sábado, 22 de abril de 2017

"O Livro de Deuteronômio"


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O título do livro
          Na versão hebraica original, o Deuteronômio ê denominado: “Eis as palavras” (cap. 1:1). Não é de admirar, pois, que toda a ênfase do livro esteja sobre as palavras de Deus, reclamando para elas confiança e obediência.

O tema e a época
          Enquanto o livro de Números descreve os acontecimentos da história de Israel, que se deram durante 38 anos de peregrinação no deserto, o Deuteronômio começa seu relato no 11º mês do 40º ano após a saída do Egito (1:3).
          Moisés sabe que não atravessará o Jordão. Na véspera de sua morte, antes de transmitir seu testamento espiritual (cap. 28-34) ao povo, reúne-o para lembrar-lhe as intervenções de Deus durante sua viagem (cap. 1:11), bem como as instruções do Todo-Poderoso (cap. 12-27).

A finalidade do livro
          Deuteronômio é a palavra grega que significa “segunda lei”. A nova geração que ia entrar em Canaã não era nascida quando os dez mandamentos e as outras ordenanças da lei foram promulgadas no monte Sinai. Esta repetição não é, pois, supérflua. Ela foi um enriquecimento para a nova geração de Israel… Meditar nela será igualmente um grande enriquecimento para a juventude, que é convidada a ler esse livro magnífico.

Uma advertência aos conquistadores de Canaã
          Verificamos logo que há alguma coisa de patético nas exortações do grande legislador: ele não entrará no país da promessa, mas está tão perto de Deus que o futuro não lhe escapa; sabe que o momento de sua morte se aproxima, e que depois de sua partida, o povo esquecerá seu ensinamento, abandonará o Senhor e se corromperá na idolatria.
          Israel conquistará Canaã, mas Canaã também conquistará Israel, impondo-lhe seus falsos deuses; seguir-se-ão séculos de desobediência e apostasia. Essa perspectiva explica a insistência de Moisés e seu constante convite para uma decisão ao lado do Senhor; mostra também por que, no Deuteronômio, as maldições parecem eclipsar as bênçãos (cap. 28), tendo aí as notas negativas sempre um grande lugar (cap. 27).

A carta do futuro do povo de Israel
          Mas o Espírito Santo vai mais longe nesse livro: toma o cuidado de estabelecer as bases morais e espirituais de toda a história judaica. Quando Israel puser em prática a Palavra de Deus, conhecerá a prosperidade; quando se afastar dela, virão as infelicidades, as perseguições, o exílio e o anti-semitismo com tudo o que ele traz. Os princípios estabelecidos pelo Deuteronômio têm sido provados através dos séculos na sobrevivência milagrosa do povo eleito.

Uma bênção em Jesus Cristo
          Contudo, a divina solução para tanto sofrimento reside na Pessoa do Messias, apresentada em particular em Deuteronômio 18:15-20; a Palestina é o cenário em que Ele Se manifestará, quando as doze tribos receberem cada uma a bênção particular anunciada por Moisés em Deuteronômio 33.

Um paralelo com o Novo Testamento
          Observação importante: o 5º livro da Bíblia aplica-se a nós também. Os perigos dos israelitas na entrada de Canaã são os nossos. Além disso, nenhum livro do Velho Testamento é tão citado pelo próprio Senhor Jesus Cristo.
          O apóstolo Paulo, por sua vez, emprega a linguagem de Moisés, dirigindo-se aos Efésios: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho. E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando cousas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. Portanto, vigiai, lembrando-vos de que por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um” (Atos 20:29-31).
           Como vivemos num período da história em que os perigos são muito graves, tomemos maior cuidado com as palavras do grande profeta de outrora: “Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra ti que te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e tua descendência”, Deuteronômio 30:19-20

Glossário

6,19; 4:10; 5:2; 9:8
Horebe – Designação do monte Sinai onde Deus deu Suas Leis (confira Êxodo 17:6 e 19:2).

11:10
Com o pé a regáveis – A água devia ser conduzida por pequenos sulcos abertos com os pés.

