sexta-feira, 10 de agosto de 2018

* "A linha e o ponto de encontro"
















"O Apóstolo Natanael"



“Jesus, 
vendo Natanael aproximar-se dele, 
disse a seu respeito: 
Eis um verdadeiro israelita, 
em quem não há dolo!” 
João 1:47
          Encontrado por Filipe, que fala com convicção acerca do encontro com o Messias, Natanael ouve atentamente, até que ouve algo que lhe suscita o preconceito: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei, e a quem se referiram os profetas…” (Jo 1:45).
          Natanael ouve com surpresa a noticia, e como bom israelita, vê acender em si a esperança messiânica.
          Ao prosseguir com a descrição, Filipe apaga a chama do zelo religioso de Natanael e atiça o fogo do preconceito:
“…Jesus de Nazaré, filho de José.” (Jo 1:45b). De Jerusalém ou de Belém, a cidade de Davi, poderia vir o Messias, mas de Nazaré? Parecia ser impossível a Natanael. Felipe o convida a provar por si próprio: “Vem e vê.” (Jo 1:46).
           Ao encontrar-se com Cristo ouve uma saudação elogiosa que o desconcerta: “Aqui está um verdadeiro israelita, em quem não há nada falso.” (Jo 1:47). Jesus então afirma que o viu assentado sob uma figueira, antes de Felipe o convidar. Natanael então crê e vê em Jesus a pessoa do Filho de Deus, o Rei de Israel.
          Observe: após a demonstração clara do conhecimento de Cristo a seu respeito, o Messias poderia ter vindo de onde veio, mas sem dúvida nenhuma haveria de ser o Rei de Israel, pensava Natanael. Jesus então afirma que Natanael veria “…coisas maiores que esta…” (Jo 1:50), até mesmo “…o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.” (Jo 1:51).
“No meio dos doze discípulos
que Cristo na terra escolheu
Bem pouco se sabe a respeito,
talvez quase nada de Bartolomeu
Quem sabe era irmão de Felipe
que um dia Jesus encontrou,
Quem sabe se seu sobrenome
era Natanael a quem Cristo chamou

Talvez tenha até duvidado
do que seu irmão descreveu
Que o filho de Deus, esperado
era de Nazaré, mais um galileu
Mas quando Jesus face a face
falou-lhe quem era e porque
Cessou todo o passe e repasse
brotou-lhe a certeza daquele que crê."


(Guilherme Kerr Neto)

          Pelo fato de Felipe encontrar-se sempre agrupado com Bartolomeu (Mt 10:3; Mc 3:18; Lc 6:14) ou com Tomé, Bartolomeu e Mateus (At 1:13), muito pensam que Natanael era o nome do discípulo cujo sobrenome aramaico era “Filho de Tolmai” (Bar-Tolmai), o que faz acreditar que Natanael e Bartolomeu sejam a mesma pessoa.
          Seu nome significa “dádiva de Deus”. Provém do grego Naqanahl, Nathanael, que por sua vem tem origem no hebraico N’than’el (Nm 1:8).
          Natural de Caná da Galileia, próxima cerca de 6 km de Nazaré, aldeia de Jesus. Foi um do grupo que viu a aparição de Cristo no Mar da Galileia, após sua ressurreição, conforme o relato de Jo 21:2. Seu nome não está contido nas listas dos Doze, mas provavelmente é o mesmo que o apóstolo Bartolomeu (gr. Bartholomaios, do aram. bar-talmai, “filho de Tolmai”), encontrado em Mt 10:3.

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"O Apóstolos João"



