e Sofonias para a compreensão do mal, do julgamento e da esperança. Habacuque revelou-nos o profeta que pergunta (que leva sua perplexidade diante do triunfo aparente do mal diretamente a Deus) e que encontra, não uma resposta filosófica, mas um fundamento de fé. O justo viverá pela emunah, pela fidelidade confiante ao Deus cujo horizonte é mais largo do que o sofrimento presente. Sofonias apresentou o Dia do Senhor como purificação universal que não é apenas terror, mas o caminho para a constituição de um remanescente humilde e para a alegria escatológica de YHWH sobre o povo restaurado. Juntos, esses dois profetas oferecem ao estudante de teologia instrumentos espirituais indispensáveis para habitar um mundo marcado pelo sofrimento sem perder a esperança que a fidelidade de Deus garante.

          Conteúdo Bônus

          - Indicação de Leitura (A Resposta Teológica ao Trauma)
          Obra: A Mensagem de Lamentações: Honesta com a Dor (Série A Bíblia Fala Hoje), do teólogo Christopher J. H. Wright (Editora ABU).
          Por que explorar este material? A aula levanta perguntas existenciais cruciais: “Como continuar crendo num Deus que parece ter abandonado seu povo?”. Christopher Wright explora exatamente como o livro de Lamentações serve de válvula de escape teológica para essa dor. Ele demonstra que o autor bíblico não tentou maquiar a tragédia com clichês religiosos; em vez disso, usou a poesia fúnebre (em formato de acróstico hebraico) para processar o luto, expressar raiva, confessar o pecado de Judá e, finalmente, encontrar um fio de esperança na misericórdia inesgotável de Deus, mesmo em meio às ruínas fumegantes.

          - Indicação de Pesquisa Arqueológica (A Camada de Destruição Babilônica)
          Tema para pesquisa: As escavações na Área G da Cidade de Davi (Jerusalém), especificamente a “Casa das Bulas” (House of Bullae) e a “Sala Queimada” (Burnt Room), conduzidas pelo arqueólogo Yigal Shiloh.
          Por que explorar este material? O material de apoio termina introduzindo a “arqueologia da destruição”. Para materializar esse conceito, busque artigos acadêmicos sobre as escavações de Yigal Shiloh nos anos 1980. Ele descobriu uma espessa camada de cinzas, madeira carbonizada e pontas de flechas babilônicas incrustadas nas ruínas das casas de Jerusalém, datadas exatamente de 586 a.C. Além disso, a “Casa das Bulas” revelou dezenas de selos de argila preservados pelo próprio fogo que destruiu a cidade, contendo nomes de oficiais mencionados no livro de Jeremias (como Gemarias, filho de Safã). É a confirmação material dramática do terror narrado no texto bíblico.

          Referência Bibliográfica
          BAKER, David W.; ARNOLD, Bill T. (Org.). Faces do Antigo Testamento: um exame das pesquisas mais recentes. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
          DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos: dos primórdios até a formação do estado. 6. ed. São Leopoldo: Sinodal/EST, 2011. v. 1.
          DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos: da época da divisão do reino até Alexandre Magno. 5. ed. São Leopoldo: Sinodal/EST, 2011. v. 2.
          LASOR, William Sanford; HUBBARD, David Allan; BUSH, Frederic Wm. Introdução ao Antigo Testamento. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 1999.
          NAKANOSE, S. et al. Uma história de Israel: leitura crítica da Bíblia e arqueologia. São Paulo: Paulus, 2011.
          PEETZ, Melanie. O Israel bíblico: história, arqueologia, geografia. Petrópolis: Vozes, 2016.
          SKA, Jean-Louis. Antigo Testamento, 1: introdução. São Paulo: Loyola, 2017.
          SKA, Jean-Louis. Antigo Testamento, 2: temas e leituras. São Paulo: Loyola, 2017.
          SKA, Jean-Louis. O canteiro do Pentateuco: problemas de composição e de interpretação: aspectos literários e teológicos. São Paulo: Paulus, 2016.
          WALTKE, Bruce K. Teologia do Antigo Testamento: uma abordagem exegética, canônica e temática. São Paulo: Vida Nova, 2010.
          WALTON, John H. O pensamento do Antigo Oriente Próximo e o Antigo Testamento: introdução ao mundo conceitual da Bíblia hebraica. São Paulo: Vida Nova, 2010.
          WALTON, John H.; MATTHEWS, Victor H.; CHAVALAS, Mark W. Comentário histórico-cultural da Bíblia: Antigo Testamento. Belo Horizonte: Editora Vida, 2003.


