
terça-feira, 14 de maio de 2019
Mateus 24. 6 a 8
"Até quando, Senhor"
"Até quando,
Senhor,
clamarei eu,
e tu não me escutarás?
Gritar-te-ei:
Violência!
e não salvarás?"
Habacuque 1:2
Habacuque vivia num período sombrio em Judá. A corrupção era explícita, a justiça estava torcida e a violência tomava conta das ruas. O que mais machucava o profeta não era apenas o mal em si, mas o silêncio divino diante do caos.
É fácil nos identificarmos com Habacuque. Quantas vezes já olhamos para uma crise pessoal, uma enfermidade na família ou as injustiças do mundo e nos perguntamos em silêncio: "Deus, o Senhor não está vendo isso?"
Habacuque não murmurou pelas costas de Deus; ele dirigiu suas perguntas diretamente ao Senhor. Há uma diferença gigante entre revolta ímpia e a lamentação sincera de um coração adorador, um coração que espera no Senhor!
Na sequência do capítulo, Deus revela que já estava trabalhando nos bastidores. O silêncio divino quase nunca significa inatividade; significa apenas que os caminhos d'Ele usam um ritmo diferente do nosso.
O nome Habacuque vem de uma raiz hebraica que significa "aquele que abraça" ou "se apega". Quando você não entender a mão de Deus, apegue-se ao Seu caráter.
Em vez de guardar a sua frustração ou fingir uma fé perfeita que você não está sentindo, rasgue o coração diante do Altíssimo. Apresente o seu "até quando?" com reverência. Ele não se ofende com a sua dor e está pronto para te sustentar enquanto a resposta não vem.
A fé bíblica não exige a supressão da dor ou das dúvidas. Deus acolhe a honestidade de quem busca respostas n'Ele.
Deus governa a história e a geografia política, mesmo quando os instrumentos parecem incompreensíveis.
O capítulo 1 termina com a expectativa da resposta de Deus, ensinando que a oração honesta desemboca na vigilância e na confiança na justiça divina.
Oração:
Senhor, às vezes o tempo de espera pesa e o silêncio parece ensurdecedor. Perdoa-me quando duvido do Teu cuidado diante da dor. Ajuda-me a levar minhas dúvidas a Ti em vez de me afastar. Dá-me graça para confiar que, mesmo quando não vejo, o Senhor continua no trono e trabalhando no tempo certo. Amém.
"A Dádiva das 03 Cartas"
sexta-feira, 10 de maio de 2019
"Um bonito coração"
Não havia nele um único sinal que lhe prejudicasse a beleza. Todos reconheceram que realmente era o coração mais bonito que já haviam visto.
O jovem estava vaidoso e o ostentava com crescente orgulho.
De repente um velho homem, montado num cavalo, surgiu do meio da multidão, desceu ao chão e bradou: “Seu coração nem de longe é tão bonito quanto o meu !”
O jovem e a multidão olharam para o coração do velho homem: Batia fortemente, mas era cheio de cicatrizes.
Havia lugares onde faltavam pedaços e também partes com enxertos que não se encaixavam bem, que tinham as laterais ressaltadas.
A multidão se espantou :
“Como pode ele dizer que seu coração é mais bonito?”
O jovem olhou para o coração do velho homem e disse, rindo:
“O senhor deve estar brincando! Compare seu coração com o meu e veja. O meu é perfeito e o seu é uma confusão de cicatrizes e emendas! “
” Sim ” , disse o velho homem.
“O seu tem aparência perfeita mas eu nunca trocaria o meu por ele. As marcas representam pessoas a quem dei o meu amor.
Eu arranquei pedaços do meu coração e dei a elas e, muitas vezes, elas me deram pedaços de seus corações para colocar nos espaços deixados . como esses pedaços não eram de tamanho exato, hoje parecem enxertos feios e grosseiros, mas eu os conservo como lembranças de amor que dividimos.
Algumas vezes eu dei pedaços do meu coração e as pessoas que os receberam não me deram em retorno pedaços de seus corações : esses são os buracos que você vê.
Dar amor é arriscar.
Embora esses buracos doam, eles permanecem abertos lembrando-me do amor que tenho por aquelas pessoas, e eu tenho esperança de que um dia elas me deem retorno e preencham os espaços que ficaram vazios.
Agora você consegue ver o que é beleza de verdade?”
O jovem ficou em silêncio, com lágrimas rolando por suas faces. Caminhou em direção do velho homem, olhou para o próprio coração e arrancou um pedaço, oferecendo-o com as mãos trêmulas.
O homem pegou aquele pedaço, colocou no coração e tirando um outro pedaço do seu, colocou-o no espaço deixado no coração do jovem. Coube, mas não perfeitamente, já que havia irregulares beiradas.
O jovem olhou para o seu antes tão perfeito coração. Já não tão perfeito depois disso, mas muito mais bonito do que sempre fora, já que o amor do velho homem entrara nele.
Diante da multidão que os observava em respeitoso silêncio, eles se abraçaram e saíram andando lado a lado, seguidos pelo cavalo, cujas patas batendo no solo emitiam o som de corações pulsando.

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