14:7
A lebre… que rumina – Tradução Inexata da palavra hebraica “arnebeth” mencionada somente aqui e em Levítico 11:6, designando um animal desconhecido eventualmente uma espécie desaparecida hoje.

16:13; 31:10
A festa dos tabernáculos – Uma vez instalados em Canaã, os israelitas deviam viver 7 dias por ano debaixo de tendas, em memória dos 40 anos no deserto. Essa celebração era chamada festa dos tabernáculos ou festa das tendas (Levítico 23:39-43; Neemias 8:14-18).

24:6
A mó de cima – Os moinhos a braço eram formados de duas mós: a de cima era móvel, a de baixo era fixa. Era usada diariamente para a preparação do pão.

24:9
O que o Senhor… fez a Miriã – Ver Números 12.

25:3
Quarenta açoites… não mais – Esta restrição explica a experiência do apóstolo Paulo descrita em 2 Coríntios 11:24.

25:14
Um efa – Medida de capacidade utilizada sobre tudo para o grão (Êxodo 16:36; Juízes 6:19; Rute 2:17). Corresponde ao bato (Ezequiel 45:11), medida de capacidade utilizada para os líquidos (mais ou menos 35 litros).

27:2
Pedras grandes, e as caiarás – Este capítulo profético de Moisés realizou-se quando da conquista de Canaã (Josué 8:30-35).

29:18
Raiz que produza erva venenosa e amarga – Imagem retomada no Novo Testamento para descrever a infecção e a perturbação provocadas por raízes de amargura (Hebreus 12:15).

31:2
Já não posso sair e entrar – Andar à vossa frente, ser vosso chefe.

33:8
O Tumim e o Urim – “Perfeição” e “Luz”: objetos de natureza desconhecida, que faziam parte da veste do sumo sacerdote; os nomes das tribos de Israel estavam aí gravados; naqueles dias em que ainda não podia ser consultada a Palavra escrita, era suficiente ver sobre o Urim e o Tumim um reflexo luminoso particular para que fosse interpretado como sendo a resposta do Senhor (Êxodo 28:30; Levítico 8:8; Números 27:21; 1 Samuel 23:9 e 28:6; Esdras 2:63, etc).

Por J. H. Alexander

de : www.universidadedabiblia.com.br



"Como Ensinar os pequeninos a orar"





  •  Versículo:
  •  “Tudo que pedir em oração, 
  • crendo, 
  • receberá”
  •  Mateus 21:22
 

 Como Ensinar os Pequeninos a Orar?

          Segundo o dicionário Aurélio, oração é: súplica religiosa, reza, prece, discurso, fala.
A oração é uma conversa com o Pai. Todos nós precisamos devemos orar, este é um hábito gostoso e indispensável que devemos ensinar às nossas crianças desde pequenos, pois é através da oração que as crianças são motivadas à:

1-    Reconhecer a presença de Deus
2-   Buscar a benção de Deus
3-   Orar em voz alta e sem inibições.

   1- No começo do período de oração, procure falar com as crianças sobre diferentes aspectos que envolvem a oração:
a)    O que é oração?
b)   Quem pode orar? (Mateus 6:5-15)
c)    Quando orar? (I Tessalonicenses 5:17/ Efésios 6:18)
d)   Por que orar?
e)   Por que fechamos os olhos quando oramos?
f)    Por que pedimos “em nome de Jesus”? (João 14:13 e 14)

     2-   Leia um versículo que fale de oração ou um cântico próprio.

        Papai do céu... (inicia a oração)


Dedo Mínimo: Ora por mim
Dedo Anelar: Orar pelos doentes, pobres e mais fracos
Dedo Médio: (o dedo mais alto): Orar pelosos que tem grandes responsabilidades e pode (presidente, governador,etc)
Dedo Indicador: Orar pelos responsáveis por nós (pastores, professores da escola e E.B.D., líderes de departamento)
Dedo Polegar: Orar pelos que estão mais perto de mim (minha família, meus amigos e meus vizinhos).