"8 CHAVES PARA O ÊXITO"

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1. Conecte-se emocionalmente com sua classe

    Se deseja que as crianças estejam motivadas e interessadas em aprender, você precisa fazer uma conexão emocional. A parte do cérebro que governa a emoção pode ajudar tanto a aprender como interromper a aprendizagem. As crianças precisam de uma boa razão para fazer o que você está pedindo, uma razão que seja de seu interesse pessoal. Isto pode fazer sentir-se orgulhoso por uma realização, sentir prazer por ter feito uma atividade, sentir satisfação de completar uma tarefa desafiante ou a emoção de investigar algo novo.

2. Elimine os medos

    Embora a igreja seja um lugar de pessoas que amam a Deus e desejem o melhor para seus filhos, pode também ser um lugar de ameaças para as crianças. Josué sentia medo, pois sempre ouvia seu professor lhe dizer que não era permitido brincar com seus carrinhos de brinquedos na Escola Sabatina. Lucas, uma criança que não suportava estar sentado mais do que quatro minutos, sentia medo dos professores porque lhe diziam que devia sentar-se tranqüilo no círculo para a história bíblica.

3. Desafio ao êxito

    Uma vez que há sentido de conexão emocional e segurança, o que a criança precisa em seguida é um desafio. Os cérebros humanos foram criados por Deus para responder ao desafio, especialmente se há uma oportunidade de êxito razoável. As crianças respondem às atividades na classe quando estas atividades trazem um desafio para o êxito. Para uma criança como Lucas, uma história bíblica apresentada em forma de jogo ativo resultará em maior aprendizagem que se for forçado a manter-se quieto. Ele pensará, Que Legal! Isto eu posso fazer. Gostaria que a história bíblica fosse sempre assim cada semana.

4. Dê opções

    A possibilidade de escolher tem uma função importante na motivação. A livre determinação é uma característica dada por Deus à raça humana. Por conseguinte necessitamos fazer o que nos é pedido, mas de vez em quando a oportunidade para fazer uma escolha anima tanto as crianças como os adultos a participarem naquilo que escolheram.
    Deixe que as crianças escolham que personagem eles querem representar quando atuam na história bíblica. Deixe que eles escolham as atividades de aplicação, que apelam aos diferentes estilos de aprendizagem. Você ficará maravilhado de como as crianças estão desejosas de participar nas opções que fizeram.

5. Considere um sistema de recompensas positivas

    A conexão emocional leva as crianças a responderem ao desafio e este torna-se significativo somente se há uma “atração”. O que conseguirão as crianças com isto? Se elas fazem o que você quer que façam, que atração pode ter para eles? Para responder a esta pergunta alguns professores usam um sistema de recompensa positivo, que motivam os alunos que têm dificuldades para motivar-se por si mesmos – “Se disseres um versículo de memória, ganharás pontos para ir a um acampamento”. “Se terminares de fazer as notícias a tempo, serás o auxiliar do professor para este dia”. Quando as crianças entendem claramente as expectativas, o sistema de recompensa positivo pode ser simples e efetivo.

6. Estabeleça expectativas razoáveis e realizáveis

    Estabeleça expectativas que sejam razoáveis e realizáveis para as crianças em sua classe. Por exemplo, não espere que uma criança do jardim da infância permaneça sentada do mesmo jeito que uma criança do primário. Trate de entender e esteja atento, encaixando atividades que se ajustem à eles.
    Enquanto os sistemas de recompensas funcionam para resolver problemas a curto prazo, uma aprendizagem real acontece quando as recompensas vêm de dentro da criança – uma alta estima e satisfação afloram com uma tarefa completa.