“Ora, 
achava-se reclinado sobre o peito de Jesus um de seus discípulos, 
aquele a quem Jesus amava.”
João 13:23
          O corriqueiro nome João provém do grego IwannhV, Ioannes, que por sua vez adveio do hebraico Yohanan (2 Rs 25:23), “Yahweh é benigno” (Glossário de Nombres Bíblicos. Enlow, Jack. Casa Bautista de Publicaciones, USA, 1986, p.58), “Graça ou favor de Deus” (Pequena Enciclopédia Bíblica, Boyer, Orlando. Inst. Bibl. A. D., SP, 1966, p.429).
         Filho de Zebedeu, irmão de Tiago, recebeu com este irmão o nome de Boanerges (Filhos do trovão) da parte de Jesus (Mc 3:17). Foram convocados, ao que se indica, após Pedro e André, sendo companheiros de Simão e também pescadores. Estando num barco com o pai, consertando as redes, deixaram tudo imediatamente e seguiram a Jesus (Mt 4:21, Mc 1:19). Parece ter sido de uma próspera família, pela presença de empregados junto ao ofício de seu pai (Mc 1:20).
          Figurava na lista dos doze (Mt 10:2) acompanhando sempre a Jesus com Tiago e Pedro, como na transfiguração (Mt 17:1), na cura da sogra de Pedro (Mc 1:29), da filha de Jairo (Mc 5:37) e no Getsêmani (Mt 26:37).
          Proibiu certo homem que expulsava demônios por um impulso faccionista, sendo censurado por Jesus (Lc 9:49,50). Desejou com seu irmão que descesse fogo do céu para consumir samaritanos que não receberam a Jesus (Lc 9:51-56), assim como ambicionou assentar-se com seu irmão ao lado de Jesus em tronos (Mt 20:21).
          Este discípulo “…a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus” (Jo 13:23, 19:26, 21:20), assistiu ao julgamento (Jo 18:16) e crucificação (Jo 19:26) do Senhor. Jesus entregou sua mãe Maria aos seus cuidados (Jo 19:27). Foi o primeiro a chegar ao sepulcro de Cristo (Jo 20:4), sendo um dos primeiros a contemplar a evidência maravilhosa da ressurreição: o túmulo vazio.
"Ah! estou tão triste pois perdi o meu amado
Ah! se Ele me visse tão sozinho neste estado
Eu que sempre estive no seu peito debruçado
Deus, ó Deus me assiste pois me sinto perturbado!
Vem de lá de longe a correr Joana e Marias
Mal eu posso crer no que me acabam de contar:
“João, teu mestre é vivo, Ele é mesmo o Messias
Não chores mais, esquece a dor
O teu amado ressuscitou!”


(Guilherme Kerr Neto)

          Após o Pentecostes, com companhia de Pedro ia ao templo, efetuou uma cura (At 3:1) e apresentou-se perante o sinédrio (At 4:13,19). Apesar de “…iletrado e indouto…” (At 4:13) era intrépido no falar, pelo poder Daquele que o usou junto com Pedro para realizar a cura do coxo de nascença à porta Formosa, a fim de esmolar (At 3:2).
          Pastor da Igreja de Éfeso, foi levado para a ilha de Patmos, no Egeu, em tempos de dura perseguição, aparentemente ao mesmo tempo em que o apóstolo Pedro fora crucificado e Paulo decapitado. Escreveu as Revelações (Livro de Apocalipse) em 95 d.C, relatando as visões e profecia recebidas ali naquela solitária ilha. Presume-se ainda ter sido o autor do Evangelho e das três epístolas que levam seu nome. É o apóstolo do amor (1 Jo 4:8,11).

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Visuais de "A Palavra de Deus"







* "A máquina do Espaço"
















* "Deus criou a família"


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"O Apóstolo Filipe"



“Disse-lhe Felipe:
 Senhor,
 mostra-nos o Pai, 
e isso nos basta..” 
João 14:8
          Seu nome, derivado do grego FilippoV, Phílippos, tem a curiosa significação “amigo dos cavalos”. No dia que se seguiu ao do encontro de Simão Pedro com Jesus, Felipe foi encontrado na Galileia pelo Senhor, que lhe disse as simples palavras: “Segue-me” (Jo 1:43).
          Conterrâneo dos irmãos André e Pedro, ou seja, de Betsaida da Galileia, após ouvir o impressionante chamado de Cristo, foi ao encontro de Natanael, apresentando a Jesus através de uma afirmativa específica e detalhada: “Achamos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e a quem se referiram os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José” (Jo 1:45).
          Talvez Felipe estivesse querendo dizer: “Sim, eu encontrei o Profeta (de quem Moisés escreveu na Lei), o Messias (a quem se referiram os profetas)! Verifiquei bem cautelosamente e Jesus de Nazaré se encaixa perfeitamente às predições!”. O prático Filipe podia crer apenas naquilo que era perfeitamente analítico e comprovável. Diante do confuso e atônito amigo, Felipe novamente apela para a inspeção comprobatória: “Vem, e vê.” (Jo 1:46).
          Quando da multiplicação dos pães, Felipe soube calcular acuradamente o necessário para a multidão, mas já não pôde crer no que fugia a seu raciocínio (Jo 6:7). O mesmo ocorre na ocasião em que os gregos procuram a Jesus (Jo 12:20-22). Leva-os a André, pois não sabe como se comportar diante do seguinte dilema: “Deveríamos levar gentios ao Mestre?”
          André com simplicidade promove o encontro das nações com Jesus, num prelúdio às missões universais comissionadas pelo Senhor, que já na ocasião afirmou: “Mas eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mim” (Jo 12:32).
          Também Filipe em sua praticidade, desejando que Jesus mostrasse-lhes o Pai, pois isto lhes bastaria, extrai do Senhor a maravilhosa sentença: “Quem me vê, vê o Pai” (Jo 14:9). A partir daí vemos este apóstolo na lista dos que se achavam no cenáculo (Jo 1:13-14), após a ascensão de Cristo.

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* "Livro da Vida"