    3-   Pergunte às crianças sobre as coisas pelas quais elas irão orar, fazendo lista de assuntos de louvor e petições que devem ser mencionados junto a Deus.

     4-   Esteja atento para as  seguintes recomendações:
A)  O período de oração deve ser breve
B)   Use palavras simples e frases curtas
C)   Procure motivar a classe (com fotos, livro ou caixinha de oração e agradecimento).

Ajudando a criança a orar em público

     1-    Escolha dentre as crianças salvas a mais desinibida e que fala melhor para orar para iniciarem o período, a fim de que as outras se seguem.

    2-   Peça-lhes que orem por coisas definidas. Aproveite as situações e experiências que elas contam na classe e sugira que orem por aquilo.

     3-   Em cada aula explique um aspecto da oração:
           a) adoração (dizendo os atributos de Deus)
                b) louvor (o que Ele fez e faz)
                c) petição (Deus sabe, mas gosta de ouvir)
                d) confissão (confessar nossos erros)
                e) intercessão (orar pelas pessoas)

      4- Quando o período de oração tiver como aspecto principal do dia da petição, explique-lhes sobre as possíveis respostas de oração. Lembre-se que as respostas da oração são como um sinal de trânsito.
         

Não Tiago 4:3 
ESPERE Salmo 37:7
SIM I João 5:14















          Mantenha disciplina neste momento, mostre às crianças a necessidade da oração. Se você mostrar seriedade e destacar o fato de que Deus está presente as crianças reagirão ao clima emocional e espiritual do ambiente.
          É através da oração que temos uma intimidade com Deus, seja você o condutor da vida espiritual dos pequeninos. No futuro, elas agradecerão.
           Você sabe o que pode acontecer com uma criança que ainda não sabe as respostas da oração á Deus?

          APRENDEMOS :

     1- O QUE É ORAÇÃO ?CONVERSAR COM DEUS...
     2- ONDE ORAR?EM QUALQUER LUGAR...
     3- PARA QUE ORAR?PARA CHEGAR PERTINHO DE DEUS
     4- COMO ORAR?COM RESPEITO,DEDICAÇÃO...
     5- QUANDO ORAR?SEM CESSAR,TODO MOMENTO....
   6-PORQUE ORAR?QUANDO OREMOS DEUS NOS OUVE E RESPONDE NOSSAS 
ORAÇÕES









Fonte A lição recebi da amiga do Facebook Alê Matte e as figuras peguei na net
DE https://anotacoesdabiblia.blogspot.com.br


"O Livro de Números"


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Universidade da Bíblia 

Título
          Arithmoi é o titulo da versão grega dos Setenta (século III A.C.); Numeri, na Vulgata latina, simplesmente porque esse livro compreende dois recenseamentos do povo de Israel: o primeiro efetuado após a saída do Egito, no começo do segundo ano de sua peregrinação no deserto (cap. 1); o segundo, 39 anos mais tarde, imediatamente antes que a nova geração de Israel penetrasse em Canaã (cap. 26).
           Os israelitas designam o quarto livro de Moisés pelas primeiras palavras do texto hebraico: “No deserto”. Esse título corresponde muito melhor ao assunto desses 36 capítulos, que narram mais de 38 anos de experiências do povo eleito: desde a partida do Sinai até a chegada às planícies de Moabe.
  
Primeira Seção (cap. 1-10)
          O livro do Êxodo permitiu-nos seguir Israel até o monte Sinai, onde Deus lhe comunicou Suas ordenanças e Suas leis. O Levítico é inteiramente consagrado às prescrições sacerdotais dadas pelo Senhor durante o primeiro ano após a saída do Egito.
          Os 10 primeiros capítulos de Números descrevem acontecimentos que duraram apenas algumas semanas: preparativos ordenados por Deus antes da partida do Sinai. Esta partida teve lugar no 20º dia do segundo mês do segundo ano (10:11):