7. Estabeleça uma relação afetiva

    Isto é simples de entender. As crianças que a amam querem agradá-la. As experiências de êxito têm muito a ver com as relações de benevolência. Quando as crianças trabalham fortemente para entender uma nova verdade bíblica e integrá-las a sua vida, elas necessitam ser incentivadas e afirmadas tanto pelos professores de classe na Igreja, como pelos pais no lar.
    Noticie e comente estes passos de progresso, é fácil passá-los por alto nas celebrações pequenas porque ante os olhos dos adultos, o fato não é tão significante. Esta dimensão de relações no ensino é muito importante. Tome tempo para comemorar as respostas às orações, dizendo: Que legal! depois de um jogo de recapitulação bíblica que demonstre quantas crianças aprenderam; dar um abraço a uma criança que não passou um bom dia. As relações afetivas positivas podem prover a conexão emocional para começar a cadeia de aprendizagem.

8. Faça um suspense com o que vai vir
    A curiosidade é algo extraordinário. Em um milésimo de segundo um flash resplandece no contacto de olhos que você e as crianças cruzam, e logo se dará conta que aceitou a atenção deles. Ali você está ajudando a construir a conexão emocional necessária para a aprendizagem ao criar mistérios, emoção e antecipação do que vai vir. Você captou a atenção e eles estão desejosos de aprender.

Por: Lois Keffer and Dean Stone
Extraído de www.igrejaadventista.org/Ministeriodacrianca


"O DECÁLOGO DO PROFESSOR CRISTÃO"

Resultado de imagem para PROFESSOR CRISTÃO

1. Fale com os alunos
    Nada há de tão agradável e animador quanto uma palavra de saudação, particularmente hoje em dia quando precisamos mais de sorrisos amáveis e professores acessíveis.

2. Sorria para e com os alunos
Lembre-se de que acionamos 72 músculos para franzir a testa e apenas 14 para sorrir.

3. Chame os alunos pelo nome
A música mais suave para muitos ainda é ouvir seu próprio nome.

4. Seja amigo e prestativo
Se você quer ter a amizade do aluno, seja amigo dele.

5. Seja cordial com o aluno
Tudo o que você fizer, faça-o com prazer. Você receberá o mesmo tratamento que dispensar aos seus alunos.

6. Demonstre interesse sincero pelos alunos
Não reduza seu aluno a um simples nome no cartão de chamada, ou alguém que apenas relata atividades missionárias. Considere-o como pessoa.

7. Seja generoso em elogiar, cauteloso em criticar
Professores competentes elogiam, encorajam e elevam seus alunos. Professores medíocres apenas sabem criticar, intimidar e ameaçar o aluno

8. Saiba respeitar os sentimentos dos alunos
Existem três lados numa controvérsia: o seu, o do outro lado e o lado de quem está certo. Quem disse que o professor está sempre com a razão?

9. Preocupe-se com a opinião dos seus alunos
Três comportamentos do professor de sucesso: sabe ouvir, sabe aprender e sabe admitir.

10. Procure apresentar um excelente serviço aos alunos
O que realmente vale em nossa vida é aquilo que fazemos para os outros. Portanto, colega: seja cem por cento profissional; na verdade: seja o melhor professor do mundo! 

Extraído de: SUÁREZ, Adolfo Semo. Sou professor. E agora? Engenheiro Coelho, Gráfica Lagoa Bonita, segunda edição, 2004, páginas 34 e 35


"Ser Mestre"

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Tarefa difícil, mas não impossível,
Tarefa que pede sacrifício incrível!
Tarefa que exige abnegação,
Tarefa que é feita com o coração.
Nos dias cansados, nas noites de angústia,
Nas horas de fardo, de tamanha luta,
Chegamos até a nos questionar,
Será, Deus, que vale a pena ensinar?
Mas bem lá dentro responde uma voz,
A que nos entende e fala por nós,
A voz da nossa alma, a voz do nosso eu.
Vale sim, coragem!
Você ensinando, faz bem a alguém
E vai semeando, nos alunos seus,
Um pouco de paz e um tanto de Deus.