 Recenseamento do povo — cap. 1
Organização do acampamento — cap. 2
Recenseamento e funções dos levitas — cap. 3e4
Pureza no acampamento — cap. 5 e6
Ofertas dos príncipes — cap. 7
Consagração dos levitas – cap. 8
Celebração da segunda Páscoa e presença da nuvem — cap. 9
Trombetas anunciando a partida — cap. 10


Segunda Seção (cap. 11-21)
          O povo de Israel poderia ter vencido em 11 dias a distância que separa o Sinai de Canja (confira Deuteronômio 1:2). Em vez disso permaneceu quase 40 anos nesse “grande e terrível deserto” (Deuteronômio 1:19), até que perecesse toda a geração rebelde, mediante o castigo divino (Números 14:33-34; 1 Coríntios 10:5; Hebreus 3:16-17).
          Cabe a esta seção de Números contar-nos os principais acontecimentos desses 40 anos. Essa narração gira essencialmente em torno de 7 ocasiões particulares em que Israel se tornou culpado, murmurando contra Deus.
  
Murmuração após a primeira etapa da viagem – 11:1-3.
Murmuração contra o alimento – 11:4-35.
Murmuração de Miriã e Arão a respeito de Moisés – cap. 12.
Murmuração após o relatório dos 12 espias chegados de Canaã – cap. 13-14.
Murmuração de Coré e seus companheiros, contra a autoridade – cap. 16-17.
Murmuração em Meribá: falta de água – cap. 20.
Murmuração em Hor: as serpentes ardentes – cap. 21.


Terceira Seção (cap. 22-36)
          Em contraste com os anteriores, estes quinze capítulos preenchem uma época relativamente curta: a etapa que vai dos dias nas planícies de Moabe até a véspera da entrada em Canaã. As vitórias sobre Seom, rei dos amorreus e sobre Ogue, rei de Basã (21:21-35), permitiram um rápido avanço no itinerário que conduzia à Palestina.
           Israel já se encontrava na proximidade do Jordão, em frente a Jericó. Então Balaque, rei de Moabe, assalariou o adivinho Balaão para amaldiçoar a Israel (Números 22; 2 Pedro 2:15), mas este não pôde amaldiçoar o povo que o Senhor tinha abençoado (Números 23-24; comparar Judas 11).
           Recorreu então a uma pérfida estratégia: ensinou às filhas de Midiã a tentar e corromper os filhos de Israel (confira 31:16 e Apocalipse 2:14) e isto resultou em uma terrível praga (Números 25; 1 Coríntios 10:8), seguida de uma brilhante desforra (Números 31).
           Algumas tribos israelitas decidiram então ocupar o território em que estavam (Números 32), renunciando assim a habitar no país da promessa. Números 33 resume as etapas da viagem, através do deserto, até as planícies de Moabe; enquanto os capítulos 34-36 dão novas instruções a respeito da entrada em Canaã.
          É o prelúdio do Deuteronômio, essencialmente consagrado às últimas advertências de Moisés, comunicadas durante os dois últimos meses dos 40 anos de peregrinação pelo deserto.

O livro de Números e o crente
         O apóstolo Paulo disse: “Ora, estas cousas se tomaram exemplos para nós” (1 Coríntios 10:6). Em diversas ocasiões o Novo Testamento se refere a essas experiências penosas do povo da antiga aliança, para que delas tiremos as lições necessárias (Atos 7:39-42; 1 Coríntios 10:1-13; Hebreus 3-4; Apocalipse 2:14, etc).
          Murmurações e queixas sempre comprometem a marcha cristã e a vida de fé. É possível aos filhos de Deus sair do Egito (o mundo), para em seguida morrer no deserto de uma vida infrutífera, sem nunca entrar na posse de sua herança espiritual.
          Acontece também, às vezes, que o crente se acomoda a uma posição que lhe parece confortável, na metade do caminho preparado por seu Senhor, mais ou menos como essas tribos que se estabeleceram a leste do Jordão e ficaram aquém do plano que Deus tinha para elas.
          O livro de Números é um manual de instrução para nossa marcha cristã diária, colocando constantemente diante de nós a extraordinária fidelidade de Deus em face da constante infidelidade do homem.
          Porém, tudo não é negativo nesse livro; pelo contrário, nele se encontram promessas de bênçãos (6:24-27), e admiráveis ilustrações da salvação em Jesus Cristo, em particular:

no florescimento da vara de Arão (confira Números 17 e Romanos 1:4)
na novilha vermelha (confira Números 19 e Hebreus 9:13-14)
na serpente ardente (confira Números 21:4-9 e João 3:14-16)
nas cidades de refúgio (confira Números 35 e Colossenses 2:10)


Glossário

6:1
Nazireado – Derivado de uma palavra que significa “separar-se dos outros”, “consagrar-se” (confira Juízes 13:2-7; Mateus 2:23).

  
11:3
Taberá — Derivada de uma palavra que significa “alumiar”, “queimar”.

  
11:34
Quibrote-Ataavá – Sepulcro da concupiscência.

  
13:16
Oséias – Ajuda, salva; Josué – Jeová ajuda, salva. O nome de Jesus tem a mesma significação (Mateus 1:21).

  
13:24
Escol – Cacho.

  
20:13
Meribá – Murmuração.

  
21:1
O caminho de Atarim – O caminho dos espiões (confira Números 13:17).

  
21:3
Hormá – Deriva de uma palavra que significa “destruir”, “entregar” por interdição.

  
21:16
Beer – Poço.

  
21:29
Camos – Divindade dos moabitas.

  
34:6
O Mar Grande – O Mediterrâneo.

  
34:11
O mar de Quinerete – O mar de Tiberíades ou o mar de Genesaré; Quinerete, significa “harpa”, alusão à forma geográfica desse mar.

Por J. H. Alexander

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"ORANDO COM PODER" - PARTE 2


          Falaremos agora sobre um atributo de Deus que muito nos ajuda a termos uma vida de oração em que o “não” seja raro, o “sim” seja frequente, e o “espere” seja animador. O atributo a que me refiro é a bondade de Deus.
          Na realidade, nós seres humanos nem começamos a compreender o tamanho da bondade de Deus para conosco. Muito do que sofremos, é porque nos falta mais entendimento sobre a bondade de Deus. Frequentemente passamos fome de todos os tipos enquanto ao alcance das mãos, bem ao nosso lado, se encontra uma mesa farta, mas que devido à nossa cegueira espiritual, não vemos o maravilhoso banquete à nossa disposição. As respostas às nossas orações são seriamente debilitadas por essa incapacidade de enxergarmos além do físico; a falta de visão restringe os benefícios da bondade de Deus.

 "Jesus respondeu, 
e disse-lhe: 
Se tu conheceras o dom de Deus, 
e quem é o que te diz:
 Dá-me de beber,
tu lhe pedirias, 
e ele te daria água viva."
João 4: 10
.
"A base da nossa fé consiste não apenas em crer que Deus existe, mas também em esperar e confiar que ele atenderá às necessidades dos seus filhos."
.
          Frequentemente pedimos ao Pai por algo, mas antes mesmo de ouvirmos a resposta seguimos atrás de soluções alternativas, procurando resolver a situação à nossa maneira.

"Espera no Senhor, 
anima-te, 
e ele fortalecerá o teu coração;
 espera, 
pois, 
no Senhor."
Salmos 27: 14

          Passado o tempo, quando a nossa solução não traz o resultado esperado, dizemos que aquilo foi uma resposta às orações. Em outras palavras, culpamos a Deus por nossa falta de paciência.
          Queridos, entendam que a base da nossa fé consiste não apenas em crer que Deus existe, mas também em esperar e confiar que ele atenderá às necessidades dos seus filhos.

 "Ora, 
sem fé é impossível agradar-lhe;
 porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus
 creia que ele existe, 
e que é galardoador dos que o buscam."
Hebreus 11: 6
          A bondade de Deus também é demonstrada na qualidade daquilo que ele nos dá. Do Senhor sempre receberemos o melhor.