Autor desconhecido


* Algumas citações do livro "PESCADORES DE CRIANÇAS"


“Tenho encontrado por vezes 
uma experiência espiritual mais profunda em crianças de 10 e 12 anos 
do que em muitas pessoas de 50 e 60 anos.”
 – página 24

“Oh, 
mestres, 
vejam o que podem fazer! 
Em suas escolas estão sentados nossos futuros evangelistas.
 Naquela classe dos menorzinhos está sentado um apóstolo
 para alguma terra distante.
 Poderá vir sob sua mão de treinamento,
 minha irmã, 
um futuro pai em Israel. 
Virão sob seu ensino, 
meu irmão, 
aqueles que carregarão as bandeiras do Senhor no grosso da batalha.” 
– página 66

“Creia na conversão de crianças quando crianças;
 creia que o Senhor pode chamá-las por sua graça,
 pode renovar seus corações, 
pode dar-lhes um papel 
e uma sorte dentre seu povo 
muito antes de chegarem à plenitude da vida.” 
– página 80

“Os ensinos de nossa infância 
deixam impressões definidas e distintas na mente,
 que permanecem depois que setenta anos já se passaram.
 Cuidemos que tais impressões sejam feitas para os mais altos propósitos.” 
– página 108

“Então a criança abriu os olhos
e arriscamos dizer
 que Eliseu pensou que nunca antes tinha visto olhos tão lindos. 
Não sei que espécie de olhos era, 
castanhos ou azuis, 
mas sei que qualquer olho que Deus o ajudar a abrir 
será para você um olho lindo.”
Pág. 153

Charles H. SPURGEON


sábado, 6 de janeiro de 2018

"O bebê Moisés"

"O bebê Moisés"

Êxodo 1: 1 A 22 e 2: 1 ao 10








"Em busca do tesouro"