 "Toda a boa dádiva
 e todo o dom perfeito vem do alto, 
descendo do Pai das luzes, 
em quem não há mudança nem sombra de variação."
Tiago 1: 17

          Nada que conseguimos com o nosso próprio esforço se compara com aquilo que vem diretamente de Deus. Note que devido à sua bondade, Deus está continuamente operando na vida do ser humano em geral, mas aqueles que esperam nele, recebem um tratamento especial.

"Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças,
 subirão com asas como águias;
 correrão,
 e não se cansarão;
 caminharão,
 e não se fatigarão."
Isaías 40: 31

          O Pai se deleita em dar do melhor que existe aos seus filhos mais íntimos.
          Irmãos, vamos crescer juntos nesta área? Vamos exercitar a nossa fé e procurar enxergar a mesa farta do nosso Pai toda vez que precisarmos de algo? Vamos sim! Pois como disse o nosso irmão Paulo:

“Aquele que não poupou a seu próprio Filho, 
antes, 
por todos nós o entregou, 
como não nos dará também com ele todas as coisas?” 

Markus DaSilva


Dicas para contar histórias

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1 - Preparação do Evangelizador
ü  É importante escolher o enredo de acordo com o objetivo visado, sem misturar os assuntos, tendo um tema específico (se o objetivo é falar sobre oração, não inclua também algo sobre reencarnação, para que a criança entenda bem a ideia proposta);
ü  Quem conta uma história deve conhecer muito bem a narrativa (não decorar, mas saber bem a história); uma boa ideia é contar a história previamente para alguém, solicitando que a pessoa comente a narrativa, auxiliando a suprir erros e lacunas na história;
ü  Com a prática (e o prévio ensaio), é possível diminuir os gestos bruscos, os cacoetes com as mãos e os tiques (Né? Sabe? Então...), adquirindo movimentos tranquilos e harmoniosos;
ü  O narrador deve passar segurança, por isso não deve iniciar se desculpando por não saber contar direito a história ou por não ter preparado a narrativa. Lembre-se que é possível adquirir a confiança em si mesmo através da prévia preparação e do ensaio da história (as primeiras histórias serão mais difíceis, exigirão um preparo maior, mas com o tempo e a prática as dificuldades tendem a diminuir);
ü   Seja autêntico ao contar a história: não tente fingir alegria ou tristeza, seja natural e sincero, vivenciando aquilo que está sendo narrado;
ü  Quanto mais praticar, melhores ficarão as narrativas. Importante aliar criatividade à humildade e à oração, pedindo auxílio (previamente) ao Espírito Protetor, a fim de que se possa sentir a ajuda do Mundo Espiritual no momento de executar a tarefa;
ü  A linguagem utilizada deve ser simples, correta e estar à altura do entendimento das crianças. Se precisar usar alguma palavra que as crianças possam não compreender o significado, substitua-a por um sinônimo mais fácil ou explique o que quer dizer;
ü  Ao escolher uma maneira para contar a história, é importante analisar o enredo e qual o seu objetivo. Um método bastante usado para integrar os ouvintes é a interrupção combinada, ou seja, o evangelizador deixa previamente acertado que quando falar uma frase específica, as crianças devem responder com uma palavra ou gesto especial (ou então, sempre que indicado pelo narrador, emitem um efeito sonoro de acordo com a história, como por exemplo, o som que faz o animal da história);
ü  Quando for utilizado material ilustrativo ou outro acessório, é essencial treinar a sequência dos acontecimentos, ligando-os à apresentação das gravuras ou cartazes;
ü  Ao contar uma história, lembre-se que as expressões faciais e gestos são tão importantes como o tom e o som da voz. Aprender a exagerar emoções, desenvolver diferentes vozes e personalidades, contar histórias em "bumerangue", isto é, dialogar consigo mesmo, são recursos valiosos.