Erica Rangel

          VERSÍCULO BASE: 
          MATEUS 13.44
          Jesus contava muitas história para ensinar coisas importantes para o povo.Certa vez contou a história de um homem que foi num campo e, de repente,achou algo extraordinário.Sabem o que ele achou lá? Achou um tesouro escondido.
          Jesus contou que Aquele homem teve muita vontade de ficar com o tesouro para si. Então,ele escondeu o tesouro novamente,e ficou bem quietinho,não contando nada para ninguém.Voltou para casa e vendeu tudo o que tinha.Depois de estar com o dinheiro na mão,comprou aquele terreno, e assim tudo o que havia no terreno era seu,inclusive o tesouro,que ele tanto queria.
          E aquele homem ficou muito feliz com o tesouro precioso!
          Sabem,crianças,no tempo de Jesus não havia bancos para se guardar o dinheiro e nem cofres para guardar jóias,como existem hoje.Por isso,muitas pessoas escondiam seu dinheiro. Às vezes até mesmo os enterravam para que ninguém encontrasse ou roubasse.
           Jesus,com essa história,comparou o tesouro que o homem achou com o tesouro precioso que está no céu.Sabem quem é esse tesouro?
          Nós vamos descobrir quem é esse tesouro,vocês querem esse tesouro? Então vamos fazer uma brincadeira de caça ao tesouro.Para encontrar as pistas você precisa ler a Bíblia.
           A Bíblia é o nosso manual de instruções, é como se fosse o nosso mapa do tesouro,ela nos ajudará a encontrar esse tesouro escondido.
          Para encontrar o Tesouro escondido,grande tarefa terá de fazer uma das primeiras regras do jogo é aprender a OBDC.
          1º pista: 
          Obediência: a ovelha é obediente...(falar sobre a Ovelha) A ovelha trás um envelope... dentro tem uma pergunta,quem responder corretamente abre o envelope da segunda pista. (pergunta: você é ovelha ou bode?...) como uma boa ovelha você vai obedecer,com os olhos vendados,ouvindo apenas a voz do mestre,você vai fazer o que ele dizer: testando a sua confiança, o envelope da segunda pista,você irá receber...Meu Mestre mandou falar o versículo pulando,segurando a ponta do nariz,coçando a cabeça,com a mão no joelho.
          2° pista: 
          Confiança: Confiar em Deus é a atitude mais certa que alguém pode ter. Porque a confiança nos dá segurança,alegria e força para enfrentar qualquer desafio.Deus é Fiel e bom e nunca desampara e nem abandona aqueles que confiam nele...
          Vocês estão ficando bons nisso,mas vamos lá porque o tesouro ainda está muito longe,o caminho até ele será difícil,mas com trabalho em equipe e com confiança e fé em Deus irão encontra-lo.
          3° pista: 
          Fé : A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.Tenha Fé,que você irá conseguir.
          Se você quiser ganhar,vai ter que se apressar,vá pensando numa musica e comece a cantar,mas não serve qualquer uma,Esta não é a Solução, a musica tem que falar do pecado, e ter a palavra Adão...
          Tia Erica: Vai falar sobre o Pecado, e pecado é tudo aquilo que...
          4° pista: 
          Arrependimento: Pra continuar em busca ao tesouro não podemos vacilar, devemos nos arrepender dos nossos pecados e a Cristo aceitar. Para encontrar a quinta pista,não podemos da bobeira não devemos ficar longe do Pecado e buscar a Santificação,Mas se sem querer pisar na bola,só Jesus pode te oferecer o Perdão...
          5° pista: 
          Perdão: Muitas das vezes somos falhos,cometemos erros sem muitas vezes pensar,mas Deus está sempre pronto a nos ajudar. Jesus nosso amigo, sempre está pronto a nos estender a mão. Ele perdoa nossos pecados e nos garante a Salvação.
          Vamos lá amiguinho,não podemos mas parar,vamos em busca do tesouro, e a sexta pista encontrar.
a sexta pista, fala sobre um ensinamento que Jesus nos deixou, amaivos uns aos outros,como Cristo vos amou.
          6º pista: 
          Amor: O amor é a chave para entender Deus e a vida que Ele quer que você tenha na terra. Jesus é a prova do amor de Deus,o maior e melhor presente deu nos entregou como prova do seu infinito amor. Descubra o versículo para poder continuar.Já estamos chegando perto do tesouro encontrar. ("Porque Deus amou o mundo de Tal maneira que enviou o seu Único filho Jesus para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna." João 3.16) (dentro da caixa do Versículo a próxima pista Gratidão)
          7º Pista: 
          Gratidão: Devemos ser grato a Deus, pelo seu infinito amor,obediência é uma maneira de mostrar sua gratidão e seu amor a Deus. Vamos a última pista e o tesouro encontrar, Deus no enviou a Jesus para nossas vidas do pecado libertar.
           8° pista: 
          Jesus: Jesus está dizendo que devemos buscar,isto é,procurar até encontrar e tem que ser em 1° lugar,tem que ser o nosso alvo.
           Esse alvo é encontrar o reino de Deus e a sua Justiça, a 1° coisa a fazer é receber o Senhor Jesus como Salvador para tornar-se um cidadão do reino de Deus.
           Quando recebemos Jesus no nosso coração significa que entendemos que Deus nos ama tanto e por causa deste amor é que Ele nos enviou Jesus.
           Jesus nunca pecou,mas morreu no lugar de cada um de nós pecadores. O Pecado destruiu tudo de bom que Deus criou... (abrir a caixa preta- O Pecado nos afasta de Deus).
          Jesus, é o único caminho que nos leva a Deus. O Reino de Deus está dentro de todo aquele que recebe o Senhor Jesus como Salvador.
           O Tesouro escondido é o próprio Senhor Jesus,o maior tesouro que alguém pode descobrir. Sabe crianças,Deus quer que você criança tenha o Senhor Jesus como único Rei em sua vida,e que o reino de Deus seja mais importante do que todas as coisas deste mundo. Deus quer que você não fique só querendo as coisas deste mundo,porque são passageiras.Quando você possui algo que tanto quer,logo perde a graça e quer outra diferente.      Mas quando você busca primeiro as coisas de Deus,você fica satisfeito,feliz e com certeza obras maiores Ele fará através da sua vida. Deus quer que você receba as riquezas do seu reino. Pois quem VENCER HERDARÁ TODAS AS COISAS... (ABRA O BAU DO TESOURO).
          Muitas vezes podemos ficar sem as coisas que são importantes para nós,por exemplo Alguém pode quebrar sua boneca,ou estragar seu carrinho,furar sua bola,ou um ladrão roubar sua bicicleta. Mas o nosso tesouro precioso,que é Jesus,ninguém pode quebrar ou nos roubar. Você já tem esse tesouro?Você já aceitou a Jesus como Salvador?

de http://amoremfazerbem.blogspot.com



* "José e os traficantes de escravos"

"José e os traficantes de escravos"

Gênesis 37 a 50






* "Mordomia Cristã"








de Meirinha Magalhães
Via WatZap



"Abraão e a promessa de Deus"

"Abraão e a promessa de Deus"

Gênesis 15