2 - Sobre a história
ü  As histórias podem ser reais ou imaginárias. Quando a história for verdadeira (os fatos aconteceram realmente) pode-se salientar o fato, a fim de despertar maior interesse das crianças;
ü  Certifique-se de que a história a ser narrada não é de conhecimento das crianças, evitando o desinteresse e as interrupções de quem já conhece a narrativa. Lembre-se, porém, que crianças com pouca idade gostam de ouvir/ver várias vezes a mesma história ou filme; já as crianças maiores que conhecem antecipadamente a história, se bem orientadas, podem contribuir com comentários, interrompendo apenas nos momentos convencionados.
ü  Uma história é feita de:
§     Introdução: chama a atenção para a narrativa, apresenta os personagens e o ambiente; deve ser curta, mas despertar o interesse dos ouvintes, transportando-os para dentro da história;
§     Enredo: são os acontecimentos crescentes durante a história, até chegar ao clímax;
§     Clímax: é o ápice, o ponto máximo da história; é o momento de suspense em que a criança espera com mais interesse o que vai acontecer a seguir; deve emocionar, sem assustar;
§     Conclusão: é o final da narrativa; deve ser curta e sem explicações acerca da moral da história, pois o ideal é que a criança entenda por si mesma o que se quis transmitir;
ü  A narrativa deve possuir algum drama ou suspense, uma situação que dirija ao clímax e ao final da história;
ü  Os interesses variam conforme a idade das crianças. Assim, no Jardim e Maternal devem ser usadas narrações simples e repetitivas, com ritmos e sons; também é interessante a utilização de crianças e animais como personagens; no 1º Ciclo, são importantes as histórias que incentivem a imaginação e o faz-de-conta, além de aventuras em ambientes conhecidos, como a escola, o bairro, a família; e no 2º e 3º Ciclos as crianças interessam-se por narrativas de aventura, explorações, viagens, invenções, crônicas e contos. Porém, deve-se evitar sempre ironias, sentimentalismos, tragédias e situações que amedrontem;
ü  Uma história bem contada torna fácil a compreensão da mensagem transmitida, ao mesmo tempo que  diverte, se estiver de acordo com o desenvolvimento emocional e intelectual dos ouvintes.

3 – No momento de contar a história
ü  Não inicie a história entrando direto na narrativa. É importante aguçar o interesse e a curiosidade dos ouvintes sobre a história. Isso pode ser feito através de conversações, gravuras, perguntas e outros recursos;
ü  É muito importante que as crianças estejam adequadamente acomodadas e fisicamente bem próximas ao evangelizador. A disposição em semicírculo ou em forma de cineminha são muito utilizadas e eficientes;
ü   Se der branco, continue. Não faça caretas, nem se desculpe. Continue descrevendo detalhes de cores e locais. Isso estimula a imaginação e ajuda a memória. Ou então faça uma pausa, olhando todos nos olhos, como para levantar suspense (não olhe para o chão). Use a criatividade e improvise!
ü  Se a história for lida, sua narrativa deve ser tão animada como se fosse contada espontaneamente.  É importante ler a história diretamente para as crianças, devagar, fazendo pausas e olhando os ouvintes nos olhos. Ao se preparar, o narrador deve ler a história diversas vezes, dramatizando a história, para não deixá-la monótona.

4     - Lembre-se:
ü  A primeira característica de um bom narrador é gostar de contar e ouvir histórias; ele deve sentir a história, emocionando-se com a própria narrativa;
ü  Contar histórias interessantes e educativas que as crianças possam lembrar mais tarde é uma arte que se aprende estudando e praticando;
ü  Uma boa história pode estimular os bons sentimentos, ajudar a desenvolver o intelecto, trazer reflexão e conhecimento, sugerir soluções para os problemas cotidianos e desenvolver virtudes;

ü  O Mestre Jesus ensinava através de histórias, as conhecidas Parábolas, que atravessaram os séculos, e continuam a educar, transmitindo seus ensinamentos de amor.

Fonte:tenho este faz muitos anos em meus guardados por isto não sei a fonte.
de https://anotacoesdabiblia.blogspot.com.br